🔉️(1049)_Nunca mais repetirei aquilo [Religião] (Milícia da Imaculada)

 


Clique p/OUVIR 👉️🔉️


"a força criativa é o amor" - S. Maximiliano Maria Kolbe 


"NUNCA MAIS REPETIREI AQUILO"


Seu nome é Vera. Era minha vizinha. Uma excelente amiga, mas totalmente descrente. Dizia que para ela só existia um deus: o dinheiro. 


Certo dia, numa conversa, eu perguntei o que ela achava de Jesus Cristo. Foi chocante a sua resposta: "Se eu me encontrasse com este tal de Jesus na minha frente, eu lhe cuspiria na cara, em agradecimento por tudo que me fez passar!" 


Havia muito ódio em seu olhar. Muito ódio. Nada respondi, no momento. 


Eu fazia parte de um grupo de jovens "Pescadores de Homens", que promovia os encontros de três dias num seminario desativado de Pirapora - SP. Naqueles encontros se falava muito de amor, de bondade, de disponi- bilidade. Se falava e se praticava. Passavamos três dias quase sem comer e sem dormir, para melhor servir a todas as necessidades de quase 100 jovens sem reli- gião, sem grandes ideais de vida, muitos já viciados. 


Foi no 69º encontro que resolvi levar também Vera. Ela aceitou o convite. Avisou, porém, que tinha cabeça feita e nada faria mudar suas idéias. Foi no dia 24 de agosto de 1981. Antes de entrar no ônibus, ainda me disse: "prometo que, se vê-lo, vou cuspir, como falei". 


Por coincidência, seu aniversário era no dia 25 e foi lhe preparada uma festa que não esperava. Mesmo sem ser conhecida, foi aplaudida por todos. Todos a serviram como que fosse uma rainha. E isso não por qualquer outro motivo a não ser por amor de Deus... Para ela foi uma surpresa absoluta. 


Na volta, ela não me encarou durante a viagem. Disse que gostou, mas ficava de cabeça baixa. 


Na chegada, mais uma surpresa: toda a vizinhança, avisada previamente, se reuniu para a recepção dos que estavam voltando. Mais uma vez se cantou "Parabéns" etc. Vera ficou muito emocionada. Disse: "Eu não sei chorar, mas sei reconhecer o que vocês fizeram. Perdão! Eu пuпса mais repetirei aquilo... Agora faço parte da vossa comunidade. Valeu a lição que recebi."


MAURICIO DE MARINS RODRIGUES



Fim

Fonte: Revista CAVALEIRO DA IMACULADA, nº 51 (1983)



🔉️(1048)_Anita Bartholomew] REJUVENESÇA DEZ ANOS EM DEZ SEMANA [Literatura]



Clique p/OUVIR 👉️🔉️

📺️(1047)_Fundamentos e Formação dos Evangelhos Sinóticos (Prof. Adson Silva)

 


RESUMO DETALHADO: 

FUNDAMENTOS E FORMAÇÃO DOS EVANGELHOS SINÓTICOS


Fonte: "Introdução aos Evangelhos" (Curso de Extensão em Teologia - Prof. Adson Silva)


1. INTRODUÇÃO E OS SÍMBOLOS DOS EVANGELISTAS

Os cristãos consideram os quatro Evangelhos como o centro do Novo Testamento, cujo termo grego significa "Boa Nova". A Igreja reconhece quatro narrativas canônicas e inspiradas: Mateus, Marcos, Lucas e João. Os evangelistas não representam biografias estritas de Jesus, mas a transmissão teológica e fiel de sua mensagem. 

A tradição cristã dos séculos II a IV representa os evangelistas por símbolos baseados nas profecias de Ezequiel (Ez 1, 4-10) e Apocalipse (Ap 4, 6-8):

- Mateus é simbolizado por um HOMEM (ou anjo), pois inicia seu evangelho detalhando a genealogia humana e messiânica de Jesus.

- Marcos é representado pelo LEÃO, pois começa no deserto, lugar de feras, proclamando com força, realeza e autoridade a voz que clama.

- Lucas é o TOURO (ou boi), animal de sacrifício, pois sua narrativa começa no Templo de Jerusalém, onde eram imolados os animais.

- João é a ÁGUIA, simbolizando o estilo elevado de sua teologia, que contempla desde o alto a divindade e os mistérios divinos do Filho de Deus.


2. A FORMAÇÃO HISTÓRICA DOS EVANGELHOS

O processo de formação dos textos evangélicos ocorreu ao longo de três etapas cruciais reconhecidas pela Igreja:

- Etapa A (De Jesus aos Apóstolos): Período da pregação de Jesus na Galileia e Judeia por meio de parábolas (linguagem dos rabinos). Após a ressurreição e o Pentecostes, Jesus envia os apóstolos em missão com o mandato de anunciar o Evangelho.

- Etapa B (Dos Apóstolos às Primeiras Comunidades): Período da pregação oral (Querigma - o primeiro anúncio focado na morte e ressurreição; e Catequese - educação para a fé). Diante da expansão missionária, os apóstolos sentiram a necessidade de fixar por escrito os ensinamentos e milagres de Jesus para facilitar o ensino e a fidelidade à tradição.

- Etapa C (Das Comunidades aos Evangelhos Escritos): As pregações locais originaram compilações de tradições escritas. Das diversas compilações, a Igreja reconheceu apenas quatro como inspiradas e canônicas por sua conformidade com a fé primitiva.


3. FIDELIDADE HISTÓRICA, INSPIRAÇÃO E CÂNON

A veracidade dos fatos da vida de Jesus encontra amparo na historiografia da época. Historiadores seculares não-cristãos do primeiro século, como o judeu Flávio Josefo e o romano Plínio o Moço, fornecem testemunhos valiosos sobre a existência histórica de Jesus e o comportamento dos primeiros cristãos.

Os apóstolos tinham plena consciência de que lidavam com uma tradição intocável (o "depósito da fé"). Sob a assistência do Espírito Santo, eles agiram como sentinelas, filtrando desvios dogmáticos, apócrifos (escritos fictícios ou fantasiosos) e mitos (relatos sem base histórica e topográfica exata).

- Inspiração Bíblica: Não significa ditado mecânico nem transe. É a iluminação divina da mente do escritor sagrado para que, usando de suas capacidades humanas e linguagem de sua época, transmita fielmente as verdades salvíficas de Deus.

- Cânon: Derivado do grego "Kanna" (régua, caniço de medir), o cânon bíblico é o catálogo oficial dos livros sagrados reconhecidos pela Igreja.


4. AS PRIMEIRAS COMUNIDADES E A "IGREJA DAS CASAS"

A Igreja primitiva estruturou-se essencialmente a partir de pequenas comunidades que se reuniam em casas particulares (igrejas domésticas). Essas comunidades viviam quatro pilares fundamentais descritos no livro dos Atos dos Apóstolos (At 2, 42-47 e At 4, 32-37):

- Perseverança no ensinamento dos apóstolos (assimilação da mensagem de Jesus).

- Comunhão fraterna e solidariedade (partilha de bens materiais para que não houvesse necessitados).

- Fração do pão (celebração eucarística celebrada nas residências com alegria e simplicidade).

- Perseverança na oração e louvores cotidianos.

Esse estilo de vida comunitário baseava-se em quatro dimensões: a Igreja da Palavra, do Testemunho (anúncio corajoso que às vezes exigia o martírio), da Missão (expansão universalista além-fronteiras) e das Casas (espaço de acolhimento e partilha espiritual).


5. O PROBLEMA SINÓTICO E A TEORIA DAS DUAS FONTES

Mateus, Marcos e Lucas são denominados "Evangelhos Sinóticos" porque compartilham de uma estrutura narrativa comum que permite uma leitura paralela (sinopse). Contudo, a relação entre eles apresenta semelhanças impressionantes e diferenças notáveis.

- Estatísticas das Concordâncias: Marcos possui 661 versículos. Destes, 600 estão presentes em Mateus e 350 em Lucas. No total, Mateus e Lucas compartilham cerca de 240 versículos que não estão em Marcos.

- A Teoria das Duas Fontes: É a hipótese acadêmica mais aceita para solucionar o "Problema Sinótico". Ela propõe que:

  1. O Evangelho de Marcos é o mais antigo de todos, escrito por volta de 60-70 d.C., servindo de molde estrutural para Mateus e Lucas.

  2. Existia uma fonte documental hipotética chamada FONTE "Q" (do alemão Quelle, que significa "fonte"), contendo uma coleção de ditos, discursos e ensinamentos morais de Jesus.

  3. Além de Marcos e da Fonte Q, Mateus utilizou suas próprias tradições exclusivas ("M") e Lucas utilizou as suas ("L").


6. VISÃO GERAL DO EVANGELHO DE MATEUS

- Autoria e Destinatários: Atribuído tradicionalmente a Mateus (Levi), o cobrador de impostos. Escrito em Antioquia da Síria entre 58-68 d.C. (ou 80-100 d.C., segundo a crítica moderna). Destinava-se prioritariamente a comunidades de judeu-cristãos.

- Teologia e Propósito: Apresentar e defender perante os judeus que Jesus é o Messias prometido nas Escrituras. Por isso, repete exaustivamente fórmulas como "para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta". Contém forte caráter eclesiológico e estruturação didática, destacando-se o famoso "Sermão da Montanha".

- Características Culturais: Preserva traços tipicamente judaicos, como a genealogia traçada a partir de Abraão, o uso da expressão "Reino dos Céus" (evitando pronunciar o nome de Deus), e referências a costumes judaicos sem explicação prévia. Organiza-se em grupos numéricos de relevância judaica (grupos de 3 e 7).


7. VISÃO GERAL DO EVANGELHO DE MARCOS

- Autoria e Destinatários: Atribuído a João Marcos, companheiro de viagem de Paulo e Barnabé, e intérprete da pregação de Pedro em Roma. Escrito para cristãos de origem gentílica (romanos) por volta de 65-70 d.C.

- Estilo e Linguagem: Possui um grego rudimentar e popular (koiné), rico em expressões cotidianas, construções simples, uso abundante da conjunção coordenativa "kai" ("e") e o termo "euthus" ("imediatamente" ou "logo"). É uma narrativa dinâmica, cheia de ação, retratando vividamente os sentimentos humanos e reações emocionais de Jesus e de seus ouvintes.

- Ênfase Prática: Marcos coloca os discursos em segundo plano e prioriza as ações de Jesus. Dos milagres descritos nos sinóticos, Marcos relata 20 milagres em apenas 16 capítulos (mais de 40% de seu evangelho, a partir do cap. 11, é dedicado a relatar detalhadamente os últimos oito dias da vida de Jesus em Jerusalém). Explica termos aramaicos e costumes judaicos aos leitores romanos e utiliza diversos termos latinos (latinismos).


8. VISÃO GERAL DO EVANGELHO DE LUCAS

- Autoria e Destinatários: Atribuído a Lucas, o "médico amado" e companheiro de missões do apóstolo Paulo. Escrito em grego refinado e polido por volta de 80 a 130 d.C. Dedicado formalmente a um protetor de nome "Teófilo", visando instruir cristãos vindos do paganismo.

- Teologia e Características: Conhecido como o "Evangelho das Nações" e o "Evangelho da Misericórdia". Lucas enfatiza o amor de Jesus pelos marginalizados, pecadores, mulheres, samaritanos e necessitados. É um texto estruturado de forma ordenada e acadêmica, baseado em rigorosa pesquisa de fontes anteriores.

- Estrutura Literária: Apresenta 24 capítulos e compartilha 389 versículos com Mateus e Marcos. Lucas preserva uma grande quantidade de parábolas exclusivas (como o Filho Pródigo e o Bom Samaritano) e possui estreita relação teológica e estilística com o livro dos Atos dos Apóstolos, obra do mesmo autor.


Fim





Vídeo:

.

📺️(1046)_Beata Imelda Lambertini: O Milagre Eucarístico que Parou o Coração desta Menina!

 





Vídeo:

.