(1014)_Guia de Termos, Objetos e Vestes Litúrgicas [Religião]


Este Dicionário Litúrgico funciona como um guia enciclopédico detalhado, organizado em ordem alfabética para facilitar a compreensão dos diversos elementos que compõem o rito católico. O texto cataloga e define desde as funções dos ministros e da hierarquia eclesiástica até o simbolismo teológico por trás de objetos sagrados, vestes e gestos realizados durante as celebrações. Além de descrever a cultura material da Igreja, como os diferentes tipos de altares e vasos, a obra explica o significado das cores litúrgicas e dos tempos festivos, como a Páscoa e o Natal. Em última análise, o documento serve como uma ferramenta educativa para que os fiéis compreendam a linguagem ritual e os sinais visíveis que expressam a fé cristã no cotidiano da comunidade.


DICIONÁRIO LITÚRGICO
Acólito
do grego (Acólytos) Pessoa ordenada ou não, que auxilia os ministros nas celebrações.

Ambo
Pequena tribuna, geralmente em madeira, de onde são lidos textos sagrados ou apresentados cantos litúrgicos, nos templos religiosos.

Anamnese
Palavras de louvor "Por Cristo, com Cristo e em Cristo..."

Alfaias
Toalhas e ornamentos do altar.

Altar
Mesa da celebração e do banquete. Nesta imagem, altar da Igreja de São Benedito, no centro de nossa cidade.

Altar-Mor
Altar principal, em que geralmente se conserva o Santíssimo Sacramento e se celebram os principais atos do culto. Na nossa imagem, altar principal da Igreja dos Martírios, aqui mesmo em nossa cidade.

Altar Lateral
Altar colocado na parede, capela ou nicho laterais.

Apóstolo
Palavra de origem grega que significa enviado. Eram os seguidores diretos de Jesus, enviados para propagar o cristianismo.

Assembléia ou Congregação
O grupo de fiéis reunidos em oração ou ação litúrgica.

Báculo
Bastão em forma de cajado usado pelo Bispo como sinal de que ele é o pastor, representante de Cristo, o Bom Pastor, que guia as ovelhas, ou seja. Os fiéis. Quando celebra, o Bispo segura o báculo na entrada, durante a proclamação do Evangelho, na homilia e durante a oração do Creio ou profissão de fé. Nos outros momentos, fica na mão do coroinha ou acólito.

Baculífero
Ministro do báculo. Encarregado pelo báculo e também de conduzi-lo até o Bispo.

Batistério
Local onde se administra o batismo.

Beatificação
Aprovação de uma pessoa como modelo cristão, para que possa ser cultuado. A beatificação é um passo para a canonização, na qual o beato é declarado santo. O beato pode ser cultuado apenas em alguns lugares (como um país ou a região em que viveu). Já o santo não tem essas restrições.

Bíblia
Conjunto de livros da Palavra de Deus, formado pelo Antigo e Novo Testamento. A Liturgia celebra o que a Bíblia revela. O livro da Palavra de Deus está presente em todas as celebrações como sinal de amor de Deus comunicado aos homens. Pode ser levada em procissão na entrada, antes da aclamação do Evangelho e colocada no lugar de honra, na estante, entre duas velas acesas ou junto a um vaso de flores.

Bispo
Responsável pela administração de uma diocese, maior unidade territorial da igreja. É considerado sucessor dos apóstolos. Está diretamente subordinado ao papa.

Camerlengo
É o cardeal que administra a igreja entre a morte de um papa e a eleição de outro.

Campanário
Torre de sinos.

Canonizar
Processo de transformação de uma pessoa em santo.

Cardeal
Dignidade eclesiástica que compõe o Sacro Colégio pontifício e tem voto na eleição dos papas. É um título honorífico conferido pelo papa. Normalmente é dado a bispos ou arcebispos, mas pode ser ainda conferido pelo sumo pontífice a outras posições eclesiásticas, como padre, por exemplo.

Catecismo
Texto que transmite a doutrina católica.

CELAM
Conselho Episcopal Latino-Americano.

Ceroferário
Ministro que carrega os castiçais nas celebrações. São estes que ladeiam o cruciferário na imagem.

Círio Pascal
Grande vela de cera que representa Cristo Ressuscitado. É aceso pela primeira vez na Vigília Pascal. Deve ser preparado com antecedência para estar bem visível o desenho da cruz, as letras A e Z, primeira e última do alfabeto, que simbolizam Cristo, princípio e fim, e os números do ano, lembrando a história da salvação e o tempo decorrido desde a vinda de Cristo. Na cruz, são fixados cinco cravos, feitos de prego cobertos de cera misturada com incenso. Cada um deles representa uma das chagas de Jesus. O círio deve ser colocado próximo ao altar, durante o tempo de Páscoa, levado em procissão nas missas solenes e estar em destaque nas celebrações do Batismo e Crisma. É na chama do círio que são acesas as velas dos batizados, para simbolizar nova vida de ressuscitados em Cristo.

CNBB
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, uma organização de bispos. Não se inclui na hierarquia tradicional da igreja.

Concílio
Reunião de bispos de um país, de uma região ou de toda a igreja. Neste caso, recebe o nome de concílio ecumênico.

Conclave
Assembléia de cardeais para a eleição do papa ou local onde eles se reúnem para tal fim.

Coro
Ficava normalmente atrás ou diante do altar-mor. É o lugar dos cantores litúrgicos.

Conopeu
Véu que cobre o sacrário.

Credência
Pequena mesa de presbitério onde são colocados os livros, as galhetas, etc., para que não fiquem sobre o altar. Mesinha onde ficam depositados os objetos sacros usados durante o ofertório e após a comunhão na Missa.

Cruciferário
Ministro que, nas Celebrações Litúrgicas, carrega a cruz processional. Sempre ladeado pelas velas.

Cúria
A corte pontifícia (confira a hierarquia da igreja católica no quadro ao lado).

Diácono
É uma pessoa ordenada para servir à comunidade. É um ministro que recebe um sacramento e tem funções próprias na liturgia, como proclamar o Evangelho, fazer sermão, proferir algumas orações em nome do povo e despedir a assembléia no final da celebração, quando o presidente é um sacerdote. Na falta de sacerdote, ele preside a celebração.

Diocese
Parte da igreja sobre a qual um bispo tem jurisdição. Em geral, tem caráter territorial, mas há dioceses pessoais, como de bispos de comunidades nacionais em países estrangeiros.

Dogma
Ponto da doutrina estabelecido formalmente pela igreja. É de aceitação obrigatória para os fiéis.

Doxologia
É a proclamação em que o presidente da celebração resume o conteúdo dos gestos e ritos que fez. Logo após a consagração, ele reza "Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a Vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre". Os fiéis respondem

Encíclica
Carta circular pontifícia.

Epícleses / Epiclese
Súplica invocando o Espírito Santo sobre as oferendas, pouco antes da consagração.

Epístola
Trecho da carta de algum apóstolo que a Igreja relembra para melhor vivência dos fiéis na missa e durante a semana.

Esmola
É o gesto que a Igreja pede a todo fiel como sinal de amor ao próximo. É dar sem interesse de reconhecimento ou recompensa. Especialmente no tempo da Quaresma, a esmola é sinal de conversão.

Estante
Pequeno móvel de madeira ou de metal sobre o qual se coloca o Missal, durante a Missa. É também substituída por almofada.

Espórtula
Quantia em dinheiro oferecida para manter as necessidades da celebração. Não é pagamento pelo sacramento, porque seu valor é ínfimo, não há preço que pague; nem é para substituir o dízimo, que tem outra finalidade.

Evangelho
Cada uma das narrativas da vida de Jesus que fazem parte do novo testamento.

Exposição do Santíssimo
Cerimônia litúrgica de adoração ao Cristo presente na eucaristia.

Festa
A celebração cristã tem sempre sentido de festa, porque nela os fiéis se reúnem com alegria para atualizar, lembrar e comemorar a presença de Cristo em sua vida, até que se realize a promessa de um encontro definitivo. A festa se expressa pelos sinais da luz, canto, música, aleluia, flores e velas acesas.

Fiel
Toda pessoa batizada. Aquele que professa a fé em Jesus Cristo ressuscitado e participa da Igreja. O conjunto de fiéis que celebram a liturgia se chama assembléia. O conjunto de todos os fiéis, vivos ou falecidos, se chama Igreja. Na liturgia as fiéis manifestam a sua fé através de gestos, sinais, respostas e cantos. Na vida os fiéis manifestam a sua fé vivendo o seguimento de Jesus e cumprindo o seu mandamento de amar ao próximo.

Fogo
Sinal de luz, calor, purificação e amor. É símbolo de Cristo, representado no círio, aceso no fogo da celebração da Vigília Pascal. É símbolo do amor de Deus, o Espírito Santo, porque foi em forma de línguas de fogo que desceu sobre os apóstolos no dia de Pentecostes (At 2). Normalmente está presente nas celebrações através da chama das velas e da lamparina acesa junto ao sacrário.

Galheta
Vaso normalmente de vidro ou metal, onde são colocados o vinho e a água usados na missa.

Genuflexão
Gestos de dobrar um dos joelhos, ao entrar na igreja ou diante do sacrário e do Santíssimo. Pode ser substituído por uma reverência quando se está em procissão.

Genuflexório
Banquinho para se ajoelhar.

Gestos
Os gestos são a linguagem do corpo. Mesmo sem falar, nossos gestos demonstram o que pensamos e sentimos. Os principais gestos da celebração são o sinal-da-cruz, o beijo do sacerdote no altar, andar em procissão, bater palmas, ajoelhar, inclinar a cabeça, fazer reverência, ficar de pé, sentar e ouvir com atenção, dar as mãos, elevar as mãos, dar o abraço da paz e abençoar.

Glória
É um louvor às três pessoas da Santíssima Trindade cantado ou recitado, depois do ato penitencial, nas Missas de domingo e solenidades. No tempo de Advento e Quaresma não se reza o Glória.

Homilia
É a explicação da Palavra de Deus, especialmente do Evangelho, com o objetivo de relacionar o texto com a vida dos fiéis. O ministro da celebração traz a mensagem da Palavra para a vida da comunidade, convidando os fiéis para praticar o que propõe. Deve relacionar-se com o assunto e a mensagem do Evangelho e com o motivo da celebração, conforme a realidade da assembléia. Sermão, pregação que o padre faz durante a missa.

Hóstia Magna
Pão sem fermento usado pelo padre na celebração da Missa.

Imposição das mãos
É o gesto de bênção. É próprio apenas do Bispo impor as mãos sobre a cabeça dos fiéis; é o gesto de consagração, nos sacramentos da Ordem e Crisma. O sacerdote impõe as mãos sobre pessoas ou objetos nas bênçãos que preside. Quando o ministro leigo abençoa, não impõe as mãos; conserva-as unidas faz a oração da bênção e, no final, traça o sinal-da-cruz sobre si mesmo.

Incenso
Resina perfumada que se coloca no turíbulo com brasas. Sinal de festa e oração. É um perfume que sobe com a fumaça produzida por pequenos grãos colocados sobre brasas no turíbulo. Os grãos são feitos de uma goma perfumada extraída de árvores. Aquecidos pelas brasas do turíbulo, exalam suave perfume que subirá ao ar, como a oração dos fiéis sobe até Deus. O coroinha é responsável por encher a naveta com incenso. Durante a celebração, o presidente retira uma porção de incenso da naveta e a coloca no turíbulo. Nas Missas solenes são incensados o altar, o Santíssimo, o Evangelho e a assembléia.

Jejum
É um gesto de penitência. Representa que o homem está livre das coisas materiais e quer se converter a Deus, deixando de comer ou beber durante um certo tempo, como fez Jesus. Na Quaresma a Igreja pede que se faça jejum na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa, conforme o quarto mandamento da Igreja. Além desses dias, a pessoa pode fazer jejum em qualquer dia do ano, por um tempo que não prejudique a saúde, sempre tendo em conta o que Jesus disse a respeito dessa prática (Mt 5,16ss). Para comungar, é preciso estar em jejum pelo menos uma hora antes da comunhão.

Joelhos
O gesto de dobrar os joelhos ou permanecer de joelhos é sinal de adoração, humildade e penitência.

Lâmpada do Santíssimo
É o sinal da presença de Cristo. Deve estar acesa sempre que houver hóstia consagrada no sacrário. Pode ser usada uma vela, chamada óleo ou mesmo lâmpada elétrica.

Lava-pés
Celebração realizada na solene celebração eucarística da Quinta-feira Santa, à tarde ou à noite, em que doze pessoas são escolhidas na comunidade para representar os doze apóstolos na última ceia de Cristo, quando instituiu a Eucaristia e o sacerdócio. É um gesto de humildade do ministro, Bispo ou sacerdote, e disposição de todos para seguir o exemplo de Jesus.

Lavabo
Parte da missa em que o sacerdote lava as mãos. Vasos que contém água para esse ritual. Cerimônia de ação litúrgica sacrificial, pela qual o sacerdote simboliza a purificação da comunidade para oferecer ao Pai o sacrifício.

Lecionário
Livro com as leituras bíblicas da missa. Pode ser FERIAL (para os dias comuns), SANTORAL (festas dos Santos) e DOMINICAL (para os domingos). Existe também o RITUAL (livro que contém as mais variadas celebrações: Ritual de Exéquias, Batismal, Matrimonial...).

Légio
Estante de pedestal alto, de onde são feitos os comentários, dando os avisos, etc.

Leitura
Cada celebração tem suas leituras próprias, tiradas da Bíblia. São as Palavras de Deus. O lecionário e o diretório litúrgico indicam quais as leituras aconselhadas ou determinadas para cada dia ou ocasião. Em celebrações especiais podem ser escolhidos outros textos da Palavra, não estabelecidos para o dia, mas que se relacionarem diretamente com o assunto da celebração e a realidade da assembléia.

Librífero
Ministro do livro. Encarregado pelo Missal e outros livros durante a celebração. Fica também encarregado de conduzi-los ao celebrante.

Liturgia
Ação sagrada da Igreja, pela qual os fiéis glorificam a Deus e são santificados por ele, em Cristo, através de ritos sensíveis. O Concílio Vaticano II trata da liturgia na Constituição "Sacrosanctum Concilium", mencionada nos livros com a abreviatura SC. A Missa ou celebração da Eucaristia é o ponto alto da liturgia. Celebração com ritual estabelecido previamente pela Igreja Católica para o culto comunitário. A mais importante delas é a missa.

Luneta
Parte do ostensório, em forma de meia-lua, na qual se coloca a Hóstia Magna.

Luz
Sinal de alegria e festa que se expressa no círio e nas velas.

Mãos
As mãos têm função importante nas celebrações. É com elas que traçamos o sinal-da-cruz, ao iniciar a oração. Por elas completamos com a mãos dadas linguagem dos gestos o que expressamos em palavras. Observando as mãos do presidente da celebração e dos fiéis, entendemos melhor o sentido de cada rito

Manustérgio
Pequena toalha usada no lavabo. Geralmente é parecido com o sanguíneo, diferenciado por ter uma cruz numa das extremidades.

Matraca
Utilizada como a sineta em algumas ocasiões.

Matrimônio
Celebração do sacramento do casamento. As flores, enfeites e fotografias não devem atrapalhar o principal, que é a presença de Cristo. As músicas devem ser escolhidas de modo que expressem a fé, e não qualquer idéia contrária à fidelidade do casal e à indissolubilidade do matrimônio, porque a música é uma forma de oração, que é expressão daquilo em que acreditamos.

Ministro
É a pessoa que tem uma função própria na celebração como presidente, leitor ou outro serviço. Pode ser ordenado, como sacerdote ou diácono, ou instituído (leigo), como o ministro da Eucaristia. Deve usar uma roupa apropriada, que indique essa condição. A veste é sinal da função na liturgia.

Mitrífero
Ministro da mitra. Encarregado pela mitra e de levá-la ao Bispo.

Missa
Celebração do sacramento da Eucaristia. Foi chamada desde o início pelos primeiros cristão de eucaristia, Fração do Pão ou Ceia do Senhor. "Ide, enviados" ou "Ide, a missão foi dada". O ministro despede os fiéis e os envia a realizar a missão que recebemos. Aquilo que Cristo nos propõe no Evangelho devemos realizar no mundo Quando a celebração era em latim, o sacerdote despedia-se dos fiéis dizendo "Ite, missa est", que quer dizer

Missal
Livro usado durante a missa pelo padre, onde estão as partes fixas, as orações dos diversos tempos litúrgicos. Livro que contém as orações e leituras e a fórmula das missas para cada dia e cada domingo do ano.

Música
A oração pode ser rezada ou cantada, com música. Esta deve ajudar a assembléia a unir-se a Deus na oração. Por isso é importante ouvir a voz do povo que canta, e não só o som dos instrumentos. A melodia e a letra devem estar de acordo com a celebração e o tempo litúrgico, evitando músicas populares, não litúrgicas. Algumas músicas, mesmo religiosas, não se prestam para a celebração eucarística. Outras, muito bonitas, com melodia agradável, têm uma letra que fala de idéias contrárias ao Evangelho e à fé, logo, não podem ser usadas nas celebrações.

Natal
Festa do nascimento de Jesus, celebrada no dia 25 de dezembro. O tempo do Natal vai do dia 25 de dezembro até duas semanas depois, com a festa do Batismo do Senhor. Estão incluídas nesse tempo a festa de Maria, Mãe de Deus, no dia primeiro do ano, e a Epifania do Senhor, chamada de dia de Reis, no domingo mais próximo ao dia 6 de janeiro. A cor dos paramentos é o branco, símbolo da alegria.

Nave
Corpo da igreja. A nave pode ser central, lateral.

Naveta
Pequeno recipiente em forma de barca, onde se coloca o incenso.

Naveteiro
Pessoa encarregada da naveta na celebração.

Novena
Nove dias de oração que preparam um acontecimento ou festa que vai ser celebrada. É um jeito popular de rezar, especialmente para fazer um pedido, alcançar uma graça. A catequese deve ajudar as pessoas a compreender que a novena tem o sentido de favorecer a conversão, e não tem por objetivo conquistar um favor de Deus ou de um santo, como se fosse uma troca, um comércio.

Núncio
Embaixador do papa.

Ofertas
É o que se leva para o altar para ser preparado e elevado a Deus junto com a oferta do próprio Cristo. Não pode faltar o pão (hóstias) e o vinho. Outros símbolos podem ser levados em procissão, enquanto a assembléia canta.

Oração dos fiéis
Oração em sinal de resposta à Palavra de Deus. As intenções devem relacionar-se com o tema do Evangelho e formular pedidos concretos pelas necessidades da Igreja, do governo, do mundo, dos que sofrem e pela comunidade que celebra. Uma pessoa diz a intenção e todos respondem conforme combinado antes "Senhor, atendei a nossa prece", ou outra resposta semelhante. A oração é uma conversa com Deus e pode se expressar de muitos jeitos: canto, ladainha, fórmulas, espontaneamente, com a Bíblia, com a vida. Na celebração da Eucaristia o rito da Oração dos Fiéis vem logo após a homilia ou a oração do Creio.

Pão
É símbolo de alimento e vida. Na Eucaristia é oferecido e consagrado, na forma de hóstia, transformando-se no corpo de Cristo. O pão usado é feito de farinha de trigo muito pura e sem fermento. A transformação do pão em corpo de Cristo tem o nome de transubstanciação.

Papa
Sucessor vitalício do apóstolo Pedro, é bispo de Roma e autoridade máxima da igreja. O atual é Bento XVI, que sucedeu a João Paulo II.

Paramentos
São as roupas solenes, vestes usadas na celebração. O sacerdote usa túnica branca e estola conforme a cor do tempo litúrgico. Nas Missas festivas usa a casula da mesma cor. O Ministro da Eucaristia deve usar terno ou casaco, conforme as normas diocesanas.

Paróquia
Divisão territorial da diocese sobre a qual um padre tem jurisdição.

Páscoa
Festa da ressurreição de Cristo. É a Eucaristia mais solene do ano litúrgico, sinal de vida nova, depois da conversão acontecida na Quaresma. É o tempo litúrgico que começa com a Vigília Pascal e se estende até o domingo de Pentecostes. Durante todo o tempo litúrgico da Páscoa, os paramentos devem ser brancos e o círio pascal deve ser mantido junto ao altar.

Patena
Serve de apoio para a hora da distribuição do Corpo de Cristo.

Penitência
Há três modos normais de fazer penitência oração, jejum e esmola. O Advento e a Quaresma são tempos de penitência, simbolizada na cor roxa dos paramentos. As cinzas é sinal de penitência. Chama-se também penitência o sacramento da confissão ou perdão dos pecados.

Pentecostes
Festa que acontece 50 dias depois da Páscoa. Celebra a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos (At 2). A cor dos paramentos é vermelha.

Posição dos fiéis
A maneira como nos apresentamos é um gesto que revela o que sentimos. A posição de pé é o gesto de quem ouve o Evangelho, pronto para praticá-lo. De joelhos é sinal de reverência, adoração, humildade e penitência. Sentados, para ouvir e meditar. Com as mãos levantadas, em sinal de oração e súplica. De mãos dadas, união entre irmãos. Mãos postas juntas, sinal de oração, piedade. Para comungar, o fiel fica com a mão esquerda aberta sobre a mão direita, com a palma virada para cima, na frente do corpo, à altura do peito. O ministro coloca a hóstia sobre a palma da mão esquerda aberta e com a mão direita o fiel a leva até a boca, respondendo "Amém".

Presbitério
Lugar onde fica o altar, o presidente da celebração, ministros, leitores e coroinhas. Em geral é mais alto, separado por um ou mais degraus da parte da Igreja onde fica a assembléia.

Presidente
É o ministro que dirige a celebração, com funções próprias. Quando é ordenado sacerdote, representa a pessoa de Jesus Cristo, celebrando com túnica e estola. Quando é ordenado diácono, usa a estola atravessada em diagonal sobre o peito. Preside a celebração da Palavra. A celebração da Palavra também pode ser presidida por um ministro não ordenado, como o ministro extraordinário da Comunhão Eucarística, o Ministro da Palavra ou o Catequista.

Primaz
O bispo que ocupa a diocese mais antiga de um país. No Brasil é o bispo de Salvador.

Procissão
Gesto de um grupo numeroso que anda em uma direção, em fila, rezando e cantando. Simboliza a caminhada do cristão em união com os irmãos em direção a Deus. Na Missa pode-se fazer cinco procissões de entrada

Proclamação
É o anúncio solene da Palavra de Deus.

Púlpito
Era reservado para pregação. Era geralmente de pedra. Ficava na nave principal da Igreja.

Quaresma
Tempo que dura quarenta dias e vai desde a Quarta-feira de cinzas até o sábado na véspera do Domingo de Ramos. A cor dos paramentos é roxa, sinal de penitência e humildade. A penitência da Quaresma deve ajudar a conversão, que se faz pela prática da oração, jejum e esmola. No quarto domingo da Quaresma os paramentos podem ser de cor rosa, antecipando a alegria da ressurreição. Durante a Quaresma não se reza ou canta o Glória nem Aleluia.

Querigma
Primeiro anúncio da paixão e morte de Cristo por nossos pecados e de sua ressurreição como promessa de vida eterna. É o primeiro conteúdo da pregação dos apóstolos (1Cor 15,3s; At 2,22-24; At 4,10) e também o conteúdo da evangelização que se aprofunda depois na catequese.

Ramos
Domingo em que começa a Semana Santa. Nele se celebra a entrada de Jesus em Jerusalém (Mc 11,1-10). Como lembrança daquele dia, os fiéis levam ramos bentos. Os ramos em geral são de folhas de palmeira. Nesse dia pode-se fazer uma procissão logo após a bênção dos ramos, antes da Missa. A cor do paramento é vermelha.

Resposta
Depois de ouvir a Palavra de Deus, os fiéis respondem, realizando-se, assim, um diálogo, a comunicação entre eles. Cada rito e celebração têm as respostas próprias, que devem expressar aquilo que querem significar a fé em Jesus Cristo. A resposta mais significativa em toda celebração é "Amém", porque reúne numa palavra só muitas realidades.

Rito
É o conjunto de sinais, símbolos, gestos, palavras e tudo o que acontece na celebração a fim de expressar uma realidade que não se vê.

Rubrica
Anotações em vermelho, no missal, dando orientações práticas para a celebração.

Sacrário
Local onde ficam as âmbulas com as partículas consagradas. Tabernáculo.

Sacristão
Empregado que tem a seu cargo o trato de uma Igreja; paramentos, alfaias e que prepara tudo para a celebração.

Sacristia
Sala anexa à Igreja, onde são guardados os paramentos e objetos religiosos.

Salmo
Oração tirada da Bíblia. Na Missa pode ser recitado ou cantado. Chama-se salmo responsorial, porque é uma resposta à primeira leitura.

Santíssima Trindade
As três pessoas -- Pai, Filho e Espírito Santo -- do Deus único, segundo a doutrina cristã.

Sínodo
Assembléia de bispos do mundo inteiro, que se reúne periodicamente para, sob a presidência do papa, tratar de problemas da igreja.

Sineta
Serve para alertar os fiéis em momentos específicos da celebração.

Teologia
Estudo racional dos dados da fé.

Turiferário
Ministro do turíbulo, que coloca brasas e incensa.

Umbela
Espécie de sombrinha utilizada algumas vezes em procissões.

Vênia / Reverência
Inclinação com a cabeça em sinal de veneração.

Véu do Cálice
Serve para cobrir o cálice em algumas ocasiões.

Viático
Sacramento da eucaristia administrado ao enfermo para indicar-lhe o caminho da fé, ou o do Cristo que segue o caminho (via) em busca do enfermo.
 


 OBJETOS LITÚRGICOS:
- Altar: Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia.

- Água: É água natural. Serve para purificar as mãos do sacerdote e ser colocada no vinho (poucas gotas só), para simbolizar a união da humanidade com a Divindade, em Jesus. Também é usada para purificar o cálice e a âmbula.
- Âmbula ou Cíbório: É semelhante ao cálice, mas tem uma tampa. Nela se colocam as hóstias. Após a Missa é guardada no Sacrário.
- Asperges ou Aspergis: Hissope de metal, madeira ou ramo para aspergir água benta...
- Caldeirinha: Vasilha para água benta, usada na aspersão.
- Cálice: É uma "taça" revestida de ouro ou prateada. Nela se deposita o vinho a ser consagrado.
- Cátedra: Trono episcopal, com cadeira de espaldar e encosto para os braços.
- Círio Pascal: Vela grande que é benzida e solenemente introduzida na Igreja no início da vigília pascal; em seguida é colocada ao lado da mesa da palavra ou ao lado do altar. O círio permanece aceso durante as ações litúrgicas do Tempo Pascal (até a festa de Pentecostes). Em muitos lugares costuma-se colocá-lo no batistério, acendendo-o em cada celebração. O CÍRIO PASCAL ACESO SIMBOLIZA O CRISTO RESSUSCITADO.
- Corporal: Pano branco, quadrado, com aproximadamente 50 cm de lado, que no momento da apresentação das ofertas é colocado no centro do altar, sobre a toalha. Na hora da preparação das ofertas, o sacerdote abre o pano, que estava dobrado, e sobre ele coloca o cálice, a âmbula e a patena. Chama-se corporal porque sobre ele será colocado o corpo de Cristo nas espécies de pão e vinho. Também deve ser usado o corporal sobre o altar, quando se faz a adoração ao Santíssimo, e sobre a mesa quando se leva a comunhão aos doentes. As equipes de liturgia devem orientar com zelo sobre o modo de lavar o corporal e o sanguíneo, porque ali ficam partículas consagradas.
- Crucifixo: Sobre o altar ou acima ou ao lado dele deve haver um crucifixo, para lembrar que a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor. Na Última Ceia, Jesus deu aos discípulos o "Sangue da Aliança que ia ser derramado por muitos para o perdão dos pecados" Cf. Mt 26,28. Veja na imagem, um crucifixo sendo levado em procissão, ladeado pelos ceroferários.
- Diretório Litúrgico: Livro que indica as celebrações assim como cor dos paramentos, leituras, etc.
- Estante: Pequeno móvel de madeira ou de metal sobre o qual se coloca o Missal, durante a Missa. É também substituída por almofada.
- Evangeliário: Livro que contém os Evangelhos, que pode ser conduzido em procissão na entrada da Missa antes da proclamação do Evangelho.
- Flores: Em dias festivos, pode-se colocar flores. O certo não é "sobre" o altar, mas ao lado dele, pois o altar não é para colocar "coisas". Como estas colocadas ao lado do altar na foto.
- Galhetas: São como duas jarrinhas de vidro. Numa vai a água e na outra, o vinho. Elas estão sempre juntas num pratinho, ao lado do altar.
- Hóstia: É pão de trigo puro. Há uma hóstia grande para o Presidente da Celebração e as pequenas para o povo. A do padre é grande para ser vista de longe, na elevação, e ser repartida entre alguns participantes da celebração. Assim se chama o pão que é oferecido no altar e se transforma em corpo de Cristo, partido em comunhão na Missa. A hóstia maior fica na patena e é partida pelo sacerdote antes da comunhão, enquanto o povo canta Cordeiro de Deus. Na adoração do Santíssimo fica no ostensório. As hóstias pequenas, antes da consagração, ficam na âmbula, e depois da consagração são distribuídas aos fiéis. Mesmo partidas, são o próprio corpo de Cristo e por isso o ministro, os acólitos e coroinhas devem tomar todo o cuidado para evitar que pessoas não preparadas levem a hóstia na mão, sem comungar. Se cair no chão, deve ser consumida por um deles. Se estiver suja, poderá ser dissolvida em água. Se sobrarem hóstias consagradas, devem ser guardadas no sacrário. Os ministros que servem os doentes levam as hóstias na teca.
- Incenso: Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações à Deus.
- Lavabo: Vasilha que deve conter água limpa, junto à bacia, para lavar as mãos do ministro da celebração depois da preparação das ofertas, na Missa; usada também no Batismo, na Crisma e na celebração do lava-pés. Parte da missa em que o sacerdote lava as mãos. Vasos que contém água para esse ritual. Cerimônia de ação litúrgica sacrificial, pela qual o sacerdote simboliza a purificação da comunidade para oferecer ao Pai o sacrifício.
- Lecionário: Livro com as leituras próprias para cada dia do ano litúrgico. Nele estão em seqüência a primeira leitura, o salmo, a segunda leitura e o Evangelho próprio para a Missa de cada dia do ano. Há lecionários próprios para os domingos, para as celebrações eucarísticas durante a semana e para as festas dos santos. Pode ser FERIAL (para os dias comuns), SANTORAL (festas dos Santos) e DOMINICAL (para os domingos). Existe também o RITUAL (livro que contém as mais variadas celebrações: Ritual de Exéquias, Batismal, Matrimonial...).
- Légio: Estante de pedestal alto, de onde são feitos os comentários, dados os avisos, etc. Pode ser de madeira, mármore.
- Manustérgio: Vem da palavra latina "manus", que quer dizer "mão". É para enxugar as mãos do Presidente da Celebração no ofertório. Acompanha as galhetas. Geralmente é parecido com o sanguíneo, diferenciado por ter uma cruz numa das extremidades.
- Matraca: Usada nos últimos três dias da semana Santa, desde o Glória da Quinta-feira até o Sábado Santo.
- Missal: É um livro grosso que tem o rito da Missa, menos as Leituras, que estão no livro chamado Lecionário. Diz-se "Missal Romano" porque é aprovado pelo chefe da Igreja Católica, o Papa, que tem sua sede em Roma. O missal romano é o livro de uso do sacerdote em que estão todas as orações da Missa, indicadas para cada dia, com as variações próprias do tempo e do motivo da celebração.
- Naveta: Pequeno recipiente com tampa, em forma de açucareiro, alongado, onde se guarda o incenso. Tem o feitio de um barquinho e nela o coroinha põe o incenso que depois o ministro colocará no turíbulo.
- Ostensório ou Custódia: Espécie de vaso onde a hóstia grande consagrada é colocada numa abertura coberta por dois vidros, como uma janela redonda. Nele fica exposto o Santíssimo para adoração dos fiéis. É usado na procissão de "Corpus Christi", ficando sempre entre duas velas acesas. Quando se fizer a exposição do Santíssimo, o que nunca acontece durante a Missa, deve ser lida a Palavra de Deus, deve haver momento de oração, cantos e silêncio para adoração. Quando o ministro é sacerdote, usa capa pluvial (pequena capa curta, que cobre apenas os ombros). Ao encerrar a adoração, dá a bênção. A adoração ao Santíssimo pode ser feita também sem o ostensório. Nesse caso a exposição do Santíssimo é feita com a âmbula, mas devem ser tomados os mesmos cuidados e haver o mesmo respeito: o ministro deve usar as vestes próprias da celebração, deve colocar o corporal sobre o altar, deve manter as velas acesas. Se é feita por ministro leigo, este não dá a bênção.
- Pala: É uma peça quadrada, dura (um cartão revestido de linho). Cobre o cálice.
- Pálio Processional: Pano retangular sustentado por quatro ou seis varas. O seu uso é obrigatório nas procissões públicas para servir de cobertura para o santíssimo.
- Patena: É um "pratinho" de metal. Sobre ele se coloca a hóstia grande.
- Pedra D'Ara: Chapa de pedra natural, resistente, sagrada pelo Bispo, para caber a hóstia e o cálice, contendo uma relíquia. Fica no altar. PEDRA DO ALTAR.
- Santos Óleos: Óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo). É sinal de força e coragem. Na Quinta-feira Santa, o óleo é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação. Sempre que houver celebração com óleo, deve estar à disposição do ministro uma jarra com água, bacia, sabonete e toalha para as mãos.
- Sanguíneo: É uma toalhinha comprida, branca. Serve para enxugar o cálice e a boca após a comunhão.
- Sineta ou Campa: Pequeno sino, usado pelo acólito durante a consagração da missa e em outros momentos.
- Teca: Pequeno invólucro de metal (estojo) usado para levar a comunhão aos enfermos, chamada Viático.
- Turíbulo: Recipiente de metal, com correntes, no qual se colocam brasas para queimar o incenso.
- Umbela: Espécie de sombrinha usada nas procissões. Algumas vezes é utilizado o Pálio Processional, por cobrir o Santíssimo.
- Velas: Sobre o altar ou ao lado dele vão as velas. A chama da vela é o símbolo da fé, que recebemos de Jesus, "Luz do Mundo", no Batismo e na Crisma. É um sinal de que a Missa só tem sentido para quem vive a fé.
- Véu do Cálice: É um pano quadrado com o qual se cobre o cálice até o ofertório, e novamente, depois da comunhão.
- Vinho: É vinho puro, de uva. Na consagração, o pão e o vinho se mudam no Corpo e no Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, vivo e ressuscitado. 


 VESTES LITÚRGICAS
- Alva / Túnica: Túnica branca que chega ao calcanhar.

- Amito: Pano branco, bento, que cobre o pescoço e os ombros e é colocado por baixo da alva.

- Anel: Símbolo da fidelidade à igreja.

- Barrete: Cobertura quadrangular da cabeça, que faz parte das vestes clericais.

- Batina / Hábito eclesiástico.

- Capinha: Utilizada pelas senhoras que exercem o ministério extraordinário da comunhão.

- Casula ou Planeta: Vestimenta sacerdotal mais enfeitada, usada durante a missa e que fica por cima da alva e da estola. É usada com uma faixa branca na cintura com o símbolo do Vaticano bordado. Sua cor representa o tempo litúrgico. Os tons beges e dourados, por exemplo, significam festa.

- Cíngulo: Cordão, espécie de cinto, com o qual a alva é ajustada na cintura.

- Dalmática: Veste litúrgica superior do diácono.

- Estola: Paramento sacerdotal que consiste em uma faixa larga de lã ou seda usada em torno do pescoço e que ge desce até os joelhos; variam-lhe as cores de acordo com a época do calendário litúrgico ou da festividade de um dia específico. Sinal do serviço sacerdotal. É uma tira de pano que passa atrás do pescoço do padre e fica com as pontas retas, caídas na frente do corpo. Sua cor é determinada pelo tempo litúrgico. O diácono usa a mesma estola, atravessada em diagonal no corpo.

- Gremial: Pano para colocar sobre o regaço do Bispo para ele colocar as mãos durante as ordenações, para proteger a casula.

- Mitra: Chapéu quadrangular usado pelo papa, por cardeais e bispo, alto e cônico, com fendas laterais na parte superior e duas faixas que caem sobre os ombros, símbolo da plenitude sacerdotal. Um dos símbolos do Bispo. É um chapéu alto, terminado em ponta, com duas tiras caídas atrás. O Bispo a usa nas celebrações solenes.

- Murça: Um cabeção descendo até o meio do antebraço, com pequeno capuz por detrás e abotoado na frente. Compete só aos Bispos, Cardeais e Papa, mas é concedida também a Cônegos.

- Opela / Capa: Roupa usada pelos ministros extraordinários da Eucaristia.

- Pálio: Insígnia litúrgica, que consiste numa faixa adornada com cruzes negras, usado em torno do pescoço por bispos, arcebispos e pelo papa em cerimônias pontificais. Fita de 6 cm de largura feita de lã branca, em forma de anel, com 6 cruzes de seda preta sobrecosidas, a ser colocada sobre os ombros com duas pontas que finalizam numa peça de seda, pendentes na frente e nas costas. A lã do pálio é a de dois carneiros bentos na festa de santa Inês. É usado apenas pelos Arcebispos Metropolitanos.

- Pluvial ou Capa de Asperges ou Capa Magna: Capa longa que o Bispo ou sacerdote usa para aspergir a assembléia.

- Sobrepeliz / Sobrepliz: Veste branca usada sobre a batina pelo sacerdote e pelos ministros.

- Solideo: Pequeno barrete de lã ou de seda, em forma de calota, com que os eclesiásticos cobrem a tonsura (corte circular de cabelo na parte posterior e mais alta da cabeça, utilizado por clérigos) ou pouco mais. É usado também pelos judeus (em certas ocasiões, como na sinagoga), mas recebe um nome específico (quipá). O nome significa que deve ser tirado "somente para Deus". Tira-se desde o prefácio até depois da Comunhão. Usa-se abaixo da Mitra.

- Túnica: Paramento longo até os pés, sobre o qual se coloca a estola.

- Véu de Ombros ou Humeral: Um pano, colocado sobre os ombros com fecho sobre o peito, com cujas extremidades o sacerdote segura a custódia ao dar a bênção com o Santíssimo, ou com que cobre a âmbula para o mesmo fim ou para transportá-la quando, por exemplo, leva publicamente o viático.


AS CORES
- Branco
Sinal de festa, pureza, é a cor usada no Natal e na Páscoa, as festas do Senhor, de Nossa Senhora, dos anjos e dos santos não-mártires.

- Verde
É a cor da esperança, usada no chamado Tempo Comum, intervalo entre os períodos religiosos.

- Vermelho
Sinal de martírio (lembra a cor do sangue) e de amor. Usado no Domingo de Ramos (comemoração da entrada de Cristo em Jerusalém), em Pentecostes (descida do Espírito Santo sobre os apóstolos), na Sexta-Feira Santa e nas festas dos apóstolos e dos santos mártires.

- Roxo
Sinal de mortificação, penitência e luto. É usado no Tempo do Advento (período de quatro semanas antes do Natal para preparação espiritual da festa), na Quaresma (os 40 dias que vão da Quarta-Feira de Cinzas até o domingo da Páscoa, destinados a penitências) e nas missas para defuntos.
 

 Fim 
 FONTE: 
 http://www.catedraldemaceio.org.br/dicionarioliturgico


(1012)_A Bíblia foi Escrita para Você [Religião] (Pe. Jonas Abib)



🔉️(1011)_QUAL É O MELHOR OVO DE CAFÉ DA MANHÃ? (Revista HÖRZU)

Especialista em galinhas e ovos: Professor Siegfried Scholtyssek


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QUAL É O MELHOR OVO DE CAFÉ DA MANHÃ?


O ovo do café da manhã está na boca do povo. Os ovos de galinhas de gaiola são realmente tão ruins? O ovo caro da fazenda orgânica é realmente muito melhor? A revista HÖRZU perguntou ao Professor Dr. Siegfried Scholtyssek, diretor do Instituto de Criação e Manejo de Animais da Universidade de Stuttgart-Hohenheim.

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HÖRZU: Seis bilhões de ovos de café da manhã são consumidos por ano por aqui. A maioria vem de galinhas criadas em gaiolas?


Scholtyssek: Sim, cerca de noventa por cento. A criação em gaiolas não é adequada para a espécie. 


HÖRZU: Ovos de galinhas criadas soltas não têm um sabor muito melhor?


Scholtyssek: Em extensos testes cego em nosso instituto, isso não foi constatado. Teste cego significa: os provadores não sabem se estão avaliando um ovo de gaiola ou de galinha caipira. Comparações entre ovos de diferentes tipos de criação e cores de casca mostraram que não há diferenças nos nutrientes (proteína, gordura) nem em minerais e vitaminas (grupos A, D, E, B).


HÖRZU: Os ovos de galinhas de gaiola não estão cheios de antibióticos, hormônios e outros contaminantes?


Scholtyssek: Pesquisas realizadas em diversos institutos universitários, de forma independente, revelaram: salvo exceções, não foram encontradas quantidades expressivas dessas substâncias nos ovos, independentemente do sistema de criação.


HÖRZU: E como fica a questão da limpeza do ovo?


Scholtyssek: Nisso, os ovos de gaiola são claramente os vencedores. Eles são postos em esteiras rolantes higienicamente perfeitas e recolhidos imediatamente. Riscos de infecção por cama de aviário ou fezes são excluídos.


HÖRZU: A cor da casca tem alguma influência no sabor?


Scholtyssek: Também nisso não foi possível constatar nenhuma diferença em nossos testes cego.


HÖRZU: O que é importante, afinal, para o bom sabor do ovo?


Scholtyssek: A sua frescura. Isso não significa que um ovo precise ser comido logo após ser posto. Ele atinge seu sabor ideal apenas dez a catorze dias depois. Até lá, ele pode ser considerado fresco. Somente após três semanas o ovo perde qualidade de forma significativa.


HÖRZU: Mas e se um ovo estiver fresco e mesmo assim não souber bem?


Scholtyssek: Isso pode ter várias causas: gordura deteriorada na ração, doenças na galinha, distúrbios metabólicos...


HÖRZU: ... e também o armazenamento inadequado dos ovos?


Scholtyssek: Sim, se forem guardados, por exemplo, junto de alimentos de cheiro forte — presunto, embutidos, queijo, peixe defumado. O odor pode penetrar pela casca porosa e alterar seu sabor.


HÖRZU: Após o acidente nuclear em Chernobyl, os ovos estão contaminados por radioatividade?


Scholtyssek: A exposição à radiação é tão baixa que não representa perigo para a saúde.


HÖRZU: Então: nada de medo do ovo de café da manhã?


Scholtyssek: Claro que não. Se existe um alimento amplamente livre de substâncias nocivas, esse alimento é o ovo.

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Um ovo acabado de pôr permanece no fundo de um copo cheio de água. Após sete dias, ele se levanta. Um ovo velho flutua na superfície.



Fim







 

📺️🔉️(1010)_Hospital do Senhor [Literatura]

 




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HOSPITAL DO SENHOR

Uma consulta que pode mudar a maneira como cuidamos da nossa vida


Meus amigos e minhas amigas, hoje eu quero conversar com vocês sobre uma pequena história, simples na aparência, mas cheia de ensinamentos para a nossa vida. É a história de alguém que foi ao **Hospital do Senhor** para fazer um check-up. E olha que interessante: não era apenas o corpo que precisava de cuidados. O verdadeiro problema estava em outras partes da vida.


Vamos imaginar que esse hospital seja um lugar diferente. Ali, quem atende é o próprio Senhor. Ele conhece aquilo que ninguém mais consegue enxergar. Ele olha para o nosso coração, para os nossos pensamentos, para as nossas atitudes e, principalmente, para aquilo que estamos carregando por dentro.


A primeira coisa que o paciente descobriu foi que estava com **baixa de ternura**.


Veja só que diagnóstico curioso! Hoje nós fazemos exames para descobrir colesterol, pressão, glicose, anemia e tantas outras coisas. Mas quem examina a nossa ternura? Quem verifica se ainda somos capazes de tratar as pessoas com carinho, respeito e compreensão?


Às vezes, o coração vai ficando duro sem que a gente perceba. Uma decepção aqui, uma mágoa ali, uma discussão acolá... E, pouco a pouco, vamos deixando de abraçar, de elogiar, de agradecer e até de dizer para alguém: “Eu gosto de você”.


Por isso, a história fala de uma **ponte de amor**. As veias estavam bloqueadas porque não conseguiam abastecer um coração vazio.


Que imagem bonita e, ao mesmo tempo, preocupante!


Um coração vazio de amor pode continuar batendo, mas a vida vai perdendo seu verdadeiro sentido. Podemos ter dinheiro, casa, trabalho, conhecimento e tantas outras coisas, mas, se não tivermos amor, alguma coisa essencial estará faltando.


Depois, no setor de ortopedia, veio outro diagnóstico: o paciente tinha dificuldade de andar **lado a lado** com as outras pessoas. E não conseguia abraçar os seus semelhantes porque havia fraturado os braços ao tropeçar na própria vaidade.


Meus amigos, quantas vezes isso acontece conosco?


A vaidade faz a pessoa pensar que é melhor do que os outros. Faz com que ela tenha dificuldade de pedir desculpas. Às vezes, a pessoa sabe que errou, mas prefere ficar em silêncio para não admitir.


A vaidade também pode impedir um abraço.


E um abraço, meus amigos, muitas vezes vale mais do que mil palavras.


Quantas famílias poderiam viver melhor se alguém tivesse coragem de dar o primeiro abraço? Quantas amizades poderiam ser recuperadas se alguém dissesse simplesmente: **“Perdoa-me.”**


No exame dos olhos, apareceu outro problema: **miopia**.


Mas não era uma miopia comum. O paciente não conseguia enxergar além das aparências.


Isso é muito importante.


Quantas vezes nós julgamos uma pessoa apenas pelo que vemos? Olhamos para alguém mal-humorado e pensamos: “Essa pessoa é ruim”. Olhamos para alguém que não nos cumprimentou e concluímos: “Ela não gosta de mim”.


Mas será que sabemos o que essa pessoa está enfrentando?


Talvez ela esteja passando por um problema dentro de casa. Talvez esteja preocupada com um filho. Talvez tenha recebido uma notícia triste. Talvez esteja simplesmente cansada.


Enxergar além das aparências é aprender a olhar com o coração.


E o paciente ainda reclamou que não conseguia ouvir o Senhor. O diagnóstico foi muito interessante: **bloqueio provocado pelas palavras vazias do dia a dia**.


Aqui está outra grande lição.


Nossa vida está cheia de palavras. Falamos muito, ouvimos muito, recebemos mensagens, notícias, opiniões, críticas e comentários o tempo inteiro.


Mas será que, no meio de todo esse barulho, ainda conseguimos ouvir a voz de Deus?


Às vezes, precisamos diminuir o barulho exterior para perceber aquilo que o Senhor está dizendo dentro de nós.


E a história continua de uma maneira muito bonita.


Depois de passar pela consulta, o paciente agradece ao Senhor pela misericórdia. E promete seguir um tratamento especial. Só que os remédios receitados não estão em uma farmácia comum.


São remédios que encontramos nas páginas da **Sagrada Escritura** e, principalmente, nas atitudes que colocamos em prática todos os dias.


De manhã, por exemplo, o tratamento recomenda uma **xícara de “Obrigado, Senhor!”**


E que remédio poderoso!


A gratidão muda a maneira como enxergamos a vida.


Muitas vezes acordamos pensando naquilo que nos falta. “Preciso disso... quero aquilo... ainda não consegui aquilo outro...”


Mas podemos começar o dia de uma maneira diferente:


“Obrigado, Senhor, por mais um dia!”


Obrigado pela vida.


Obrigado pela família.


Obrigado pela oportunidade de recomeçar.


Obrigado até mesmo pelas dificuldades, porque elas também podem nos ensinar alguma coisa.


Ao entrar no trabalho, o paciente toma uma colher de **“Bom dia, irmãos!”**


Parece uma coisa pequena, não é?


Mas não é.


Um simples “bom dia” pode transformar o ambiente. Quando cumprimentamos alguém com sinceridade, estamos dizendo: “Você existe. Eu vejo você. Você é importante.”


E, de hora em hora, vem outro medicamento: um comprimido de **paciência**, acompanhado de um copo de **solidariedade**.


Ah, meus amigos, como precisamos desses dois remédios!


Paciência para ouvir.


Paciência para esperar.


Paciência para compreender.


Paciência para conviver com quem pensa diferente de nós.


E solidariedade para não passar pela vida olhando somente para os nossos próprios problemas.


Quando vemos alguém sofrendo, podemos ajudar. Às vezes, a ajuda será material. Outras vezes, será apenas uma palavra amiga, uma visita, uma oração ou um ouvido disposto a escutar.


E chega a noite.


Depois de um dia inteiro, o paciente toma uma injeção de **bondade**.


Que maravilha!


Imagine se cada um de nós terminasse o dia perguntando:


“Hoje eu fiz algum bem a alguém?”


“Hoje eu ajudei alguém?”


“Hoje eu fui motivo de alegria para alguém?”


“Hoje eu perdoei?”


“Hoje eu procurei evitar uma briga?”


Essas perguntas podem fazer uma enorme diferença.


E, antes de dormir, vêm duas cápsulas de **consciência tranquila**.


A primeira talvez seja perguntar:


“Fiz o melhor que pude hoje?”


A segunda:


“Existe alguém que eu preciso perdoar ou procurar amanhã?”


Quando conseguimos colocar a cabeça no travesseiro com o coração em paz, experimentamos uma das maiores riquezas da vida.


É claro que essa história é uma metáfora. Quando estamos doentes fisicamente, devemos procurar profissionais de saúde e seguir as orientações adequadas. Mas a mensagem do texto vai além do corpo.


Ele nos convida a fazer um **check-up da alma**.


Como está a nossa ternura?


Como está o nosso amor?


Como está a nossa paciência?


Como está a nossa capacidade de perdoar?


Como está a nossa solidariedade?


Como estamos enxergando as pessoas?


Será que estamos olhando apenas para as aparências?


E será que ainda conseguimos ouvir a voz de Deus no meio de tantos ruídos da vida?


Talvez hoje seja um bom dia para visitar esse “Hospital do Senhor”.


Não precisamos esperar uma doença, uma crise ou uma grande dificuldade para fazer isso.


Podemos começar agora.


Se o coração está vazio, vamos abastecê-lo com amor.


Se estamos afastados de alguém, vamos construir uma ponte.


Se a vaidade nos impede de pedir desculpas, vamos dar o primeiro passo.


Se estamos enxergando somente os defeitos dos outros, vamos procurar enxergar também suas dores e suas qualidades.


Se estamos falando demais e ouvindo de menos, vamos fazer um pouco de silêncio.


Se estamos vivendo preocupados apenas conosco, vamos olhar para quem precisa de ajuda.


E se alguma coisa estiver tirando a nossa paz, vamos entregar essa preocupação nas mãos de Deus.


Meus amigos, talvez o maior ensinamento dessa história seja este: **a verdadeira saúde não está somente em ter um corpo funcionando bem. Também precisamos cuidar do coração, da consciência, dos relacionamentos e da nossa vida espiritual.**


O tratamento proposto pelo “Hospital do Senhor” é simples e está ao alcance de todos.


Uma dose de gratidão pela manhã.


Uma palavra amiga durante o dia.


Paciência quando surgirem dificuldades.


Solidariedade quando encontrarmos alguém necessitado.


Bondade antes de dormir.


E, acima de tudo, amor.


Porque o amor é aquele medicamento que não custa dinheiro, não precisa de receita e pode transformar tanto quem recebe quanto quem oferece.


Então, quando amanhã você acordar, antes de reclamar das dificuldades, experimente dizer:


**“Obrigado, Senhor, por mais um dia de vida.”**


Depois, siga o tratamento.


Cumprimente alguém.


Tenha paciência.


Faça uma gentileza.


Perdoe.


Ajude.


Ore.


E procure enxergar além das aparências.


Talvez você descubra que não precisa apenas de um check-up no corpo.


Talvez o seu coração também esteja pedindo uma consulta.


E o melhor de tudo é saber que, no **Hospital do Senhor**, as portas estão sempre abertas.


**Que Deus abençoe você, cure aquilo que precisa ser curado dentro do seu coração e lhe dê uma vida cheia de amor, bondade, paz e solidariedade.**