Coleção de IMAGENS, ÁUDIOS, VÍDEOS, ARTIGOS, LIVROS e TEXTOS diversos (revistas e outros) com textos "scrollados" (deslizantes) e/ou no formato em PDF (com letras ampliadas e fácil de ler nos celulares). Acervo digital do Projeto Crescer Juntos (PCJ)
É uma revolta dos piores contra os melhores, uma revolta dos fracos e dos covardes contra os fortes e os bons. É perpetuada por aqueles que não podem construir, que não podem criar, que não podem alcançar coisas boas e levam a vingança em torno do mundo por sua própria inadequidade, procurando destruir aqueles que podem. Isso é o que é o esquerdismo radical.
Ele pode vestir vários diferentes eslógios e ideologias em todo lugar e tempo. Eles podem chamar-se anticapitalistas, ou antiimperialistas, ou comunistas, ou anarquistas, ou marxistas, mas o caráter fundamental é sempre o mesmo. É sempre o mesmo.
É uma resenha poesia, trancada na língua da igualdade, da justiça, da liberdade, e da necessidade de quebrar o que os homens maiores construíram, de arruinar o que é lindo e o que é certo, em nome de pessoas que só estão cheias de maldade e não têm nada a oferecer ao mundo. Através da violência e do terror, eles, de novo, procuram impor sua maldade em todos nós. O antigo dogma estava errado.
O antigo dogma estava errado. Nenhuma dessas coisas é dirigida pelo idealismo. Isso não é utópico.
Na verdade, é o contrário. Uma das críticas que você às vezes ouve do comunismo, por exemplo, é que soa bom em teoria, mas nunca funciona na prática. Isso não é verdade.
O comunismo não soa bom em teoria. O mundo que ele envisa para todos nós é pequeno, flaco, amarelo, desligado de todas as exceções, desligado de tudo que é bom e nobre na alma humana. O mundo que ele envisa é um mundo sem coragem, um mundo sem criatividade, ou ambição, um mundo sem heróis, ou glória, ou grandes causas para se afastar, um mundo sem milagres, sem mitos, sem homens que se levantam acima do resto para fazer coisas incríveis e extraordinárias.
E o mundo que o comunismo envisa é um mundo sem Deus. Para esses arquitetos da violência revolucionária, o alcançamento da nossa civilização, para eles, é uma humilhação inesperada, uma lembrança do que eles não podem fazer, e uma lembrança do que eles não podem ser. Então eles escolhem, em vez, destruí-lo.
Eles atacam pipelines, eles atacam estradas, eles atacam frentes de energia e laboratórios, os símbolos físicos e corpóreos de poder, invenção e alcançamento. Esta é a natureza do terror que enfrentamos hoje. Eles despejam o Oeste, porque o Oeste é grande.
O escândalo do Banco Master tem novas revelações e personagens.
O ministro André Mendoza bloqueia 22 bilhões de reais dos investigados. Ladrão, corrupto, vigarista, rato, pilanta, canalha. 129 milhões de reais da mulher do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes.
Só que foi a mulher dele que fechou o contratão? Não, foi o próprio ministro Alexandre de Moraes. Esse contrato de 129 milhões da minha esposa com o Banco Master vai dar muita conversa ainda. Então arquiva isso aí, por gentileza.
Mais tarde conversamos. E o controle disciplinar de todos os juízes por causa do CNJ, que está subordinado ao Supremo Tribunal Federal. De forma que eles têm hoje, nas suas mãos, toda a concentração de tudo o que se passa sobre a justiça e sobre a legalidade neste país.
11 pessoas. E pessoas que estão dentro de uma verdadeira bolha e com um ego extremamente inflado. Porque não se pode dizer que um ministro do Supremo é feio.
Porque isso pode ser uma difamação. Não sabem o que vocês estão fazendo. Vocês estão pegando e dando ao Supremo Tribunal Federal todo o controle desta nação.
Isso não pode, isso não é possível. Vocês vão ver o que é que vai acontecer. Meus amigos, o fim de Xandão não é mais uma possibilidade distante.
Ou é impeachment ou é prisão. Eu já começo esse vídeo te fazendo uma pergunta direta e sem rodeio. Depois de tudo que ele fez ao Brasil, você acredita mesmo que só um impeachment seria um preço justo a pagar? Porque algo muito sério está acontecendo.
Uma juíza veio a público, rompeu o silêncio e jogou tudo no ventilador. A grande mídia que por anos passou o pano, como a Globo, a CNN, a Pandi, entre outras, mudou completamente o discurso. E quando isso acontece é porque o cerco está se fechando e o castelo começou a roer.
O que eu vou te mostrar que agora vai te deixar de boca aberta. Você vai entender porque o fim da linha chegou para Xandão. Meus queridos, antes de continuar esse vídeo, deixe um joinha para o YouTube não enterrar nesse vídeo.
Eu preciso da tua ajuda. Compartilhe esse vídeo. Se você está chegando aqui e não é inscrito, inscreva-se aqui no canal ativando o sininho das notificações.
O que nós estamos assistindo não é justiça, é concentração do poder. Decisões monocráticas que atropelam o Congresso, censura disfarçada de defesa da democracia, escândalo na hora do Banco Master, perseguição seletiva onde uns são esmagados e outros blindados, e mais grave, ninguém voltou nisso. Quando uma juíza rompe o silêncio e expõe o que acontece nos bastidores, isso muda o jogo.
Porque não é a opinião da internet, não é a narrativa da oposição, é alguém de dentro dizendo isso passou todos os limites e precisa ter um basta. Hoje na prática o STF não apenas julga, o STF governa. Decide quem pode falar, decide quem pode concorrer, decide quem deve ser silenciado, quem pode ser investigado e quem jamais será.
Isso não é democracia, isso é poder absoluto. É autoritarismo. Mas a história já mostrou várias vezes que quando alguém passa a mandar mais do que o próprio executivo, mais do que o legislativo e mais do que o voto popular, mais do que a população, o país inteiro começa a pagar o preço, mas uma hora a casa cai.
Por isso o impeachment começa a ganhar força, mas a pergunta que cresce nos bastidores é tirar apenas o cargo resolvo ou ele deveria ir mesmo para a prisão? Bora reagir a este vídeo que explica certinho o que está acontecendo e o que pode acontecer. E eu já te pergunto, você, pra você, a resolução desse problema seria só impeachment ou prisão pra esses que estão destruindo o Brasil? Responda aqui abaixo nos comentários e bora reagir comigo. Meu grande desafio em qualquer processo é entender o que é certo, decidir de modo certo e fazer isso, Ana, sem... pelos motivos certos, ou seja, simplesmente pelo dever de fazer o certo.
Por isso que eu não tenho a pretensão de ser uma esperança ou alguém diferente em algum sentido, com algum dom especial, não. Eu tenho só a expectativa de tentar fazer o certo pelos motivos certos. E acho que esse é o papel de um bom juiz.
O papel do bom juiz não é ser estrela. É simplesmente assumir a responsabilidade e julgar. E, como eu sou cristão, pedindo a Deus que eu julgue de forma certa.
Reconhecendo, ao mesmo tempo, que não somos perfeitos. Meu desafio pra você, como advogado do século XXI, é definir adequadamente qual o seu objetivo de vida. Que não seja ganhar dinheiro, por favor.
Esse é um objetivo, mas não é um objetivo de vida. Você ganha muito dinheiro, mas como consequência de bons princípios postos em prática. Com visão de futuro, com preparo, com coragem, com perseverança, com resiliência, com gratidão, com lealdade, com sabedoria, com humildade, discernindo entre o certo e o errado.
E fazendo o certo, pelos motivos certos. Buscando soluções, encontrando saídas legítimas à luz da lei. E me permitam, talvez, só consignar um último ensinamento que aprendi ao longo da minha carreira profissional.
Vida profissional há, basicamente, em qualquer área. Pública, privada, direito, jornalismo, medicina. Há, basicamente, três tipos de pessoas.
Um número que não é maioria, mas que dá muito trabalho. É a pessoa que cria problema. O prazer da pessoa é criar problema.
Onde ela chega, vira problema. Reclama de tudo. Nada está bom.
Não faz nada, mas tem uma língua. Eu acho até que não é a maioria. Vamos ver se vocês concordam comigo.
O segundo grupo, para mim, é a maioria. São os indiferentes aos problemas. É aquele que quer passar desapercebido.
Que nunca é com ele. Que nunca ajuda. Não colabora.
Não cria problema, mas também não conte com ele. É aquele que chega... Vou falar que eu que fui servidor público quase a vida toda. Chega lá na repartição pública.
Ele quer não ser visto nem notado. E quando dá o horário, ele já quer estar saindo rápido, de fininho, para ninguém perguntar nada para ele. Esse, para mim, é a maioria.
Agora, há um grupo de pessoas que é diferenciado. São aqueles que resolvem problemas. Esse é a minoria.
É um grupo pequeno, mas que faz toda a diferença. Na OAB, na sociedade, na justiça, nas empresas, no serviço público. Talvez o grande desafio você não ser o criador de problema, você não ser indiferente aos problemas, mas eu tenho certeza que há espaço sobrando de oportunidades para aqueles que estão dispostos a resolver problema.
O profissional do futuro, ele vai ser aquele que é capaz de resolver problema. É o que vai se destacar. Eu fui advogado geral e ministro da justiça na AGU, um corpo técnico muito sólido, bem preparado.
Nós não tínhamos tanta dificuldade de ocupar os cargos mais relevantes da instituição. Quando eu fui para o Ministério da Justiça, o Ministério da Justiça não tem uma carreira própria. Então, nós tínhamos que procurar, num universo amplo e mais desconhecido, pessoas-chave para os postos.
Às vezes eu achava uma pessoa super bem preparada, mas quando eu colocava nesses critérios de resolução de problema, criador de problema ou indiferente, não achava. Como era difícil conciliar preparo com capacidade de resolução de problema. Nós precisamos dessas pessoas.
O Brasil precisa de advogados que resolvam problemas de forma séria, ética e responsável. O 8 de janeiro, tudo o que eu já analisei, tudo o que eu vi, foi uma forma de conseguir colocar para toda a nação a finalização de uma narrativa, narrativa extra, que levaria a tirar-se Bolsonaro das eleições de 2026. De forma que, para mim, o 8 de janeiro foi exatamente isso.
Porque aquelas pessoas que estavam nas portas dos quartéis, com o terço da mão, rezando, fazendo tudo. Vários amigos meus faziam parte dessas. Tanto em Salvador, como aqui em Brasília, diziam, aquilo ali é uma ordem total.
Os militares nunca fizeram absolutamente nada. Tanto que no dia, e isso está tudo provado, no dia 8 de janeiro, quando os militares chamaram aquelas pessoas e disseram, entre nos ônibus que agora nós vamos para a Praça dos Três Poderes, eles foram, achando que alguma coisa ia acontecer. Filho, eu não posso aceitar.
No dia 8 de janeiro foi o dia onde queriam dar o golpe final. O golpe final com mulheres de 73 anos, de 61 anos, vendedor de picolé, vendedor de bandeira. Um governo, que enquanto governo abriu um prazo de transição do governo Lula, que nomeou os ministros militares apontados por Lula.
Esse homem fez tudo isso, depois saiu, foi para os Estados Unidos e deu um golpe. E golpe, sem soldado, com aquelas pessoas que estavam na porta dos quartéis? Eu não posso acreditar. Não é crível.
Não é crível. A história contará isso. A história contará isso.
Não adianta. Não entra na cabeça de ninguém só uma pessoa que seja totalmente podelugulada para aceitar que seja verdadeiro esse golpe. Podem ter pensado em golpe, sem dúvida alguma.
Porque as eleições estavam sendo muito contestadas, estava faltando o código-fonte, e o código-fonte quer o código-fonte. E por isso mesmo, enquanto o código-fonte não chegar, eu não acredito nessas eleições. Isso tudo pode ter incendiado não só o ex-presidente, como as pessoas que rodeavam.
E eles pensaram, então, o que é que vocês acham? A gente tem margem de fazer com que isso não brote? Nunca em direito, pensamento foi golpe. Nunca. Nós aprendemos no segundo ano da faculdade de direitos.
Até uma frase que tinha em meu livro de direito penal. Penseiro não faz engabela. Ou seja, pensamento não faz crime.
Todo mundo que estudou direito sabia disso. Eles podem ter pensado, mas isso não é crime, não. Não é um crime.
De forma que eu entendo que eles pensaram, pensaram, pensaram sim. Houve ainda a participação do ex-presidente Bolsonaro, porque era um boca-rota, e chamava militar, dizia o que ia fazer, o que ia acontecer. Enquanto era presidente, alguém acreditava naquilo.
Eu dava risada. Coitado, fica dizendo, chamando militar, dizendo que vai chamar, que vai fazer, vai acontecer. Aquilo era só bravata.
E quando ele foi? Quando ele perdeu, ele ficou bem quieto. Então, eu, analisando como cidadã brasileira, analisando tudo isso, porque eu não sou bolsonarista, absolutamente. Eu, inclusive, quero dizer que no primeiro turno eu nem votei.
Eu não acreditava em Bolsonaro. Eu não acreditava. Achava que ele foi um militar indisciplinado, tinha muitas culpas de fazer.
Tanto que me convidaram pro governo e eu não aceitei. Ele chegou até a me telefonar. Ministra, precisamos muito do seu governo.
Qual passo, ministra? Ele não explicou. Era o Bibiano, que foi aluno meu. Logo no começo do governo.
Logo no começo do governo. E quando ele não tinha ainda tomado posse, o Bibiano botou pra ele falar comigo. Eu falei.
Eu chamava ele capitão. Capitão, eu estou aqui para servir ao seu governo no que o senhor vai precisar. Mas não para assumir cargo.
Eu sou advogada, já tenho o meu escritório, tenho o meu compromisso com os meus clientes e com os meus juízes e com os meus advogados que estão comigo. Eu não posso assumir. Mas estou aqui pra o que o senhor quiser.
E quero lhe dizer que eu tenho duas prioridades. As minhas prioridades são poder judiciário, que muita gente não sabe mexer no poder judiciário, no poder legislativo. Eu tenho esta prioridade.
E a outra prioridade seria o direito da mulher. Falei isso com ele. Não quero nada.
Tem um tribunal federal onde não posso dar esta culpa ao ministro Fachin. Eu não posso. O ministro Fachin não fez isso sozinho.
E o ministro Fachin não deu aquele voto e levou lá e todo mundo, ó, não. Aquilo tudo é combinado. Bolsonaro não pode mais ser presidente de forma alguma.
Quem é que a gente vai votar? A esquerda não tinha mais ninguém. Todo mundo estava comprometido. O que é que faz? Faz uma enquete.
O único que sobrou. Lula da Silva. Mas ele está condenado.
Como é que faz? E a gente já julgou uma porção de coisa dele. Como é que faz? Desmoraliza a Lava Jato. Nunca os olhos da população tiveram tão voltados para o comportamento de Mendonça.
Valter, cuidando dos casos INSS, Bancomaster, Mendonça vira o superpoderoso do Supremo? Vitória, bem lembrado pelo Olavo, procedimento do atual presidente, novamente presidente do Senado da República, Davi Alcolumbre, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o André Mendonça. Vocês lembram que ele ficou meses, meses, completamente diferente do que está acontecendo agora, nos pedidos de abertura de uma CPI do Bancomaster, ou nos pedidos de impeachment de ministros, em que ele senta em cima, com o seu peso, ele senta em cima desses pedidos. Naquela época, ele sentou em cima da indicação de um ministro estético, o ministro André Mendonça.
Não me lembro nem se fez a mesma coisa o Nunes Marques. Até o Olavo pode me ajudar se ele fez a mesma coisa. Toda escolha tem consequências.
É óbvio que o ministro não diria que ele guarda Rancor e que ele tem mágoa, mas também é evidente que ele vai ter um olhar diferente do olhar do ministro Dias Toffoli. Com relação a se é suficiente mudar a relatoria para que as coisas, enfim, aconteçam e para que determinadas autoridades caiam, eu diria que esse é o nosso caso do Epstein no Brasil. Esse escândalo do Bancomaster, agora tem um documentário de um outro programa que é importante para a direita brasileira, um trabalho, que aliás está no bojo de tudo isso, porque foi um documentário do Brasil Paralelo, lá atrás, sobre a facada do presidente Bolsonaro, que escancarou essa assimetria nas decisões.
Agora tem um documentário do Brasil Paralelo falando a respeito de uma tal de casa em Trancoso e das festas que aconteciam lá e quantas outras mais? E o que não estará nesse celular? E uma notícia da semana passada que assim como houve o relatório das conversas vazado, e o vazamento é tão antigo quanto a própria existência da imprensa, só que antes era para a Globo, vazavam tudo contra nós. Agora a maré virou um pouco. Dizem que viria também o relatório em relação às conversas do outro ministro, do todo poderoso da República, não vou nem dizer o nome, porque todos nós temos receio do que pode acontecer, já visto aí o presidente da associação dos fiscais da Receita Federal.
Mas diz que viria um outro relatório a respeito disso também. Que venha tudo isso. Mas já é mais do que suficiente, tudo que já sabemos, inclusive o contrato de 130 milhões de reais, para que tudo isso tivesse caído.
Não caiu até agora, exatamente porque o Alcolumbre, esse que agora ficou com medo dos seus atos no futuro, tem protegido o sistema. Sabe, nesse sentido, eu entendo que André Mendonça terá a oportunidade, a oportunidade de resgatar a admiração que em tempos, ali atrás, nós tínhamos pelo Supremo Tribunal Federal. É certo que em algum momento a gente nem sabia o nome dos ministros, mas talvez pela circunspecção, que é uma característica inerente, tem que ter a descrição, passar longe das câmeras, mas a gente também não pode esquecer, Olavo e Walter, que nós vivemos um momento onde nós somos manipulados pela rede Globo de Televisão, com 75%, 80%, 90% da audiência, e mostrando exatamente o que ela queria que nós pensássemos naquele momento.
Olha, você vai pensar assim, os caras estão decidindo ali, a gente não vai mostrar nada, está acontecendo isso no Brasil agora, mas a gente quer que você pense assim, ou assado, nós não podemos nos esquecer que a luz sobre tudo isso quem trouxe foi Jair Messias Bolsonaro. Quando Bolsonaro falou assim, olha, a gente tem que entender mais de Supremo do que de Seleção Brasileira, ele tinha absoluta razão, quando ele tentou dizer assim, essa corte tem que ser constitucional, essa corte não pode tratar de tudo para que se empodere a ponto de dar as cartas no Brasil, ele tinha absoluta razão e por isso também foi perseguido, ou seja, embora ali atrás a gente nem ligasse para Supremo Tribunal Federal, nomes que por ali passaram, enfim, provavelmente a gente também estava sendo manipulado, a gente não pode achar que era perfeição, não, não dá para achar, porque eram homens também, mas homens blindados pelo silêncio da imprensa, que era o único caminho para que a gente pudesse obter informações, a gente mantém ali a turma quietinha, eles vão decidindo lá, a gente só põe holofote sobre o Congresso e outras pautas do Executivo, a gente faz o brasileiro pensar assim o assado, não dá para achar que eram santos aqueles que compunham o Supremo Tribunal Federal até tempos atrás, eram homens também, a questão é que agora a gente sabe de tudo e tem André Mendonça a responsabilidade com INSS e Banco Master nas mãos de mudar a percepção do brasileiro. Olavo, eu sou muito, muito sincero, a minha esperança sobre André Mendonça é quase nula, eu não tenho nenhum problema em dizer, cético eu estou, porque os ministros que saíram defendendo o Dias Toffoli, antes de tudo acontecer, do relatório que chegou, mas a conversa que vazou, esses que saíram defendendo o Dias Toffoli, para mim colocam também suspeição sobre as suas decisões a partir de agora e um deles foi André Mendonça, que escreveu o livro do Toffoli, me diz quem é que em sã consciência dedicaria parte do seu tempo, tempo que não volta mais, a escrever um livro sobre a vida de Toffoli, me diz, me diz, ah não, agora eu tomei a decisão eu vou escrever um livro sobre a vida de um homem que não consegue passar em concurso público, de um cara que era advogado do PT, que eu sei o que defendeu ao longo da sua vida, pregressa antes do Supremo Tribunal Federal, não, agora eu vou gastar parte do meu tempo para escrever um livro sobre esse homem, meu Deus, então amigo, Olavo, eu sou muito sincero, minha esperança está assim, por um fio, entretanto está nas mãos de André Mendonça a possibilidade de resgatar a dignidade do Supremo Tribunal Federal, olá.
Saída triunfante pela esquerda. Nós sabemos, aliás ele entrou talvez pela esquerda, deve que ele ia sair pelo mesmo lugar de onde veio, enfim, quero te ouvir, Olavo. Para resgatar, desculpe a rudeza amigo, mas para resgatar a imagem do STF só fechando e fazendo de novo, nomeando novos ministros, técnicos, mudando a legislação evidente, não estou falando em golpe, mudando a legislação para que técnicos, juízes de carreira, desembargadores, enfim, possam compor essa Suprema Corte, e aí vai resgatar.
Bom, vai, ainda tenho um olhar um pouco romantizado em relação a André Mendonça. Creio que é o momento de um olhar mais meio, com calma em relação a André Mendonça. Tenho certeza que decepções ocorrerão, fato, decepções ocorrerão, mas no momento eu sugiro apoiarmos, sugiro divulgarmos, sugiro olharmos com uma lupa sem desacreditá-lo.
A partir do momento, se ele tomar atitudes de discrédito erradas, aí sim, vamos para a crítica. Nesse momento, acho que é o momento de apoio, principalmente pela cilada que eu nominei, a cilada de Alcolumbre, que já tenta criar esse empecilho em relação a André Mendonça, e também pelo volume de críticas que cairão sobre Mendonça pelas decisões contra o establishment do próprio STF. Julgará, mas trombará de frente com o STF se optar pela transparência.
André Mendonça fez uma fala duas semanas atrás, duas semanas, interessantíssimo. Ele criou lá a sua empresa de palestras, mas veio a público dizer, olha, todo lucro líquido da minha empresa de palestras será doado para cursos, instituições de caridade que trabalham com cursos na área de educação. Depois que a gente descobriu que ele tinha, né? É, exatamente.
Inclusive, ele fez essa fala. Depois que ele disse que a gente descobriu. Veio a público a situação e ele tomou essa posição.
Mas eu coloco por outro lado. Ninguém tomou essa posição. Não estou defendendo.
Na verdade, estou um pouco. Ninguém tomou essa posição até aqui. Eu creio que não vamos ter a decepção porque nós já sabemos que erros ocorrerão.
A criticidade ocorrerá, eu creio, da nossa parte pontualmente se errar. No mais, eu acho que é o momento de apoio. No mínimo tem que cair uns três desses atuais ministros da Composição presente do STER.
E, de novo, como disse o Olavo, não estou falando em golpe aqui. Acho que dentro das ferramentas institucionais que estão postas. Há muito tempo eu falo isso aqui no Endireitando, que é a minha página no Instagram, de que nós temos que eleger uma bancada majoritariamente de direita nesse ano para dar uma resposta a tudo isso no Senado da República.
Sabe que eu tenho um medo pânico? Não acredito muito em pesquisa, porque acho que a pesquisa, assim como a Globo, serve muito para nos manipular, mas que agora saiu uma pesquisa aqui de que o Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e a Manuela D'Ávila estão em primeiro lugar no estado do Rio Grande do Sul. Não é crível, mas vá que o Rio Grande do Sul também tem essa tradição canhota. E isso explica por que um pouco, de onde eu estou falando aqui, a decadência econômica que o nosso estado, que já foi um dos mais importantes da Federação, vem vivendo.
Esse é o catavismo, esse negócio de ser do contra. Imagine agora eleger o Eduardo Leite, que é a quinta essência do murismo, do centrão, com a Manuela D'Ávila, que representa exatamente a antítese daquilo que é tudo a gente pensa. Não vai mudar nada.
Então o nosso primeiro esforço é mudar o Senado. Colocar lá o Marcelo Van Hatten, colocar lá o Sanderson, enfim, colocar lá pessoas que têm um compromisso em fazer isso, em botar esse rio de volta no seu leito. Depois uma coisa que eu defendo há mais de ano aqui na Olho Verde, há dois anos, sei lá o tempo que eu estou aqui, que é uma reforma constitucional para botar freios e que volte, por exemplo, prevaricação a ser prevaricação.
Corrupção passiva a ser corrupção passiva. Não é o seletivismo, não é porque é de esquerda pode tudo, porque é de direita se enxerga crime onde não tem. Então, assim, derrubar uns três que já têm mais do que razão suficiente para cair, não poderiam estar mais lá.
Isso por si só vai criar um freio de arrumação. Depois mudar as coisas para daqui para frente corrigir. Isso que o Pitone você havia falado.
O seguinte, o cara juiz tem que falar nos altos, o cara tem que ter descrição, o cara tem que ter equidistância e tem que ter neutralidade. E aí entra a minha última preocupação. O Olavo falou de uma reforma ideal, de colocar juízes de carreira.
Gente, o plano de tudo isso, de fundo, foi um processo que nós fomos ingênuos ao longo do tempo. O presidente Bolsonaro, como bem disse o Pitone, denunciou que foi a instrumentalização das instituições. Tudo foi tomado.
E foi tomado porque houve um processo de doutrinação ao longo do tempo. Agora o próprio STF está julgando um escola sem partido, que foi um processo, um projeto, inclusive, que eu quando vereador em Porto Alegre, aqui em Porto Alegre, na capital do Rio Grande do Sul, liderei, protagonizei e aprovamos e o próprio judiciário derrubou, por incrível que pareça, o judiciário derrubou o projeto. Então, tudo isso começa nesse processo da escola.
Então de que adianta amanhã depois nós nomearmos juízes de carreira, se os juízes de carreira já vêm por baixo da toga, com uma camiseta vermelha e com convicções uoqueístas ou qualquer outra coisa? Então o furo é muito mais embaixo. Na minha opinião, meus amigos, o impeachment sozinho não fecha essa conta. Ele tira o cargo, mas não apaga os abusos.
Não devolve a liberdade perdida, não repara os danos causados ao país. E agora eu quero ouvir de você. Você acredita que Xandão vai pagar por tudo que fez? Ou você acha que, como sempre, os poderosos vão sair ilesos, enquanto o povo fica com a conta? Escreve aqui abaixo nos comentários, porque essa discussão não pode ser mais abafada.
Fim
Fonte:
JUIZA DA UTIMATO EM MORAES E ORDENA LIBERDADE IMEDIATA DE BOLSONARO MENDONÇA DÁ AVISO TENEBROSO!
A menos que se seja rico, não adianta ser uma pessoa encantadora. O romantismo é um privilégio dos ricos, não uma profissão para os desempregados. Os pobres devem ser práticos e prosaicos. É melhor ter uma renda permanente do que ser fascinante. Estas são as grandes verdades da vida moderna que Hughie Erskine nunca compreendeu. Pobre Hughie!
Intelectualmente, devemos admitir, ele não era muito notável. Nunca disse nada brilhante em sua vida, nem mesmo algo mal intencionado. Mas, em contrapartida, era surpreendentemente bonito, com seus cabelos castanhos cacheados, seu perfil bem definido e seus olhos cinzentos. Era tão popular entre os homens quanto entre as mulheres e tinha todas as qualidades, exceto a de ganhar dinheiro. Seu pai deixou para ele sua espada de cavaleiro e uma História da guerra peninsular, em quinze volumes. Hughie pendurou a última sobre o espelho, colocou a primeira em uma prateleira entre o Guia de Ruff e a Revista de Bailey, e viveu com as duzentas libras por ano que uma tia idosa lhe fornecia. Ele tentou de tudo.
Esteve na Bolsa por seis meses; mas o que uma borboleta iria fazer entre touros e ursos? Ele foi comerciante de chá por um pouco mais de tempo, mas logo se cansou do chá chinês forte e leve. Então tentou vender xerez seco; aquilo não deu certo; talvez o xerez fosse muito seco. Por fim, decidiu não fazer nada e ser apenas um jovem encantador, inútil, de perfil perfeito e sem nenhuma profissão.
Para piorar as coisas, ele estava apaixonado. A moça que ele amava era Laura Merton, filha de um coronel aposentado que perdeu o humor e a digestão na Índia, e que nunca mais recuperou nenhum dos dois.
Laura o adorava, e ele teria beijado os cadarços de seus sapatos. Eles formavam o casal mais bonito de Londres e não tinham nem um centavo entre os dois. O coronel gostava muito de Hughie, mas não queria ouvir falar em noivado.
-Rapaz - costumava dizer -, venha me ver quando tiver dez mil libras suas, e veremos. E Hughie ficava melancólico nesses dias e tinha que procurar Laura em busca de consolo.
Certa manhã, enquanto se dirigia a Holland Park, onde os Merton moravam, ele decidiu visitar um grande amigo seu, Alan Trevor. Trevor era pintor. Pouca gente escapa disso hoje em dia; mas ele era artista além de tudo, e artistas são bastante raros. Como pessoa, era um indivíduo estranho e rude, com o rosto cheio de sardas e uma barba ruiva descuidada. No entanto, quando pegava o pincel, era um verdadeiro mestre, e seus quadros eram muito procurados. Hughie o havia interessado muito; inicialmente, devemos admitir, por causa de seu encanto pessoal.
-Um pintor - costumava dizer - deveria conhecer apenas pessoas tolas e bonitas, pessoas que são um prazer artístico de se ver e um repouso intelectual de se falar com elas. Os homens elegantes e as mulheres amadas governam o mundo, pelo menos deveriam governá-lo.
No entanto, quando Hughie o conheceu melhor, ele o apreciou tanto por seu otimismo radiante quanto por sua natureza generosa e desajeitada, e lhe deu entrada livre em seu estúdio.
Quando Hughie chegou naquele dia, encontrou Trevor dando os últimos retoques em um magnífico retrato de um mendigo em tamanho natural. O mendigo em si estava posando de pé, em um tablado, em um canto do estúdio. Era um velho magro, com um rosto parecido com um pergaminho enrugado e uma expressão extremamente lamentável. Ele estava vestindo um grosso casaco marrom todo rasgado e esfarrapado; suas botas grossas estavam remendadas e com remendos, e com uma mão ele se apoiava em um bastão áspero, enquanto com a outra segurava seu chapéu maltratado, pedindo esmola.
-Que modelo surpreendente! - murmurou Hughie ao apertar a mão de seu amigo.
-Que modelo surpreendente? - gritou Trevor em voz alta -, isso eu concordo! Não se encontra mendigos como ele todos os dias. Une trouvaille, mon cher; um Velázquez em carne e osso! Raios! Que gravura Rembrandt faria com ele!
-Pobre velho! - disse Hughie -, que aspecto tão triste ele tem! Mas suponho que para vocês, os pintores, o rosto dele vale uma fortuna.
-Certamente - respondeu Trevor -, você não quer que um mendigo pareça feliz, não é?
-Quanto um modelo cobra por posar? - perguntou Hughie, enquanto encontrava um assento confortável em um sofá.
Um xelim por hora.
-E quanto você cobra pelo quadro, Alan?
-Oh, por este eu cobro duas mil!
-Libras?
-Guinéus. Pintores, poetas e médicos sempre cobram em guinéus.
-Bem, eu acho que o modelo deveria receber uma porcentagem - exclamou Hughie rindo; ele trabalha tanto quanto vocês.
-Bobagem, bobagem! Olha, mesmo que seja só o trabalho de estender a tinta, e o ficar de pé o dia inteiro na frente do cavalete! Para você é muito fácil falar, Hughie, mas eu te garanto que há momentos em que a arte alcança quase a dignidade do trabalho manual. Mas não fique conversando; estou muito ocupado. Fume um cigarro e fique quieto.
Depois de um tempo, o criado entrou e disse a Trevor que o homem que fazia suas molduras queria falar com ele.
-Não saia correndo, Hughie - disse ao sair -, volto num instante.
O velho mendigo aproveitou a ausência de Trevor para descansar por alguns instantes em um banco de madeira que havia atrás dele. Ele parecia tão desamparado e tão infeliz que Hughie não pôde deixar de se compadecer dele, e vasculhou os bolsos para ver quanto dinheiro tinha. Tudo o que ele encontrou foi uma libra de ouro e algumas moedas de cobre.
"Pobre velho!" ele pensou consigo mesmo, "ele precisa mais disso do que eu; mas isso significa que não poderei pegar um táxi por duas semanas."
E ele atravessou o estúdio e deslizou a moeda de ouro na mão do mendigo.
O velho se assustou, e um leve sorriso passou por seus lábios ressequidos.
-Obrigado, senhor - disse -, obrigado.
Então Trevor chegou, e Hughie saiu, ficando um pouco corado pelo que tinha feito. Passou o dia com Laura, recebeu uma adorável repreensão por sua extravagância e teve que voltar para casa a pé.
Aquela noite ele entrou no Palette Club por volta das onze horas e encontrou Trevor sentado sozinho na sala de fumantes bebendo vinho do Reno com água de Seltz.
-Bem, Alan, você terminou o quadro? - perguntou, acendendo seu cigarro.
-Está terminado e emoldurado, rapaz - respondeu Trevor -, e a propósito, você fez uma conquista. O velho modelo que você viu tem verdadeira devoção por você. Tive que contar tudo sobre você para ele: quem você é, onde mora, quanto dinheiro tem, quais são suas perspectivas...
-Querido Alan - exclamou Hughie -, provavelmente o encontrarei me esperando quando voltar para casa. Mas, é claro, você está só brincando. Pobre velho infeliz! Eu gostaria de fazer algo por ele; acho terrível que haja alguém tão desafortunado. Eu tenho um monte de roupas velhas em casa; você acha que ele se interessaria por alguma delas? Como suas roupas estavam se desfazendo em pedaços!
-Mas ele está esplêndido com elas - disse Trevor. Não o pintaria com um paletó nem por todo o ouro do mundo. O que você chama de trapos, eu chamo de vestimenta romântica; o que parece pobreza para você, parece pitoresco para mim. No entanto, falarei a ele sobre sua oferta.
-Alan - disse Hughie gravemente -, vocês pintores são pessoas sem coração.
-O coração de um artista é sua cabeça - respondeu Trevor -, e, além disso, nossa tarefa é entender o mundo como o vemos, não reformá-lo de acordo com o conhecimento que temos dele. A chacun son métier. E agora, me diga, como está Laura. O velho modelo ficou muito interessado nela.
-Você não quer dizer que falou sobre ela para ele? - disse Hughie.
-Claro que sim. Ele sabe tudo sobre o implacável coronel, a bela Laura e as dez mil libras. -Você contou ao velho mendigo todos os meus assuntos privados? - exclamou Hughie, ficando vermelho e muito zangado.
-Meu querido rapaz - disse Trevor, sorrindo -, esse velho mendigo, como você o chama, é um dos homens mais ricos da Europa. Ele poderia comprar toda Londres amanhã sem expor suas contas bancárias. Tem uma casa em todas as capitais; come em louça de ouro, e quando quer, pode impedir a Rússia de entrar em guerra. -O que diabos você quer dizer? - exclamou Hughie.
-O que eu quero dizer - respondeu Trevor - é isso. O velho que você viu hoje no estúdio era o barão Hausberg. Ele é um grande amigo meu; compra todos os meus quadros e todas essas coisas, e há um mês me pediu para pintá-lo de mendigo. Que voulez-vous? La fantaisie d'un millionnaire! E devo reconhecer que ele estava magnífico com os trapos, ou talvez devesse dizer com os meus, já que são roupas velhas que eu consegui na Espanha. -O barão Hausberg! - exclamou Hughie. Meu Deus! E eu dei uma libra para ele!
E ele desabou em uma poltrona, parecendo a imagem da consternação.
-Você deu uma libra para ele? - gritou Trevor, rindo alto. Meu querido rapaz, você nunca mais o verá. Seu negócio é o dinheiro dos outros.
-Acho que você poderia ter me dito isso, Alan - disse Hughie, mal-humorado -, e não ter me deixado fazer papel de bobo.
-Bem, para começar, Hughie - disse Trevor -, nunca ocorreu para mim que você sairia por aí distribuindo esmolas de maneira tão imprudente. Posso entender que dê um beijo em uma modelo bonita, mas que dê uma moeda de ouro a um modelo feio, por Júpiter, não! Além disso, o fato é que na verdade eu não estava em casa para ninguém, e quando você entrou eu não sabia se Hausberg gostaria que seu nome fosse mencionado. Você sabe que eu não estava vestido adequadamente.
-Que idiota ele deve pensar que eu sou! - disse Hughie.
-Nada disso. Ele estava de excelente humor depois que você saiu; só ria baixinho e esfregava as velhas mãos enrugadas. Eu não conseguia entender por que estava tão interessado em saber tudo sobre você, mas agora tudo está claro para mim. Ele investirá sua libra por você, Hughie, pagará os juros a cada seis meses e terá uma história maravilhosa para contar depois do jantar.
-Sou um pobre diabo sem sorte - resmungou Hughie. O melhor que posso fazer é ir para a cama, e você, querido Alan, não deve contar a ninguém; eu não me atreveria a mostrar minha cara em público.
-Bobagem! Isso honra sua alta reputação de espírito filantrópico, Hughie. E não saia correndo. Fume outro cigarro, e você pode falar sobre Laura tanto quanto quiser.
No entanto, Hughie não quis ficar lá; ele foi para casa, se sentindo muito infeliz e deixando Trevor com um ataque de risos.
Na manhã seguinte, enquanto tomava café da manhã, o criado lhe entregou um cartão em que estava escrito: "Monsieur Gustave Naudin, em nome do Sr. Barão Hausberg."
-Suponho que ele veio pedir desculpas - pensou Hughie consigo mesmo.
E instruiu o criado a fazer entrar o visitante.
Entrou na sala um senhor idoso com óculos de ouro e cabelos grisalhos, e disse com um leve sotaque francês:
-Tenho a honra de falar com o senhor Erskine? Hughie assentiu com a cabeça.
-Eu venho em nome do barão Hausberg - continuou ele. O barão...
-Rogo-lhe, senhor, que apresente minhas mais sinceras desculpas - balbuciou Hughie.
-O barão - disse o velho com um sorriso - me incumbiu de trazer esta carta.
E estendeu-lhe um envelope lacrado, no qual estava escrito o seguinte: "Um presente de casamento para Hugh Erskine e Laura Merton, de um velho mendigo." E dentro havia um cheque de dez mil libras.
Quando se casaram, Alan Trevor foi o padrinho, e o barão fez um discurso no café da manhã de casamento.
-Modelos milionários - observou Alan - são bastante raros, mas, por Júpiter, modelos milionários são ainda mais raros.
O texto relata a profunda relação de amizade entre um avô e seu neto de quatro anos, caracterizada por constantes brincadeiras e passeios compartilhados. Com o adoecimento e falecimento do avô devido a um câncer pulmonar, a dinâmica familiar sofre uma transformação drástica. Enquanto a mãe tenta reprimir a dor e evitar conversas difíceis sobre o luto, a criança lida com a perda de forma aberta e natural. Através de sua inocência, o menino demonstra acreditar que o vínculo afetivo permanece vivo, conversando diariamente com o ente querido que partiu. Por fim, a narrativa destaca como a pureza infantil ensina os adultos a enfrentarem o sofrimento e a escutarem os sentimentos mais profundos.
O texto detalha a biografia de São Jerônimo, celebrado no dia 30 de setembro, reconhecido como um dos grandes Doutores da Igreja primitiva e um erudito polímata com vasto conhecimento em várias disciplinas. Nascido na Dalmácia por volta de 340, ele utilizou sua herança para buscar educação em Roma e posteriormente se dedicou intensamente ao estudo bíblico, à vida monástica e a rigorosas penitências no deserto da Síria. A sua maior contribuição histórica foi a tradução da Bíblia para o latim, conhecida como a Vulgata, comissionada pelo Papa Dâmaso para padronizar os textos litúrgicos da época. Após anos de produção acadêmica e o desenvolvimento de um estilo de vida ascético, ele passou o resto de seus dias em Belém, onde continuou suas pesquisas até falecer em 420. Por causa de sua imensa dedicação às Escrituras Sagradas, ele acabou sendo proclamado o padroeiro dos estudos bíblicos.
Fonte:
Revista CAVALEIRO DA IMACULADA, nº93, 1986.
SANTOS
obra do Senhor
30 de setembro
SÃO JERONIMO
São Jerônimo é contado entre os maiores Doutores da Igreja dos primeiros séculos. De cultura enciclopédica, foi escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialético, historiador, exegeta e doutor, como ninguém, nas Sagradas Escrituras.
Jerônimo nasceu na Dalmácia, hoje lugoslávia, por volta do ano 340.
Tendo herdado dos pais pequena fortuna, aproveitou para realizar sua vocação de amante de estudos. Para este fim, viajou para Roma, onde procurou os melhores mestres de retórica e onde passou a juventude um tanto livre.
Recebeu o batismo do Papa Libério, já com 25 anos de idade. Viajando pela Gália, entrou em contato com um monacato ocidental e retirou-se com alguns amigos para Aquiléia, formando uma pequena comunidade religiosa, cuja principal atividade era o estudo da Bíblia e das obras de teologia.
Jerônimo tinha um caráter indômito e gostava de opções radicais; desejou, portanto, conhecer e praticar o rigor da vida monacal que se vivia no Oriente, pátria do monaquismo. Esteve vários anos no deserto da Síria, entregando-se a jejuns e penitências tão rigorosas, que o levaram aos limites da morte.
Abandonando o meio monacal, dirigiu-se a Constantinopla, atraído pela fama oratória de São Gregório de Nazianzo que lhe abriu o espírito ao amor pela exegese da Sagrada Escritura. Estando em Antioquia da Síria, prestou serviços relevantes ao bispo Paulino, que o quis ordenar sacerdote. No entanto, Jerônimo não sentia vocação à atividade pastoral e quase nunca exerceu o ministério sacerdotal. Tendo que optar entre sua vocação inata de escritor e o chamamento à ascese monacal, encontro i uma conciliação entre estes extremos que marcaria o caminho de sua v da: seria um monge para quem o retiro era ocasião para uma dedicaçã total ao estudo, à reflexão, à férrea disciplina necessária à produção de sua obra, que queria dedicar toda à difusão do Cristianismo.
Dentro desta vocação e severa disciplina, estudou o hebraico com um esforço sobre-humano e aperfeiçoou seus conhecimentos do grego para poder compreender melhor as Escrituras nas línguas originais.
Chamado a Roma pelo Papa Dâmaso, que o escolheu como secretário particular, recebeu do mesmo a incumbência de verter a Bíblia para o latim, graças ao conhecimento que tinha desta língua, do grego e do hebraico. O Papa, de fato, desejava uma tradução da Bíblia mais fiel em tudo aos textos originais, traduzida e apresentada em latim mais correto, que pudesse servir de texto único e uniforme na liturgia. Pois até aquele tempo existiam traduções populares muito imperfeitas e diversificadas, que criavam confusão.
O trabalho de São Jerônimo começado em Roma durou praticamente toda sua vida. O conjunto de sua tradução da Bíblia em latim chamouse "Vulgata" è foi o texto usado largamente nos séculos posteriores, tornando-se oficial com o Concilio de Trento e só cedeu o lugar ultimamente às novas traduções, pelo surto de estudos lingüístico-exegéticos dos nossos dias. Na tradução, Jerônimo revela agudo senso crítico, amor incontido à Palavra de. Deus e riqueza de informações sobre os tempos e lugares relativos à Bíblia.
Em Roma, criou-se em torno de Jerônimo amplo círculo de amizades, sobretudo de matronas da alta sociedade que o ajudavam com seus recursos para custear seus trabalhos e que ele orientava nos ásperos caminhos da santidade de cunho monástico.
Desgostado por certas intrigas do meio romano, retirou-se para Belém, onde, vivendo como monge rigidamente penitente, continuou, até a morte, seus estudos e trabalhos bíblicos. Faleceu em 420, aos 30 de setembro, já quase octogenário.
São Jerônimo foi uma personalidade vigorosa, de inteligência extraordinária, de temperamento indomável. Teve uma correspondência literária muito vasta, de grande interesse histórico; ele se sentia presente e engajado como escritor em todos os problemas doutrinários do seu tempo.
Foi declarado Padroeiro dos estudos bíblicos e o "Dia da Bíblia" foi colocado exatamente no último domingo de setembro, coincidindo com a data de sua morte. Ele deixou escrito: "Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder e a sabedoria de Deus; portanto ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo".
Uma startup brasileira desenvolveu um robô inovador baseado em inteligência artificial para realizar a triagem de resíduos sólidos em cooperativas de São Paulo. A tecnologia combina visão computacional e braços robóticos de alta precisão para identificar e separar materiais recicláveis muito mais rápido que humanos, preservando a integridade dos itens. Esse avanço gerou um aumento expressivo na receita das cooperativas e na taxa de recuperação de lixo, integrando os catadores em funções qualificadas. O projeto gerou interesse internacional, atraindo olhares de governos e especialistas da Europa, Ásia e América do Norte. Apesar de enfrentar alguns desafios críticos relacionados à infraestrutura e ao impacto trabalhista, a iniciativa consolida o Brasil como pioneiro em soluções sustentáveis globais.
Fonte:
O Novo Robô de São Paulo que Come Lixo Está Chocando o Mundo
O sermão do padre Antônio Vieira aos peixes utiliza o mundo marinho como uma engenhosa alegoria para criticar a corrupção moral e a hipocrisia da sociedade humana. O orador contrasta o comportamento obediente e instintivo dos animais aquáticos com a desobediência e os vícios dos homens, como a avareza, a vaidade e o canibalismo social. Através dessa metáfora, o texto louva as virtudes naturais das criaturas do mar enquanto repreende severamente as falhas dos ouvintes terrestres. A peça oratória culmina em um apelo para que cada indivíduo reconheça suas limitações e abandone suas ambições desmedidas.
O Sermão de Santo António aos Peixes, pregado em São Luís do Maranhão (1654) pelo Padre António Vieira, utiliza a alegoria da pregação de Santo António em Rimini. Vieira argumenta que, como os homens não ouvem a verdadeira doutrina e os pregadores não dão o exemplo, resta voltar-se ao mar e pregar aos peixes.
O sermão divide-se em louvores às virtudes dos peixes e repreensão dos seus vícios. Entre as virtudes, destaca a obediência e a prudência de viverem longe dos homens corruptos, exemplificando com o peixe de Tobias (cujo fel cura a cegueira e o coração expulsa demónios), a Rêmora (símbolo do freio à soberba e à vingança), o Torpedo (que faz tremer os gananciosos) e o Peixe Quatro-Olhos (que olha simultaneamente para o Céu e para o Inferno).
Nas repreensões, Vieira denuncia a crueldade de se comerem uns aos outros, alegorizando como os homens "grandes" devoram os "pequenos" na sociedade colonial. Critica a arrogância dos Roncadores, a dependência dos Pegadores, a vaidade dos Voadores e a traição do Polvo, que se disfarça para capturar presas incautas. Vieira conclui exortando os peixes a louvarem a Deus pela sua ordem e pureza.
Fonte:
Gravação em áudio: Padre.Antonio.Vieira-Sermao.de.Santo.Antonio.aos.Peixes-Pedro.Guilherme.mp3
Manual da Legião de Maria - Capítulo 16 - GRAUS SUPLEMENTARES DA LEGIÃO
Além dos membros ativos comuns a Legião admite duas categorias de membros.
1. Os pretorianos
Os Pretorianos(1) constituem um grau superior nas fileiras dos Membros Ativos. Compreende aqueles que, além das obrigações próprias de membro ativo, se comprometem:
(1) A guarda Pretoriana era a ala selecionada, a mais especial do Exército Romano.
1º a rezar diariamente todas as orações da Tessera;
2º a participar da Missa e comungar todos os dias. O receio de não poder participar da Missa e comungar todos os dias, sem exceção, não é motivo para desistir de entrar para Pretoriano, visto que ninguém pode estar certo de tal regularidade. Quem, normalmente, não falta mais do que uma vez ou duas por semana a estas obrigações, pode inscrever-se tranqüilamente como Pretoriano;
3º a reza diária de um ofício aprovado pela Igreja, especialmente o Ofício Divino ou parte significativa do mesmo; por exemplo Laudes, de manhã, e Vésperas, à tarde. Foi também aprovado um breviário mais breve, com estas duas partes do Ofício Divino, a que se acrescentou a oração da noite ou Completas – que também pode ser utilizada.
Tem sido sugerido que se fizesse um dia a reza do Ofício e no outro, uma meditação. Tal proposta não está de acordo com o fim essencial que levou à criação do Pretoriano – unir o legionário aos grandes atos oficiais do Corpo Místico. O apostolado ativo do legionário é uma participação no apostolado oficial da Igreja. O grau de Pretoriano ajuda a introduzi-lo mais profundamente na vida comunitária da Igreja. Daí, a exigência da Missa e da Sagrada Comunhão, atos centrais em que se renova diariamente o Ato Supremo do Cristianismo.
A seguir, na Liturgia, vem o Ofício Divino, a oração coletiva da Igreja, em que Jesus Cristo reza. Em qualquer Ofício baseado nos Salmos, utilizamos as preces inspiradas pelo Espírito Santo, unindo-nos, assim, intimamente à voz coletiva, que sobe aos ouvidos do Pai celeste. Por isso, se impõe ao Pretoriano um Ofício Divino e não a meditação.
“À medida que a graça progride em nós, deve o nosso amor tomar novas formas”, dizia aos seus legionários o Arcebispo Mons. Leen. A reza do Ofício Divino por inteiro constituirá, para quem o puder fazer, uma nova manifestação de amor.
Convém notar:
a) Os Pretorianos não constituem uma unidade à parte dentro da Legião, mas um simples grau do serviço ativo; por isso, não se devem fundar Praesidia especiais para Pretorianos.
b) O grau de Pretoriano deve ser considerado como um contrato particular meramente pessoal.
c) É proibido usar de imposição moral por mínima que seja, para recrutar Pretorianos; e, embora se possam e devam aconselhar freqüentemente os legionários a tornarem-se pretorianos, não é permitido dar ou citar os nomes em público.
d) O legionário torna-se Pretoriano pela inscrição do seu nome numa lista própria.
e) Os Diretores Espirituais e os Presidentes devem esforçar-se por aumentar o número de Pretorianos, mantendo-se, ao mesmo tempo, em relação com os Pretorianos atuais, para que não se cansem do seu generoso compromisso.
Se o Diretor Espiritual consentisse na inscrição do seu nome na lista dos Pretorianos, tal fato fortaleceria a sua qualidade de legionário, estreitaria os laços que o ligam ao Praesidium e havia de influenciar favoravelmente no aumento do número de Pretorianos.
A Legião deposita grandes esperanças no grau de Pretoriano. Levará muitos membros a uma vida de mais íntima união com Deus por meio da oração; introduzirá na organização legionária um coração, cheio de vida, no qual um número cada vez maior de legionários procurará envolver-se, influindo deste modo inevitavelmente em toda a circulação espiritual da Legião. Esta confiará assim cada vez mais no poder da oração, para conseguir bons resultados em todas as suas obras e se convencerá cada vez mais profundamente de que o seu principal e verdadeiro destino é aperfeiçoar, na ordem sobrenatural, todos os seus membros.
“Deveis crescer, bem o sei; é o vosso destino; exige o vosso nome de católicos; é o privilégio da herança dos Apóstolos. Mas, como admitir uma extensão material, sem o desenvolvimento moral correspondente? Só o pensar em tal possibilidade causa horror” (Newman: A Posição Atual dos Católicos).
2. Membros Auxiliares
À Categoria de Auxiliares podem pertencer os sacerdotes, religiosos e leigos. Os Auxiliares são as pessoas que, não podendo ou não querendo assumir as responsabilidades de Membros Ativos, se unem à Legião através do compromisso de rezar determinadas orações em seu nome.
Os auxiliares subdividem-se em duas categorias:
a) uma elementar, cujos membros se chamam simplesmente Auxiliares;
b) e outra, superior, cujos membros recebem o nome particular de Adjutores Legionis ou Adjutores.
Não há limite de idade para os Membros Auxiliares.
Não é preciso oferecer unicamente pela Legião as orações estabelecidas. Basta oferecê-las em honra da Santíssima Virgem. É possível, por isso, que a Legião não receba qualquer fruto delas; mas a verdade é que também não deseja receber nada que possa produzir maior bem em outro lugar. Como, porém, tais orações são um serviço legionário, é provável que sensibilizem a Rainha da Legião a ter em consideração as necessidades da mesma Legião.
Recomenda-se insistentemente, no entanto, que este e outros serviços legionários sejam entregues como oferta à Santíssima Virgem, sem a mínima reserva, para que ela os administre conforme as suas intenções. Tal modo de agir elevará o nosso serviço a um nível superior de generosidade e realçará grandemente o seu valor. A reza diária da seguinte fórmula de oferecimento ou de outra semelhante será suficiente para manter essa intenção: “Maria Imaculada, Medianeira de toda as graças, a vós entrego a parte das minhas orações, trabalhos e sofrimentos, de que posso dispor”.
As duas categorias de Auxiliares são para a Legião o que as asas são para a ave. Com elas bem abertas – e tanto mais quanto maior for o número de Auxiliares – e agitadas intensamente sob o impulso marcante das orações prescritas, rezadas com fidelidade, a Legião poderá elevar-se no caminho do ideal e do esforço sobrenaturais. Voará rápida para onde quiser e nem as mais altas montanhas lhe cortarão a carreira. Fechem-se, porém, e a Legião arrastar-se-á lenta e penosamente, detendo-se ao menor obstáculo.
Primeiro Grau: Os Auxiliares
Esta categoria, cujos membros são chamados Auxiliares, é a ala esquerda do exército legionário que reza. O serviço legionário que lhes corresponde consiste na reza diária de todas as orações da Tessera, a saber: a invocação e oração ao Espírito Santo; o terço do Rosário e as invocações que se lhe seguem; a Catena e as orações finais. Podem distribuir-se pelas diferentes horas do dia, como mais convier.
As pessoas que costumam rezar diariamente o terço por qualquer intenção particular podem ser membros Auxiliares sem a obrigação de acrescentar novo terço.
“Quem reza “presta auxílio a todas as almas. Socorre e ampara seus irmãos, pela salutar e poderosa força de atração de uma alma que crê, conhece e quer. Cumpre o que acima de tudo nos pede S.Paulo: orações, súplicas, e ações de graça por todos os homens.
“Não cesseis de orar e de suplicar em todos os tempos, no Espírito Santo” (Ef 6, 18). E não vos parece que, se deixais de vigiar, de insistir, de vos esforçar, de vos manter firmes, tudo há de enfraquecer, o mundo há de recuar e os vossos irmãos hão de sentir em si mesmos menos força e amparo? Sim, certamente. Cada um de nós, até certo ponto, leva o mundo aos ombros e os que deixam de trabalhar, de vigiar, sobrecarregam os demais” (Graty: As fontes).
Grau Superior: Os Adjutores
São eles a ala direita da Legião que reza, formada por todos aqueles que diariamente: a) rezam as orações da Tessera; b) e participam da santa Missa, comungam e rezam um ofício aprovado pela Igreja (Veja-se o valor especial de um Ofício no capítulo sobre o Pretoriano).
Segue-se, portanto, que os Adjutores estão para os simples Auxiliares como os Pretorianos para os simples membros Ativos. As obrigações acrescentadas são as mesmas.
O fato de alguém falhar a estas obrigações uma ou duas vezes por semana não se considera falta grave aos seus deveres de membro Adjutor.
Não se exige a reza do Ofício aos Religiosos que não são obrigados a rezá-lo pelos seus Regulamentos próprios.
Esforcem-se por levar o simples Auxiliar a tornar-se Adjutor, pois esta categoria oferece-lhe um verdadeiro modelo de vida. O que se diz para os Pretorianos, no que se refere à união do legionário à oração da Igreja e ao valor especial de um ofício, aplica-se igualmente aos Adjutores.
Fazemos um apelo especial aos Sacerdotes e Religiosos para que se tornem Adjutores. A Legião deseja vivamente unir-se a estas almas consagradas, especialmente dedicadas a uma vida de oração e estreita intimidade com Deus e que constituem na Igreja, poderosas usinas de energia espiritual. Ligada eficazmente a estas geradoras de força, a máquina legionária desenvolverá um potencial irresistível.
Se refletirem um pouco, verão como é pequeno o encargo que com isso acrescentam às suas obrigações de costume; – nada mais do que a Catena, a Oração da Legião e algumas invocações; uma questão de alguns minutos apenas. Mas, através deste laço com a Legião, podem tornar-se a sua força motriz.
“Dai-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu levantarei a própria Terra”, dizia outrora Arquimedes. Unidos à Legião, os Adjutores encontrarão nela o ponto de apoio indispensável da longa alavanca da suas fervorosas orações que, deste modo, se tornarão suficientemente fortes para levantar as almas oprimidas do mundo inteiro e afastar para longe, montanhas de dificuldades.
“No cenáculo, onde pela vinda do Espírito Santo a Igreja foi definitivamente fundada, Maria começa a exercer visivelmente no meio dos Apóstolos e dos discípulos reunidos, uma função que continuará a exercer pelos séculos afora, de um modo íntimo e oculto: a de unir corações na oração e de vivificar as almas pelos méritos da sua intercessão todo-poderosa: “Todos animados de um mesmo espírito perseveravam na oração com as piedosas mulheres e Maria, Mãe de Jesus e os irmãos d’Ele”(At 1, 14) (Mura: O Corpo Místico de Cristo).
Observações gerais relativas aos dois graus de Auxiliares
1. Serviço complementar. A Legião suplica aos Auxiliares dos dois graus que considerem as suas estritas obrigações de membros, não como máximo mas antes como o mínimo exigido pelo serviço legionário que eles terão a generosidade delicada de completar com outras orações e boas obras, feitas especialmente nesta intenção.
Sugerimos aos sacerdotes Adjutores um “Memento” especial em todas a missas e o oferecimento do Santo Sacrifício de tempos a tempos pelas intenções de Maria e da Legião. Exortamos também os outros Auxiliares a mandarem celebrar de vez em quando uma missa, ainda que com algum sacrifício, pelas mesmas intenções.
Por mais generoso que se mostre o Auxiliar para com a Legião, recebe dela em retorno infinitamente mais. O motivo é claro. A Legião dá a conhecer aos Auxiliares – tanto como aos Membros Ativos – as grandezas de Maria, alista-os como soldados ao serviço de tão maravilhosa Rainha e leva-os a amá-la como devem. Estas vantagens são tão elevadas que nenhuma palavra lhes pode traduzir o valor. A Legião eleva a vida espiritual dos seus membros a um plano superior, garantindo-lhes deste modo uma eternidade mais gloriosa.
2. Quem ousará recusar a Maria este presente? Não esqueçamos que Aquela que é a Rainha da Legião é igualmente a Rainha do Universo, de todas as suas partes, e de tudo quanto ao mundo interessa. Dar a Maria, portanto, é ir de encontro às mais urgentes necessidades, é aplicar as orações onde produzem maior fruto.
3. Na administração dos bens espirituais colocados em suas mãos, Maria Imaculada nunca esquecerá as numerosas exigências e deveres da nossa vida normal e todas as nossas obrigações atuais. Poderá desculpar-se: “Eu bem queria ser Auxiliar, mas dei tudo, desinteressada e completamente, a Maria ou às almas do Purgatório ou às missões. Fiquei sem nada; não tenho nada para a Legião. Que proveito lhe resultará da minha presença no Serviço Auxiliar?” A Legião responde: há maior vantagem no alistamento de pessoas tão generosas. A sua boa vontade em ajudar a Legião é já em si uma oração a mais, uma prova de especial pureza de intenção, um apelo irresistível à generosidade ilimitada da guardiã dos divinos tesouros. Fiquem certos de que, se se alistarem como Auxiliares, Maria corresponderá aos seus desejos: lucrarão suas novas intenções e as antigas não hão de perder. É que esta maravilhosa Rainha e Mãe tem tal arte que nos enriquece de forma maravilhosa, ao mesmo tempo que aproveita a nossa oferta para socorrer generosamente os outros com os nossos tesouros espirituais. A sua intervenção produz um trabalho a mais, realiza uma maravilhosa multiplicação, que S. Luís Maria de Montfort chama segredo da graça. É preciso notar – diz ele – que as nossas boas obras, ao passarem pelas mãos de Maria, aumentam em pureza e conseqüentemente em mérito e valor de reparação e de súplica. Tornam-se assim mais poderosa para aliviar as almas do Purgatório e converter os pecadores do que no caso de não passarem pelas mãos virginais e liberais de Maria”.
Todas as vidas necessitam da força que provém desta admirável transação, através da qual nos é tirado o que temos para ser colocado a juros, transformado em trabalho proveitoso e devolvido depois com lucro. Esta força encontra-se no dom que fizermos a Maria, da oração fiel dos Auxiliares.
4. A Legião parece ter recebido de Maria um pouco do seu dom de atrair irresistivelmente os corações, talvez devido ao grande número de almas aflitas com as quais está em contato. Os legionários não terão, pois, grandes dificuldades em alistar os seus amigos no Serviço Auxiliar, tão essencial para a Legião e tão vantajoso para os próprios Auxiliares que, associados à Legião, participam das suas orações e trabalhos.
5. Tem-se verificado que o Serviço Auxiliar da Legião, (a ala que reza), tem a capacidade de encantar as almas tanto como a qualidade de Membro Ativo. Pessoas que de outro modo não pensariam em rezar diariamente o terço, cumprem fielmente as obrigações do Serviço Auxiliar que exige a reza diária de todas as orações da Tessera. Quantas almas desanimadas, recolhidas em asilos e hospitais ou em outros estabelecimentos, ganham ânimo e interesse pela vida, entrando como Auxiliares na Legião! Inúmeros católicos, perdidos nas suas aldeias, vivendo em circunstâncias propícias a tornar a religião sem gosto, quando não rotineira, compreenderam afinal como Auxiliares que desempenham papel importante na Igreja; quantos, tendo chamado a si como coisa própria os interesses da Legião, lêem com grande interesse qualquer escrito que a ela se refira e lhes venha às mãos! Reconhecem-se como parte nas lutas assumidas ao longe pela Legião em prol das almas, luta cuja sorte depende das suas orações. As notícias procedentes de diversos lugares acerca de nobres e emocionantes trabalhos a favor das almas enchem-lhes a vida monótona de apaixonante interesse por estes atos heróicos. As suas existências acham-se assim transformadas pelo mais sublime dos ideais: o ideal de cruzado. Mesmo as almas mais santas precisam de semelhante estímulo.
6. Um dos objetivos do Praesidium será o Alistamento de todos os católicos da sua área nas fileiras do Serviço Auxiliar. Desta maneira se prepararia um terreno favorável a outras formas de apostolado legionário. As visitas neste sentido serão por todos recebidas como uma honra e de antemão podem ser consideradas frutuosas.
7. Na medida em que os membros das outras organizações ou atividades católicas se alistarem como Auxiliares, conseguir-se-á uma desejável integração das atividades a que pertencem. Ficariam assim unidos na oração, na simpatia, no ideal, sob a proteção de Maria, e isto sem nenhum prejuízo da autonomia ou das características próprias dos diversos organismos e sem retirar deles as orações próprias dos seus membros. Note-se que as orações dos Auxiliares não são oferecidas nas intenções da Legião, mas simplesmente em honra de Nossa Senhora.
8. Um não-católico não pode ser Membro Auxiliar normal. Se acontecer, porém (e acontece, de fato, de vez em quando), que uma tal pessoa deseje rezar diariamente as orações da Legião, entregue-se-lhe a Tessera e anime-se no seu generoso propósito. Tome-se nota do nome para poder manter contato com ela. Nossa Senhora estará atenta, com certeza, às necessidades dessa pessoa.
9. Mais do que as necessidades locais, devem apresentar-se aos Auxiliares, como objeto das suas orações, os trabalhos da Legião e as difíceis batalhas por ela travadas a favor do ser humano, através do mundo inteiro. É certo que não tomam parte direta na luta; desempenham, porém, um papel essencial, comparável ao dos trabalhadores das fábricas de munições e ao dos serviços de abastecimento, sem os quais as forças combatentes nada podem.
10. O recrutamento de Auxiliares, não deve ser feito levianamente. Antes de os admitirmos, devemos instruí-los perfeitamente em todas as suas obrigações e ter uma razoável garantia de que serão fiéis aos compromissos que assumirem.
11. Com o fim de interessar cada vez mais os Auxiliares pela perfeita execução dos seus compromissos, e ao mesmo tempo: a) em relação ao presente, melhorar a sua qualidade e garantir a sua perseverança, b) e no que toca ao futuro levá-los a ingressar nas fileiras dos Adjutores e dos Membros Ativos, – seria aconselhável contar-lhes alguns dos trabalhos da Legião .
12. É necessário manter-se em contato constante com os Auxiliares a fim de os conservarem na Legião e avivar neles o interesse pela organização; trabalho admirável para certos legionários, cujo ideal devia ser o progresso espiritual daqueles que lhes estão confiados.
13. Dar-se-á conhecimento aos Auxiliares das enormes vantagens resultantes da sua entrada na Confraria do Santíssimo Rosário. Visto rezarem já mais orações do que as prescritas pelos Estatutos da Confraria, só lhes resta inscreverem-se nela.
14. Da mesma maneira, com a intenção de desenvolver plenamente a vida espiritual dos soldados Auxiliares de Maria, seria bom ao menos explicar-lhes a “Verdadeira Devoção” ou consagração total da vida a Maria. Muitos deles hão de sentir-se felizes por poderem servi-la de uma forma mais perfeita, que exige a doação dos seus tesouros espirituais Àquela, a quem Deus escolheu como sua própria Tesoureira. E por que hesitar, se as intenções de Maria são os interesses do Coração de Jesus? Abrangem todas e cada uma das necessidades da Igreja e do apostolado. Estendem-se ao mundo inteiro. Descem mesmo às santas almas que sofrem no Purgatório. O zelo pelas intenções de Maria significa portanto carinho compreensivo pelas necessidades do Corpo do Senhor. É que, notemos, Maria não é agora Mãe menos compreensiva do que foi nos dias de Nazaré. Quando nos conformamos com as suas intenções, vamos diretamente ao fim, que é a vontade de Deus. Se quisermos alcançar este mesmo objeto apenas por nossa iniciativa, que caminho tortuoso não seguiremos! E quem nos diz que atingiremos o fim da caminhada?
Não faltará quem possa ser levado a pensar que tal devoção é própria só de pessoas avançadas em espiritualidade. É importante lembrar que foi a pessoas que acabavam de se libertar do pecado, e às quais se tornavam necessário recordar as verdades elementares do Catecismo, que S. Luís Maria de Montfort recomendou o Rosário, a devoção a Maria e a Santa Escravidão de Amor.
15. É desejável e, de fato, essencial estabelecer entre os Auxiliares, uma organização de regulamento suave com reuniões e festas próprias. Uma tal rede estendida sobre a comunidade teria como efeito a penetração desta pelo ideal legionário de apostolado e oração, a ponto de em breve, todos maravilhosamente o porem em prática.
16. Falando bem claramente: uma associação baseada no Serviço Auxiliar da Legião não seria menos importante que qualquer outra, tendo a mais, a vantagem de ser a própria Legião com todo o seu fervor e características. As reuniões freqüentes de tal associação garantiriam aos membros o contato com o espírito e as necessidades da Legião e iriam torná-los mais fervorosos no seu serviço.
17. Deve-se fazer o esforço de levar cada um dos Auxiliares a ingressar nos Patrícios, pois as duas associações completam-se de maneira ideal uma à outra. A reunião dos Patrícios cumprirá o fim da reunião periódica recomendada para os Auxiliares. Ajudará a mantê-los em contato com a Legião e contribuirá para o seu progresso em importantes aspectos. Por outro lado, se os Patrícios forem recrutados para Auxiliares, representará isso para eles mais um passo em frente.
18. Não se devem empregar os Auxiliares nos trabalhos ativos habituais da Legião. O contrário parece, à primeira vista, muito atraente. Com efeito, não será bom incentivar os Auxiliares a maiores realizações? Mas, se refletirmos um instante, veremos que se trataria da execução de um trabalho legionário sem a respectiva reunião semanal, o que significaria pôr de lado a condição essencial de Membro Ativo da Legião.
19. Os Auxiliares poderão tomar parte na Acies, quando isso se julgar conveniente ou possível, por ser esta uma cerimônia para eles excelente, pois os ligará intimamente aos Membros Ativos da Legião. Os Auxiliares que desejassem fazer o Ato de Consagração individual à Santíssima Virgem deveriam fazê-lo depois dos Membros Ativos.
20. A invocação na Tessera a ser rezada pelos Auxiliares será: “Maria Imaculada, Medianeira de todas as graças, rogai por nós”.
21. O convite insistente da Legião a todos os Membros Ativos: “sempre de serviço pelo próximo” – estende-se igualmente aos Auxiliares.
Os Auxiliares, tanto como os Membros Ativos, devem dedicar todos os esforços para recrutar novos membros para o serviço da Legião, de tal modo que, ajuntando um elo a outro elo, a Catena Legionis possa transformar-se numa rede dourada de orações que envolva o mundo inteiro.
22. Não falta quem proponha freqüentemente a redução ou substituição das Orações dos Auxiliares em consideração aos cegos, às crianças e às pessoas que não sabem ler.
Sem considerar o fato de uma obrigação perder parte da sua força, quando se torna menos exata, é evidente que o atendimento de tais pedidos é absolutamente impossível. Admitidas estas exceções, não tardaria o momento em que seria preciso estendê-las a pessoas de pouca leitura, de vista defeituosa ou muito ocupadas; seria abrir a porta ao relaxamento que, com o tempo, se tornaria regra geral.
Não, a Legião deve insistir na observância das normas estabelecidas. Se certas pessoas não são capazes de cumprir as obrigações prescritas, não podem ser Auxiliares. Entretanto podem prestar à Legião serviços incalculáveis, orando por ela como lhes for possível e a isto devem ser incentivadas.
23. É permitido pedir ao Auxiliar que pague a Tessera e o certificado de inscrição, mas nada mais se pode exigir dele.
24. Cada Praesidium terá em seu poder um Registro dos Membros Auxiliares com os respectivos nomes e endereços, subdividido em duas seções, uma para os Adjutores e outra para os simples Auxiliares. Este Registro será submetido periodicamente à Curia ou aos seus representantes autorizados. Será examinado atentamente para verificar se está bem conservado, se há cuidado no recrutamento de novos membros e se, de vez em quando, são visitados os Auxiliares existentes para se ter certeza de que, depois de terem colocado a mão no arado, não voltem para trás (Lc 9, 62).
25. Uma pessoa torna-se Membro Auxiliar pela inscrição do seu nome no Registro dos Membros Auxiliares de qualquer Praesidium. Este Registro ficará aos cuidados do Vice-Presidente.
26. Os nomes dos que desejam tornar-se Auxiliares serão escritos numa lista provisória até decorrerem os três meses de provação. Antes de os inscrever no Registro dos Auxiliares, o Praesidium deve certificar-se de que cumprem fielmente obrigações que deles são esperadas.
“Que recompensa não dará o bom Jesus a quem lhe entrega heróica e desinteressadamente, pelas mãos de sua Santíssima Mãe, todo o valor das suas obras? Se dá cem vezes, mesmo neste mundo, àqueles que por seu amor deixam os bens exteriores, temporais e perecíveis, que não dará Ele ao homem que lhe sacrifica mesmo os bens interiores e espirituais?” (São Luís Maria de Montfort).