📺️(1008)_O Homem e a Mulher [Literatura] (Pedro M da Silva)

 


O Homem e a Mulher: Revelações e Simbolismos Conjugais


Este texto apresenta uma reflexão profunda e espiritual sobre a relação entre homem e mulher, fundamentada em interpretações bíblicas e ensinamentos cristãos. O autor utiliza o livro de Provérbios para estabelecer simbolismos sagrados, como a águia e o céu, visando elevar a moralidade do convívio conjugal. Além de abordar a união matrimonial, a obra dedica capítulos significativos à exaltação da virgindade e da castidade, sugerindo que o celibato é um estado de dedicação superior ao serviço divino. Através de exemplos bíblicos e figuras históricas como Maria Goretti, o conteúdo busca orientar os casais e jovens rumo a uma vida de pureza e temor a Deus. A narrativa funciona como um guia de conduta que prioriza o crescimento espiritual e a integridade ética dentro e fora da vida em família.


Texto original:


O HOMEM E A MULHER 

Pedro M da Silva


 

I - INTRODUÇÃO

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____1.1 Preâmbulo____


1.1.1   Não fui compelido a tratar dos encargos dos esposos, nem das responsabilidades individuais de cada membro do casal. Porque sou livre, no uso e goso de minhas prerrogativas de cidadão e de minhas faculdades mentais, que as preservarei com a graça de Deus, ouso dizer que movido pelo desejo de contribuir para a felicidade do homem e da mulher, em qual quer lugar onde se encontrem, é que elaboro este opúsculo, que intitulei "O Homem e a Mulher". 


1.1.2   Jamais excogitei as preferências dos cônjuges, colocando-me sempre distante dos assuntos tidos como da competência do cavalheiro ou dos atavios de sua excelentíssima dama. A proeza dos militares, os feitos dos políticos, as fantasias dos intelectuais e a galantaria de uns grupos de jovens que cercam uma garota de 14 anos para disputar-lhe a "honra himenética" da conversão em "mulher" também isso não constitui objeto deste livro. 


1.1.3   Ainda resta esclarecer que não é do meu alvitre as 

ocupações da mulher que tratam, no recinto ou fora do lar, de modas, bordados, costuras, novelas, esportes, passeios, festas, beneficência, assistência social e queijandos; coisas que lhe roubam o precioso tempo que Deus lhe dá para cuidar sim, do reino instituido há milênios decorridos. 


1.1.4   Há, ainda, um registro a ser feito: não me preocupo com as qualidades virís dos homens integrantes ou participantes de uma família onde fazem valer suas estirpes machistas, para impor a cada membro, isoladamente, sua força bruta ancha de agressividade, sendo a mulher o alvo preferido. Às vezes essa coragem machânica é exercitada sobre o comparsa mais fraco, que é dominado ou exterminado sem apelo.


1.1.5   Fique bem claro que não venho louvar a musculatura atlética, davídica ou salomônica, dos conquistadores à grossos modos. Nem tampouco venho enaltecer a amabilidade, a delicadeza ou a espontaneidade, submissa, enganosa, lúbrica, das mulheres de todos os tempos, ou de toda parte. Jamais ocorreu-me exprobrar sua timidez, emotividade ou fraqueza imanente. 


1.1.6   Trago sim, de sa consciência, o firme propósito de mostrar ao casal, ou a cada cônjuge, esposa ou marido, separadamente, quem são essas maravilhas de Deus O homem e a mulher no seu sentido e aspecto moral, espiritual ou sobrenatural, decorrente do seu relacionamento quotidiano esposo/esposa. 



____1.2 Esforço Crítico____


1.2.1   Porei aqui um grande esforço e concentrada atenção nas leituras alusivas que hei de fazer, para que possa deduzir bem, atendendo às condições que me propus: compreender, assimilar e usar o contexto escolhido, de preferência o ensinamento do livro sapiencial dos PROVERBIOS, abordando o Homem e a Mulher para a revelação do Mistério das Partes Pudentes.


1.2.2   Procurarei aquilatar, computar e firmar o ensinamento ali esboçado para aplicá-lo, no que for possível a vida à dois no relacionamento conjugal. Com esse intento, ajudado pelo Alto, haverei de "chegar ao porto desejado" (+ de um soneto de autor desconhecido. ) e gosar da alegria de ter contribuido para o alevantamento moral espiritual de quantos venham a folhear esta produção. 


1.2.3   Sei que não escaparei às críticas ou fúrias, mas também não faltarão almas compreensivas que, além do dom da boa leitura, têm o condão da firmeza de propósito, agraciando-me com uma palavra amiga e confortadora. 


1.2.4   Claro está que acolherei o julgamento do mérito e o juizo infundado: o primeiro para regozijar-me e guardá-lo; o segundo para lê-lo e esquecê-lo. Mas, quer de um, quer do outro, saberei apreciar, na medida do meu entendimento, a profundeza imaginativa de cada autor, seguindo a linha de "expressão e conduta do mestre Humberto de Campos. E que eu nunca seja esse galo (++ do livro Crítica - 2ª série, de Humberto de Campos. ), mas o bom esposo, aos meus admiradores. 


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"O galo de Lafontaine encontrou uma corola no quintal, mas preferiu que fosse um grão de milho." (H.C. Critica 2ª série pág. 301). 

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II - NO ENCALÇO DA REVELAÇÃO MÍSTICA

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____2.1 O Texto Básico____


2.1.1   Palavras de um sábio anônimo participante da composição dos PROVERBIOS NUMÉRICOS: 


"Há três coisas que me sobrepujam, e uma quarta que não compreendo: 

O caminho da águia pelo céu; 

O caminho da serpente sobre a rocha; 

O caminho do navio no alto mar; e 

O caminho do homem para uma jovem." 

(Pr 30,18-19) 


____2.2   Assuntos Oportunos____


2.2.1   Antes de iniciar a escalada para o entendimento místico, terei que abordar, com humildade, os três assuntos oportunos que serão colocados ou utilizados com algumas dicas dos rodapés bíblicos: 

1º) O Livro 

2º) A Sabedoria Divina 

3º) A Palavra



____2.3 O Livro____


2.3.1   O Livro dos Provérbios é sapiencial e também poético. Quer num, quer noutro caso, traz ensinamentos em profusão, razão por que é incluido na categoria dos LIVROS DIDÁTICOS. 


2.3.2   O assunto supra invocado, está contido na VII seção PROVERBIOS NUMÉRICOS, cujos versos vão do versículo 15 ao 33 dos Provérbios, constituindo uma coleção de sentenças do autor anônimo, esse trecho do capítulo 30.


2.3.3   Os Livros Sapienciais, bem assim os Livros Proféticos, são difíceis de serem entendidos. Não é permitido a interpretação à-sós.

 

2.3.4   Incumbe ao interessado procurar entender à luz do Paralelismo Bíblico, que revela o simbolismo contido em cada hemistíquio poético, profético ou histórico da Bíblia Sagrada. 



____2.4. A Sabedoria Divina____


2.4.1   Busquemos a Sabedoria Divina. Nesta personificação poética, a SABEDORIA se manifesta com duas características dominantes: 

1º) "Os PROVERBIOS revelam Deus, como conhecimento de tudo que é e vem a ser; 

2º) "AS SENTENÇAS, como qualidade criadora, intrinseca a Deus, dirige a criação do mundo e do homem. É por esta SABEDORIA DIVINA que nos aproximamos da revelação definitiva do Novo Testamento! E aí conhecemos o Pai, o Filho e o Espírito 

Santo. 



____2.5 A Palavra____


2.5.1   Pela compreensão lógica, há-de se chegar ao conhecimento da palavra. Começa-se pelo verbo Sobrepujar que tem acepção diversificada. 


2.5.2   Há três coisas que, embora sábio, o autor se vê sobrepujado na passagem dos PROVERBICS e tanto é também verdade que 

ele não pode compreender um dos enunciados. 



____2.6 Os Dois Verbos____


2.6.1   1º) SOBREPUJAR. Este verbo transitivo como já o disse, é de acepção diversificada, vindo daí as ações seguintes: 

a) de exceder e superar; 

b) de passar por cima; e 

c) de passar adiante e avantajar-se. 

Note-se: cada ação sobrenatural impõe um comportamento espiritual.


2º) COMPREENDER. Este verbo transitivo contém duas ações aparentemente paralelas, as quais são empregadas com o sentido duplo de: 

a) abranger 

b) conter em si. 

Ora, ora! O autor desses provérbios desconhecia, por não ser israelita, os caminhos do homem para chegar a uma jovem e ainda mais contraditava o comportamento das mulheres. Muita gente há, que por desconhecer as chamadas partes pudentes das musas, é atirada à solidão do seu próprio claustro. 



____2.7 A Beira do Mistério____


2.7.1   Assunto badalado, discutido e controvertido é este dos Mistérios pudentes. É mister aprofundar o conhecimento sobre o fato. O Mistério dos Sexos, na sua essência, supera todo os outros mistérios da natureza. 

Volte-se à leitura do Texto Básico.



____2.8 Adão e Eva____


2.8.1   A mulher nasce, cresce, entende e amadurece primeiro que o homem. Na sua precocidade ela é, por natureza, irrequieta e bisbilhoteira. Isto decorre do seu aprendizado no lar, na escola e na sociedade, ou em locais fora do controle dos genitores. E foi assim que Eva assimilou fora do Paraiso. 


2.8.2   Mulher gosta de novidade. É por isso que, ao nascer, а mulher chora menos que o homem, satisfeita com o novo ambiente. Se em Éden houvesse outro conjunto paraisáico, Eva, galgando o muro, teria embicado em direção aquele Jardim, sem mais interesse que o de conhecê-lo. Não existindo outro Paraíso na Região de Éden, Eva teria se afastado de "Adamah" e deslizado para um ponto entumecido de alimárias do tipo primatas. Delas se aproximara tanto, vindo, por fim, a copiar os costumes dos símios, fora ou no período do cio, em acasalamento bacanal. 


2.8.3   Na volta do deserto, Eva teria narrado o acontecimento a "Adam", informando-o, com minúcia, do que viu e sentiu naquelas plagas, o qual concordou em anuir aos costumes apregoados por "Vírago". E como tais práticas constituem concupiscência, ei-lo compartilhando com a adjutora na iniciativa do pecado original, seguindo-se a grande ofensa: o de ter comido da "maçã" -  fruto da árvore do bem e do mal. E como as desgraças nunca andam sós, êis que sucede outra transgressão ofensiva ao Criador a desobediência achincalhante à Divindade, obediência ao tentador.


2.8.4   Tudo isso se motivou na insensatez, na imprudência e na ingenuidade daqueles nossos irmãos edenitas. Mas, não obstante, esta foi a melhor parte que lhes coube, visto ter o Senhor Deus lhes preservado a iniciativa, a tenacidade, a fecundidade e o temor de Deus, mercê do livre arbítrio, algo extra ordinário que os difere, pela alma e pelo espírito, do comum dos animais ainda existentes na face da terra. 



____2.9 Simbolismo Evidenciado____


2.9.1 Todos querem saber como é o simbolismo do homem e da  mulher, protagonizados no item 2.1, do Texto Básico. Para conhecimento de todos passo, estribado em trabalhos de pesquisa à cargo de exegetas abalisados, a revelar o significado, de aceitação plena, contido no simbolismo do item já referido. 


1º) O esposo é simbolizado: pela águia, serpente e navio; 

2º) Nas mesmas condições, a esposa é simbolizada: pelo céu, rocha e mar; 

3º) O caminho, repetido quatro vezes, significa: a conduta e sequência fecunda, permanente e atuante do homem cuja esposa o Senhor Deus a reservou antes da criação deste nosso mundo pleno de mil maravilhas. 

Este simbolismo atua não só à noite de nupcias, como se perpetua no dia-a-dia do casal ilibado. 

2.9.2 Recapitulando, repito, para o proveito daqueles daqueles que 

temem o Senhor Deus; e como aviso aos que subestimam os preceitos divinos: 


a) O homem é a águia, a serpente, o navio. 

b) A mulher é o céu, a rocha, o mar.

c) A águia é a visão abrangente, a imaginação profunda, a argúcia fértil; 

d) A serpente é a paciência, a sagacidade, a estultícia beneficente; 

e) O navio é o vigor à prova, a longevidade, a resistência às intempéries. 

f) o céu é o lar paraisáico, o amor constante, o refúgio donairoso. 

g) A rocha é a pureza, a firmeza e a constancia nos atos e afetos. 

h) O mar é a paz e o recesso, as lides e as lutas domésticas, e o colo aprazível, eterno. 

III - A ÁGUIA E O CÉU

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___3.1 O Grande Encontro___


3.1.1   O homem é a águia no céu; a mulher um céu na terra. À "lua-de-mel" sua primeira experiência conjugal - a noiva deve apresentar-se, não somente virgem, casta e cheia de pureza, mas amável, dócil e alegre, deixando escapar aquela fragrância capaz de embriagar o eleito e deleitar o nubente.


3.1.2   À "lua-de-mel" deve a jovem esposa estar virgem e plena de pudicícia reservada para o grande encontro, fato marcante em toda sua existência. 



____3.2 O Grande Momento____


3.2.1   No comportamento, no timbre da voz e na ternura do olhar da esposa, revelam-se a beleza da castidade, o odor da pureza e os suspiros da virgem. Estas nuances do amor, conjugadas aos toques e aos contatos do esposo, produzem emoções inenarráveis, que excedem a imaginação do homem e superam toda sua expectativa e a antevisão do amor acalentado. 


3.2.2   Destes momentos extravasam-se: a doçura, a brandura e o candor da jovem. Não são excentricidades femininas, mas o testemunho do grande amor prodigalizado pelos Céus, para acolher e embuir no "céu", a águia fascinante, exuberante, majestosa.


3.2.3   Oram. É como se as lágrimas de contentamento transbordassem e derramassem em abundância dos olhos amicissímos dos esposos. Levados ao mais íntimo recôndito, aqueles dois seres emocionados e motivados, encaminham-se ao leito conjugal, a fim de viverem o mistério dos mistérios, no vivo desejo de há muito suspirado.


3.2.4   Este é o quadro emocionante onde os esposos acalentados, aconchegados e divinizados curtem o grande momento de felicidade que Deus lhes reservou  - a união conjugal. 



____3.3 Um Homem e Uma Mulher____


3.3.1   Quando a águia desce do pináculo da serrania ao encontro da presa fácil, pode correr o risco de perder a bravata, a imponência e o rumo direcional de volta ao ninho. Neste estado, se parece gavião, desce à corujão e chega à coruja. Na rapinagem, esses predadores caçam, respectivamente, o bezerro, a galinha, o pintinho e o papa-capin.


3.3.2   Quando o homem é desassisado, descaminhado e despudorado, não tarda perder o senso, a razão, o temor de Deus e o "céu". Nesse estado, assume o papel dos predadores e se torna estuprador.


3.3.3   Quando a jovem é impudica, "avançada" e "legal", não tarda a cair numa trama funérea, num engodo sinistro, num laço diabólico, vítima do mal procedimento, da educação falha, da falta de piedade, do relacho da oração pessoal e de comunhão eucarística em que se recebe o Espírito Santo.


3.3.4   Também as jovens castas, toda nobreza de caráter, no estado de virgindade absoluta, grandeza de espírito e pureza de alma, estão sujeitas ao assédio dos sedutores. Esse tipo de indivíduo é capaz de amarfanhar a honra de qualquer jovem, desde que revelem uma beleza inusitada, sem marcas e sem artefícios, achando-se a merçê do famigerado sedutor.


3.3.5   Maria Goretti, uma italiana de 12 anos, acha-se sozinha na casa de seus pais cuidando da casa e preparando a refeição dos familiares. Nas folgas, puxava do Tercinho e rezava um mistério e, como tantas outras jovens, modulava um cântico conhecido: "Mama Mia'.


3.3.6   Súbito, surge o capataz que prestava serviço aos pais da jovem e tenta seduzi-la. Ela rebateu as insinuações e o repeliu. De galanteios em galanteios o homem chegou à tentativa de posse, saindo das palavras aos ato e ação pecaminosos. A "Bambina" não cedeu e lutou até à morte na defesa do seu tesouro - a virgindade.


3.3.7   O sedutor desalmado, impiedoso e cruel foi preso em flagrante, julgado e condenado à pena de 30 anos de reclusão celular, donde saiu completamente arrependido. Deu-se à mortificação, até à morte de penitente.


3.3.8   Ao exalar o último suspiro Maria Goretti perdoou o seu algoz. A Igreja procedeu, no mais breve processo de Santificaço, a canonização desta virgem mártir do dever e mandou que sua relíquia a ser entronizada nos altares, passasse a ser exultado pelos fiéis. 

 

2.3.9   Certamente que serão feitas muitas indagações como esta: "Quanto vale a oração de uma virgem que tem seu corpo como templo do Espírito Santo?" (1Cor 6,19) (De um autor anônimo). Dentre outras, apresentarei duas respostas para esta pergunta discreta, dois momentos para a reflexão: 


1º) Seja virgem a filha, esposa ou não, não poderá ser conhecida atravésde uma comparação não será calculada ao peso de ouro; não poderá ser conhecida através de una comparação atômica o cosmológica; não será averiguada por nenhuma medida microcósmica ou macrocósmica; não será avaliada comparativamente a consumo da energia solar e jamais será calculada pelo nº de fiéis, devotos da Santa; mas a dimensão do mérito questiondo, é por meio de reflexão que nos dê conhecimento da grandioside do espírito que, para salvar a honra, não hesita ao holocausto da carne, pois, "só o espírito é vida; a carne é morte". 

2º) Vale a honra dos altres pelo murecimento da glória. 

____3.4 Jovens Incautas____


3.4.1   Há jovens que se perderam espontaneamente para jogarem por terra a "bobice", eliminando a "policula boba", que se impedem de "gozar a vida". A partir daí desandam a transar com o "namorado", como já o fazem as "amigas". Elas não permitem participação do noivo nessa "transa"; ele é pra depois. No entanto, essas "filhas de eva" se transformam de "indissolúveis" em dissolutas libertinas sensuais.

 

3.4.2   O fim destas jovens incaltas é a perversão da propria vida com a perda da dignidade de virgens o que as tornam dessemelhantes. É que o estipêndio desse pecado é a queda da moral, a perda da alegria e o infortúnio expendente, à mostra, vulnerável. 


3.4.3   Muitos fatos já ocorreram e muitas desditas acabaram com a vida destas jovens incautas - noivas desavisados diante do altar, ao lado do noivo, perante as testemunhas os familiares e os convidados. É nesse instante que elas passam a refletir que se aproxima o instante de se entregarem ao noivo ainda desavisado. É um momento, deveras doloroso. Ao anteverem reações daquele que haveria de ser a razão de sua felicidade, tão sonhada e já aguardada pelos pais, essas mulheres vestidas de noiva chegam à quase perda dos sentidos, com o abalo da razão conturbada, os sonhos a serem desfeitos e o espectro do pesadelo a sacudí-las, a incendiá-las de medo, a minar-lhes o espírito.


3.4.4   No íntimo dessas incautas, há desatenção, tristeza, pesar. O bom humor arredado, põe-nas desfiguradas, desmotivadas e apagadas. O seu aspecto é melancólico, taciturno, voluntarioso. De belas e motivadas acham-se desfiguradas, introvertidas, execradas. Algo, extraordinário, mina a razão de ser, de existir, daquelas jovens. Algo impede-nas o esboço de um sorriso.


3.4.5   Acodem-lhes à lembrança os colóquios brincalhões com o "rapaz" espertinho, perfumado, que se diz "prático", que tira "aquilo" bem devagarinho, sem dor nem arranhão, sorrindo. Mas... Alguém tem uma "pulga na orelha". O que há é o vazio da 

alma, una ansiedade, a vontade de chorar...


3.4.6   Há um pugilado de olhares confusos, lôbregos, que se cruzam. O famoso "jeitinho brasileiro" entra em cena. O fundo musical se recupera. O nhenhenhem é contido. O sorriso franco se esboça. Os noivos estremecem. É un cochicho: "Sinto qualquer coisa!.." A celebração chega ao fim. Dão-se assinaturas. Cumprimentos. Vambora!"

...e as incautas vão cumprir o seu fadário!




IV - O NAVIO DO MAR

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____5.1 Regra de Conduta____


5.1.1   Toda noiva deveria passar pela "lua-de-mel". São muitíssimas as que não experimentam essa ventura!


5.1.2   Toda esposa deveria receber, por toda vida, o intenso amor vivido durante a "lua-de-mel"; mas nem sempre foi observada a ordem do Divino Mestre: "Amai-vos uns aos outros como vos amei". 


5.1.3   As desavenças e escaramuças do casal apagam muito cedo a lembrança daqueles dias venturosos. Deve haver uma regra de conduta a ser seguida pelos esposos, mas é claro. 



____5.2 O Simbolismo da Água____


5.2.1   A regra de conduta é aquela intitulada "VIDA MATRIMONIAL" contida em Provérbios (Pr 5,15-19), que veremos a seguir:


5.2.2    bebe a água de tua cisterna, 

e das vertentes de teu poço! (15) 

5.2.3    Deveria tuas fontes derramar-se pelas ruas? 

Teus canais de água pelas praças públicas? (16) 

5.2.4 Sujam somente para ti, 

e não as repartas com estranhos. (17) 

5.2.5 Seja bendita tua fonte, 

alegra-te com a esposa de tua juventude. (18) 

5.2.6 

5.2.7 Corça querida, azela graciosa! 

Que suas carícias sempre te embriaguem, 

e seja sempre seu amor a tua delícia! (19) 

5.3   O texto revela uma recomendação de intenso amor do esposo à sua esposa, que é chamada de "corça" querida, "gazela" graciosa. 



____5.3 O Entendimento - I____


5.3.1   Corça é a fêmea do veado. Muito bonita. Tem am andar 

cauteloso. Quando corre, eleva-se a boa altura e se distende para a frente. É como se estivesse voando. Impossível aos cães de caça alcançá-la. A corça é un animal do grupo dos antílopes.


5.3.2   Isso leva a entender que a esposa necessita não só da beleza exterior, como da interior ou seja: a simplicidade de expressão, a harmonia nos trajes e o comportamento apropriado para um andar majestoso, digno de Rainha do Lar. Não obstante, a esposa deve fugir das invectivas do tentador, aqui representado pelo cão de caça. 



____5.4 Entendimento - II____


5.4.1   A gazela é um lindo animal de formas elegantes e delicadas, também pertencente ao grupo dos antílopes, famosos por sua corrida desabalada sem atinar com os perigos que os cercam, nem com os altiplanos a vencer. O enfoque de 5.2.6 exprime moça bonita e elegante.


5.4.2   A corrida, pressupõe o cumprimento dos deveres conjugais. Como a gazela, a esposa deve ter formas atraentes e primar pela delicadeza no tratamento com o esposo, com os vizinhos e com os auxiliares domésticos.


5.4.3   Certamente que o esposo há-de se alegrar com a "esposa da juventude", isto é, a jovem que desposou, esteja ainda no 1º ou 2º ciclo ou já avançada em anos. Conforme se vê no livro dos Reis (1Rs 1,1-4), a esposa joven aquece e remoça o esposo de idade avançada.


5.4.4   É fruto de sua carícia, de seu calor, de seu comportamento agradável, corrente e justo.


5.4.5 Como dever de esposo, exige-se do homen que corresponda com amor, as carícias que são prodigalizadas pela esposa. Este é o sentido do versículo 19 do Capítulo 5 de Provérbios. 


____5.5 Entendimento - III____


5.5.1   Dove-se entender por "água da cisterna" e "vertentes do 

poço", a parte pudente da esposa, e o jorro vital do еsроsо, 

respectivamente.


5.5.2   A água é sempre vista como um dom salvífico de Deus, indispensável à vida dos homens, dos animais e das plantas. Mas já serviu como instrumento de destruição no caso do Dilúvio, conforme se vê dos capítulos 6 a 8 e 14 a 15, respectivamente, do Gênesis e de Exodo. A água é usada na limpeza física e na purificação cultural e ritual.


5.5.3   João Batista, o Precursor, se serviu da água para o batismo de penitência (Mt 3,1-6;11-12). No batismo cristão, a água é fonte de regeneração e renovação do Espírito Santo ( Tt 3,5). Como Jesus Cristo tivesse prometido fazer jorrar água viva. de seu Espírito para os que nele cressen, os fiéis se submetiam ao batismo para serem purificados de suas ofensas ao Senhor Deus; habituando-se, assim, a receber o Espírito Santo ( At 2,38; 1Cor 10,1s).


____5.6 Entendimento - IV____


5.6.1 Quando os soldados romanos, com una lança, abriram o lado esquerdo de Jesus pendente na cruz, ele estava morto. Ainda assim nosso Salvador verteu sangue e água. Esta água tem um significado especial: lavar os nossos pecados e purificar os fiéis. 


5.6.2   No Último dia da Páscoa, de público, disse Jesus à multidão: 

"Se alguém tiver sede venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de áqua viva". (Jo 7,37-38). 


Nesta passagem do Evangelho, segundo João, Jesus se refere ao ESPÍRITO que haveria de mandar, como o fez em Pentecostes. 


5.6.3   Vejamos mais alguns significados da água: 

"As palavras de um homem são águas profundas; a fonte da Sabedoria é um regato corrente." (Pr 18,4). 

Aqui, "águas profundas" são águas purificadas, límpidas, ou sejam: as palavras dos esposos devem refletir vidas sem manchas, transparentes. As palavras do esposo, ainda mais, devem ser firmes, fiéis e verdadeiras como a Sabedoria (o Espírito Santo). O esposo é un regato (corrente, caminho e fortaleza) para a serventia da esposa.

5.6.4   Outro exemplo: 

"Um projeto do coração do homem é água profunda, mas o homem sensato tira-o do fundo". (Pr 20,5)

O "projeto do coração" indica a esposa, que deve ser toda pureza; o "homem sensato" é o esposo, que deve ser cheio. de verdade, no Espírito Santo (a água profunda).

____5.7 Entendimento - V____


5.7.1   Asseguro que a esposa é a "água da cisterna" que o esposo deve beber quando tiver sede, isto é, servir-se das homenagens dela, quando necessitar. A esposa deve, igualmente, beber "as vertentes do seu poço", isto é, aceitar, sem reÏutância, colóquio com o esposo, para encher-se de vigor, paz e alegrias perduráveis, de conformidade com o plano divino. É por isso que a esposa deve ser "bendita", não por ser a "fonte da vida", mas por ter a "vida na fonte".


5.7.2   Para entender bem: "tuas fontes não devem derramar-se pelas ruas".


5.7.3   Neste ponto do assunto, "derramar-se" é a infidelidade conjugal do esposo. Ele deve lembrar que não lhe é permitido desperdiçar suas forças inutilmente no contato carnal fora do matrimônio; se não deve permitir o ciúme da esposa, também não deve ciumar-se dela, pois isto põe-na a perder-se.


5.7.4   Deus quer que a esposa "seja sempre tuas carícias e que 

tu sejas sempre o seu amor". 



____5.8 Conclusão____


5.8.1   O navio (o homem) singrará as águas (a mulher) do mar bravio (brigas do casal) com denodo e sem tropeço, à força da oração, para que o nauta não arrefeça e leve a nau ao abismo (separação) mesmo consensual.


5.8.2   À separação ocorrerá uma mancha que será limpa com a dissolução do casamento religioso e que logo depois seja separado com novos esponsais, tudo num clima de piedade, oração e mútua compreensão.


5.8.3   O NAVIO - é o homem; O MAR - a mulher; e a energia - que impele a nau a velejar - é o vigor do esposo e a fertilidade da esposa.


A geração provinda é sinal das alegrias dos esposos, taz

a paz reinante, são as bênçãos dos Céus.




VI - TRICOIOMIA DA CASTIDADE

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Esta iricotomia compreende Virgindade, CASTIDADE e Pureza.


6.1.1   Ambição cas virgens de Israel  

Conta a Sagrada Escritura que o Espírito do Senhor veio sobre Jefté, o galaadita:

"Que atravessou Galaad e Manassés, passou por Masfa e Galaad e de lá dirigiu-se contra os amonitas." (Jz 11,29)

Jefté havia feito um voto ao Senhor prometendo entregar ao holocausto a primeira pessoa que viesse ao seu encontro, quando chegasse em casa exultante com a vitória que pedia a Deus sobre os amonitas. Era um sacrificio humano, semelhante aо do Rei Amoa, que isolou seu filho primogenito após sofrer a derrota na guerra travada contra os israelitas, sacrifício não aprovado com este voto imoral, desumano, combatido pelos profetas e proibido pela Lei. (Ez 10,20; 20,25s; Jr 7,30s; 19,5; 

Lv 18,21; Ex 13,12).


Como ao Senhor nada é oculto, e sabendo as intenções de Jefté, entregou-lhe os amonitas, que foram batidos em 20 cidades, começando por Aroer, passando por Menit, indo até Abel-Carmim. Depois desta derrota estrondosa, os amonitas ficaram submetidos aos israelitas.

Ao assomar à porta da casa, a filha única de Jefté veio correndo recebê-lo, dançando, tocando címbalo e acionando um instrumento que hoje é chamado pandeiro. Ao vê-la, Jefté 

rasgou as vestes lamentando: 

"Ai! Minha filha! Tu me prostas de dor, porque fiz um voto, un voto do que não posso retroceder!"

Por sua vez, a jovem fez a seguinte súplica: 

"Pai, deixa-me livre dois meses para vagar pelos montes com minhas companheiras e chorar minha virgindade."

Jefté atendeu o pedido da Virgem que vagueou dois meses pelos montes com suas companheiras, dançando, tocando chorando a virgindade. Por outro lado, seu pai, de boa fé, cumpriu a promessa, cujo voto não era nem lícito nem válido. 

O autor sagrado que escreveu JUIZES, não aprovou nem desaprovou o voto de Jefté. A moça foi apresentada à autorida de religiosa para ficar internada para sempre. "Pai e filha com este exemplo, deram uma prova de admirável espirito religioso."

A filha de Jefté não perdeu a virgindade, mas ficou privada de ter filhos. Melhor nem igual sorte coube ao Pai da Virgem, ficando privado da própria descendência.



BOM SABER - I

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A moça ficou privada de cumprir o preceito divino de ter filhos, como esposa. Naqueles tempos o fato de não ter filhos era considerado como una desgraça e uma ignominia. Não obstante, este internamento da filha de Jefté, deu lugar à ereção do primeiro Convento, assim, uma comenda entre as mulheres virgens, castas e cheias de pureza. Mais tarde a virgindade passou a ser uma coisa virtuosa, conforme consta das Sagradas Letras: 

"Feliz porém é a estéril, que não maculou, 

"Que não conheceu um tálamo pecaminoso: 

"Ela terá o seu fruto na visita das almas," (Sb 3,13)

"É melhor não ter filhos, mas virtude, 

"Pois a lembrança desta é imortal, 

"Sendo reconhecida por Deus e pelos homens." (Sb 4,1) 

"É preferível morrer sem filhos, 

a tê-los impios." (Eclo 16,3)

Feliz a jovem que recusa uma união ilícita. Em lugar do fruto do seio: ela terá outro fruto - o prêmio eterno, quando Deus examinar as obras de cada alma. 

As companheiras da filha de Jefté continuaram a devoção da visita, todo ano, em 4 dias, àqueles lugares onde a Jovem galaadita pervagou. (Jz 11,30-40). 


Aos conceitos acima enunciados, podemos acrescentar:

- Feliz ambição, esta, das virgens israelitas, que nos deram as "IRMAS RELIGIOSAS" que Jesus Cristo, com o seu exemplo nobilitou e com sua doutrina, firmou - o celibato religioso, livre, vocacionado e abraçado pelo "reino dos Céus." (Mt 19,12).

COMENTARIO - I

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Em face a afirmação exegética que considera como "admirável espírito religioso", o procedimento de Jefté e sua filha, de să consciência, não se poderá recusar crédito às asserções aqui feitas sobre este episódio, nem negar acolhida à não execução da jovem galaadita.

Pensamento ao contrário, ou contrário, pode conduzir à omissão o ato da misericórdia divina. Não consta em nenhum ponto desta história a execução da galaadita, assim também inexiste os detalhes do desfecho, o que nos leva a refletir. É prática usual entre os historiadores bíblicos, o relato pormenorizado de qualquer fato desse natureza.

É provável que as intenções de Jefté conduzissem à realização do holocausto. Improvável é a execução da moça de Galaad, pois isto privaria o pai da jovem à continuidade de descender, fato que o levaria ao opróbio, na conceituação dos tradicionalistas. 


Ademais, o Senhor antevia as intenções de Jefté tendentes a poupar a vida da única filha, caso ela fosse vista, primeiro, pelo pai. Daí se chega à conclusão: já que o Senhor, nosso Deus, vê o coração do homem na quarta geração, via também o que ia no coração de Jefté, que era propenso ao confinamento da filha, caso fosse vista primeiro entre os que o aguardariam.

Senhor Deus, é claro, aprovou a idéia de Jefté para iniciar a de exaltação do valor da virgindade que seria corroborada por Maria - Mãe do filho de Deus.

Jefté não era Amon, que foi punido por ser injusto, cruel e sanguinário. Mas Deus que é justíssimo e misericordioso, poupou Jefté e sua filha para que, a história do Convento começado pela filha do guerreiro Jefté, tenha continuidade e permaneça para sempre.


6.1.2   Estado Mais Perfeito 

O Apóstolo São Paulo não era casado, não era noivo, não tinha cozinheira: ninguém do sexo feminino para serví-lo. Está claro que não tinha um lar. Coloca para nossa reflexão, a vida de pregador do Evangelho que levava, sozinho. Contudo, punha em relevo sua vida de solteiro, dizendo que gostaria muito que todos os homens fossem como ele, isto é, sem ambição matrimonial.

Dizia que cada pessoa tem um dom, que chamava de "graça" provinda dos Céus. Aconselha os não casados e as viúvas a permanecerem como ele, sem preocupação, dispondo-se de tempo para utilizá-lo com a Palavra do Senhor. Acerca das Virgens dizia-se omisso por não ter outros preceitos a lhes dar. Não obstante informa que não lhe faltam conselhos sobre os assuntos pertinentes, pois que foi agraciado pela fé. 


Diz a cada noivo que respeite sua noiva. Isto a fará feliz e explica o motivo. O homem e a mulher, casados, estão permanentementes divididos, ocupados com as coisas do mundo e do outro cônjuge. Mas a mulher não casada e a virgem só se preocupam com as coisas de Deus.

O estado de liberdade e vontade livre é superior ao de dependência e ocupação conjugal. Daí, acha São Paulo, quanto ao Espírito, que o primeiro estado é mais perfeito que o segundo. Esta é uma colocação da Castidade, que abrange a Virgindade e a Pureza. (1Cor 7,7-8.25.34.37).

É BOM SABER - II

Quando São Paulo asseverava que queria que todos fossem como ele é, devemos entender que estava assegurando que o celibato deve ser preferido ao Matrimônio. E repete não ser casado, mas solteiro; vem daí o seu viver em permanente estado de Castidade. 


O "Apóstolo dos Gentios", não obstante os encargos já exercidos, era um homem em pleno estado de Virgindade. Esta, com a Castidade e a Pureza, constituem dons de Deus, assim como é, em grau inferior, o Sacramento do Matrimônio. 


A Castidade é definida como uma virtude pela qual é moderada e restrita, nos limites do dever, a inclinação para os prazeres sensuais. Há quem defina como a abstinência completa do uso do sexo. José, o carpinteiro de Nazaré, além de justo era abstinente e castissimo. Jamais possuiu Maria, sua "esposa, pois, ela era não só virgem mas igualmente imaculada desde o seio materno, e preparada por Deus antes da criação do mundo.

Pureza é a virtude que abstém da corrupção: da moral, das intenções e dos sentimentos, prevalecendo a inocência e os bons costumes, com o extermínio da depravação, mercê que a alma é só cândidez, como a dos lírios, se a pudesse ser vista como a sombra. 

 

Virgindade é o estado da pessoa virgem, ou seja, do ponto de vista físico-genético, fisiológico ou usual do corpo, о que predispõe ao equilíbrio moral, espiritual e fisico, pelo qual se acentua um coração também puro.


A Virgindade é: abstrata quando é vedado o canal que dá passagem ao mênstruo; é parcial quando o hímen foi desfeito se a penetração via útero; e absoluta, quando o órgão genital está incólume.

Há um estado da virgindez que leva os homens a ser chamados de impotentes, compreendendo três grupos: 

1º) - Impotentes por natureza; 

2º) - Impotentes por violência e 

3º) - Impotentes por livre resolução.

O terceiro grupo é constituido dos celibatérios que livremente aceitam e abraçam o CELIBATO, exclusivamente para se dedicarem ao serviço do reino dos céus, com a consagração do seu tempo, da sua força e do seu amor, a Deus (Mt 19,11-12). 


Certa feita, São Paulo exprimiu-se desejando que essas pessoas afoitas para o casamento, fossem como ele virgem. E como exemplo de castidade perfeita, ainda estava solteiro. O Santo afirmava que a virgindade era um dom de Deus, como o matrimônio, em grau inferior. Isso era dito, de tal modo que se entendesse ser o matrimônio não só importante como indissolúvel.

Entretanto, São Paulo, como o Divino Mestre, não deram nenhum preceito sobre a Virgindade. Mas o Santo deixou claro que esta é mais excelente que o Matrimônio. Adiante, quando 

assunto do Matrimônio for enfocado, a gente irá entendê-lo melhor. 


No tocante ao casamento da filha, de acordo com o pensamento dos antigos, entende São Paulo que o pai da jovem tem o direito de opção em casar ou conservá-la virgem. E conclui dizendo que, quem casa a filha faz bem, e quem não casa a filha, pensa melhor. Esse pensamento era emitido levando em conta o desejo da jovem. Esse desejo é respeitado em todos os paises civilizados. Claro que esse respeito leva a um estágio mais perfeito do espírito, nos seus vôos para Deus.

COMENTÁRIO - II

==============


Nesta centralização da Virgindade muita coisa foi dita e muito ficou por dizê-lo. A fim de que fique claro o entendimento do significado do tema Matrimônio/Castidade, trago-os à baila para que um e outro, separadamente, sejam suficientemente aclarados. 


Muito antes da criação do mundo, deste nosso mundo repleto de maravilhas admiráveis, inomináveis e incontáveis, sobremodo inconcebíveis "à nossa vã filosofia", o Senhor Deus já tinha em mente a família humana. Dentre as maravilhas que criou, tudo para o homem - imagem e semelhança de Deus - basta citar os gases voláteis que sustentam de algum modo a nossa existência, tais como o gás carbônico, o hidrogênio, o oxigênio, o xenônio e o ozônio, de cheiro penetrante, incolor, fosforado, que tem a forma alotrópica do oxigênio a que muito se assemelha; e muitos outros estudados pela Química. Todas estas maravilhas Deus as criou para nós - o homem, imagem e semelhança do próprio Deus.

Que fique claro: antes da criação de tudo que existe, já o Senhor Deus havia pensado em nossa família e na Virgem que haveria de dar à luz um filho de Deus, que viria revelar a Santíssima Trindade e as obras do Pai, enquanto esse Filho prepararia nossa morada sob o Trono do Altíssimo.

Antes, pois, de toda a criação, salvo a angélica, o Senhor Deus havia reservado uma esposa para cada homem!

Não admireis tanto assim! Antes, façamos uma reflexão. Habituados que estávamos a ler na Bíblia Sagrada que "Deus lê o coração do homem na quarta geração" porvindoura; quando agora tomamos conhecimento da reserva, antes de toda a criação, da esposa de cada homem, fato que só foi possível, graças a Deus, ao conhecimento e aplicação da "Lei do Paralelismo Píblico" e seus hemistiquios, aos trechos de acentuada dificuldade de entendimento, só temos que agradecer a Deus nos ter facilitado a compreensão de passagens antes obscuras, mercê de sua comparação remissiva, que nos levou ao âmago dos assuntos.

Com a leitura divino-cardiológica do homem até a quarta geração, ao descobrir na Sagrada Escritura esta passagem não poderíamos conter uma exclamação de espanto, admiração e louvor, simultaneamente, tais como: 


- "Como é grande, admirável, onisciente, onipresente, sapientissimo e Todo Poderoso o nosso Deus!"

Hoje, porém, ao sabermos que, há milhões de anos, o Senhor já havia reservado uma esposa para cada homem, as palavras de glória ao Senhor Deus não soam tão bem, elas já não exprimem a realidade, é como se não bastassem, falta-lhes algo mais, 

e quedámo-nos extáticos, buscando a palavra certa e não a 

contramos. 


Ocorreu-me seguir a trilha dos exegetas. Segui encontrei a resposta, única, pois foi elaborada pelo próprio Deus. Eu poderia dizer alguma coisa, mas não esse "algo mais". Nós "poderíamos", oh! Leitores! "Dizer muitas coisas e vasculharíamos os salmos, acharíamos todos os louvores e jamais chegaríamos ao fim". Onde encontraríamos forças para glorificar o Senhor Deus? Quem o viu, antes da vinda de Jesus Cristo, para descrevê-lo? Quem o louvará assim como Ele é? Na verdade, há muitos mistérios, maiores ainda porque vemos poucas dentre as suas obras.

Eis as especificações da resposta: 

1ª. O senhor criou todas as coisas; aos piedosos concedeu a sabedoria; e aos humildes o dom do entendimento. 

2ª. Admirável é o poder de Deus. 

3ª. O Senhor é terrível e soberanamente grande. 

4ª. Só Deus é o Grande acima de todas as obras. 

5ª. Ninguém jamais viu o Pai, só o Filho, que saiu 

do Pai. 

6ª. A força para glorificar o Senhor vem do próprio 

Deus. 

7ª. Com três palavras, êis o resumo, de exaltação e louvor ao Senhor Deus: - "ELE É TUDO!" 


Esse "TUDO" quer dizer, na expressão do hagiógrafo do Eclesiástico - Jesus filho de Sirac, filho de Eleazar, de Jerusalém, que derramou como chuva a sabedoria do seu coração, entendam-no assim:

"Deus é a origem, a fonte, a causa e o ordenador de todas as coisas". (Eclo 43,27-33).

Voltemos ao temário "Matrimônio/Castidade." 

A "reserva da esposa" é condicionada: 

1) à vocação para o matrimônio; 

2) à aceitação plena dos nubentes, entre si; 

3) à convivência em castidade.

A "moça" reservada por Deus ao antever o homem dos sonhos embalados, reconhece, instantaneamente, o esposo que pedia a Deus. Acontece o encontro.

Sem mais demora a jovem divaga em sua direção. Alcança-o. Estende para ele os lindos braços, atraindo-o para si. Segue-se a troca de olhares e de cumprimentos numa saudação suave, meiga, terna. Dá-se o aconchego. Tem lugar o amplexo prenunciador da felicidade de há muito almejada. Ocorre o noivado. Dá-se o relacionamento familiar. Há eflúvios de alegrias. O casamento - a noiva de véú e grinalda! 


Após as bodas, a "lua de mel", a posse do lar sob o comando do Amor. A união inabalável. A paz inconcussa, duradoura, festiva, até que o Senhor chame um ou ambos os conjuges.

A "reserva da esposa" ocorre com a jovem à "Flor da Idade"; mas a ação privativa dimana do Pai àquele de coração puro. Só Deus conhece e lê os corações! Como poderá o homem fazer uma boa escolha, se ele não sabe ler o coração das mulheres, que para tanto não foi preparado? 


"Bem-aventurados os de coração puro, pois eles 

verão a Deus" na sua Glória (Mt 5,8).


É preciso compreender bem: cada pretendente deve desposar o ente da escolha, dentro de cada ciclo. Contudo, haverá mais felicidade da jovem do 2º com o "avançado" do 4º ciclo bíblico de vida. Aqui, "avançado" significa: o homem sem mancha, sem mácula ancestral, sem demérito espiritual. A jovem deve estar precavida para rechaçar uma oferta fora do padrão divino.

É sensato que este conhecimento também leva a um 

perfeito estado do espírito.


6.1.3   Estado Superior ao Matrimônio 


Os coríntios queriam saber tudo mesmo, tintim por tintim, sobre o celibato e o matrimônio. Sobre o assunto expediram muitas cartas ao Apóstolo, com indagações de toda ordem. São Paulo não se fez rogado: numa carta circular respondeu a grande parte dos missivistas, tirando-lhes as dúvidas, pondo-os no caminho dos Cristãos. E houve paz em Corinto. 


Dentre outros assuntos, o Santo falou da virgindade e das virgens, instruindo as jovens. Desejou que estas continuassem virgens para evitar as angústias do presente. Nesse ponto ele conclamou à união em vez da separação, como alguns desejavam. Concluiu nesse trecho da carta que queria ver os signatários livres de cuidados, dizendo que os casados cuidam das coisas do mundo, da família e da esposa, ocupações que absorviam o seu tempo, ficando divididos. 


Foi contra essa divisão que o Apóstolo das gentes se mostrou profundamente interessado. Nas pregações evangélicas que fazia, e por cartas, mostrou que as virtudes são dons de Deus, superiores ao matrimônio. Todavia, explicou que o Matrimônio era uma instituição divina que atendia ao "crescei e multiplicai-vos" e por isso mesmo necessária. (1Cor 7,1s.25-27a.27b-28.32-34). 


É BOM SABER - III 

1) Como evitar a impureza - A impureza é um estado de decomposição moral do indivíduo. Do ponto de vista espiritual é um pecado que faz a criatura perder a graça de Deus; e no âmbito religioso, é uma transgressão dos princípios e regras da Igreja, por vício, falta, culpa ou perversidade, o que inabilita a pessoa a usufruir os benefícios da graça santificante. Do ponto de vista "Limpar," evita-se a impureza com o afastamento do sexo oposto ou seja, ao homem basta não tocar mulher; à mulher, é não procurar homem. Por isso, cada homem deve ter sua esposa; e cada mulher deve ter o seu marido, tudo no Senhor, realizado matrimonio nos ritos da Santa Madre Igreja. Uma vez casados os cônjuges se obrigam ao cumprimento dos deveres conjugal, social e moral. 


Há um entendimento generalizado, que conduz ao ensino de São Paulo, pelo qual se compreende haver uma alusão à sua doutrina sobre o matrimônio e o celibato situando os fatos, contidos nos versículos 36 e 37, haver de realizar-se nas proximidades da 2ª vinda do Senhor, assim expressos:

"Se o noivo transbordando de paixão, acha que não vai poder respeitar sua noiva e que as coisas devem seguir o seu curso, faça o que quiser; não peca; que se casem. E quem, ao contrário, por uma firme convicção, sem constrangimento, mas por livre vontade, resolve respeitar sua noiva, fará bem. No mais, ande cada um segundo o Senhor lhe deu e segundo o chamou. E isto eu o mando em todas as igrejas.  (1Cor 7,36-37.17).

"Isto" só é possível na iminência de uma catástrofe escatológica, que leva à perda da razão. Fora disso não é permitido possuir a noiva antes do casamento, o que é impureza, pois os sinais da aliança deixam de existir na noite do primeiro encontro após o sacramento do matrimônio haver sido realizado. 


2) Palavras acerca das pessoas virgens - É ainda São Paulo que disse não ter "preceito do Senhor sobre as virgens". Mas que estava habilitado a fazê-lo, visto ter obtido, do Senhor a misericórdia de ser degno de fé. Nas suas epístolas de instrução aos que aspiravam o episcopado e o diaconato, estipulava que o candidato, dentre outras exigências, fosse "irrepreensível, marido de uma só mulher". Devem os leitores entender, quer o homen, quer a mulher, que após o casamento, são virgens, salvo o caso de impureza. O impedimento estende-se também aos candidatos a Ministros da Eucaristia, os quais não devem exercer o Ministério, se são amaziados, desquitados, divorciados ou com encargo de duas ou mais mulheres. Tudo isto é impureza. Já vimos no item 1), que a impureza é um estado de decomposição moral do indivíduo e de perversão da pessoa. O fato de incorrerem nesse pecado, inibe-os do benefício da Graça Santificante. Assim, as palavras acerca das pessoas virgens, devem ser acolhidas e observadas, para que, nos ritos da Igreja, continuem no estado da Graça. (1Cor 7,25-27; 1Tm 3,2.12;3,3.8).

3) A mulher e a separação - Um dia São Paulo objetou ao grupo que estava a ouvi-lo: "Quem estiver livre de mulher não procure mulher. Se alguém casar não peca, e se a moça se casa, não peca. Mas terão que ser submetidos aos sofrimentos da vida matrimonial, que eu os queria poupados." Entretanto, esse sofrimento não tem comparação com os daqueles dias da calamidade. que se abaterá sobre cada país e cada povo no fim dos séculos. Naqueles dias, ai das mulheres grávidas ou amamentando! É a debandada das massas fugindo do estrondo das águas revoltas, do estrondear das marés ou o estalo dos raios que espoucam indiferentemente sobre todos em toda Terra. Claramente entende-se que todo esse anúncio do fim dos tempos provoca a separação inenarrável das pessoas opressas pelas hecatombes anunciadoras do princípio das dores. Ai, ocorre a separação dos esposos, dos familiares, das gentes, dos povos. Mas esse sofrimento não chega a ser, sequer, sentido, tamanha é a fúria dos elementos, vez que a morte vai ceifando sem cessar, enfurecida, desumana. Todavia a separada do marido tem impuxos e espasmos maiores que os que sente no trabalho dos partos, na ausência dos filhos, do esposo, dos entes queridos que a cercavam, porque essas dores chegam premeditadas, lancinantes, terríveis, atuando no coração que sente a frieza do cônjuge querelante, turbulento, desalmado, cruel. Há outros males, outros sofrimentos na separação dos esposos, difíceis de serem narrados. A mulher é o alvo da sanha marital tramada ou não. (1Cor 7,27b-28; Lc 21,23.28).

4) O Celibato e o Casamento - O grande Apóstolo São Paulo certa vez disse aos celibatários, que queria vê-los livres de cuidados, que eram de toda ordem, com as coisas do Senhorio e de como agradá-los. O casado cuida das coisas do mundo e de como agradar a mulher, estando, assim, dividido. E perguntou: "Donde sabes tu mulher, se salvarás o marido?" E também perguntou ao marido: "Donde saberás se salvarás a tua mulher?" E continuou: "No mais, ande cada um segundo o Senhor lhe deu e segundo o chamou; isto eu o mando em todas as igrejas.

"Se alguém é circunscidado, não dissimule; se é incircunciso, não se circuncide; a circuncisão e o prepúcio não são nada, mas a guarda dos preceitos de Deus, sim. Na verdade só aproveita para quem guarda a Lei, mas se fores transgressor da Lei, com toda a circuncisão, serás incircunciso."

O profeta Jeremias levantou a voz: "Circuncidai-vos para o Senhor! Tirai o prepúcio de vosso coração, homem de Judá e habitantes de Jerusalém!" E continuava: "Senão minha cólera irromperá como fogo e não haverá ninguém para apagar, por causa da maldade de vossas obras."

Além de ser um rito, a circuncisão era uma inserção no povo eleito. Também era tida como iniciação. Mas o Profeta via-na como uma operação cardiológica para remover do homem os obstáculos que impediam cumprir a vontade divina. Eram incircuncisas as nações do Egito a Moab, e toda a casa de Israel, devido a dureza dos corações.

O grande ensinamento era que o povo, e cada um individualmente, permanecesse no estado em que foi chamado. Por isso que um casal recém-unido objetou o convite de um homem para um grande banquete, com esta expressão: "Casei-me e por isso não posso ir". Esse banquete simbolizava o convite da Igreja em que muitos excusam alegando motivos fúteis.

O exemplo mais frisante nas ocupações matrimoniais, é que os trabalhos domésticos muitas vezes impedem o contato com Deus, para se darem aos afazeres da casa, e entre estes, assistir os programas no televisor. Naquela passagem evangélica de Jesus com Maria e Marta, vemos esta, fadigada, enquanto aquela fica a ouvir a palavra de Deus. Jesus vendo a dona da casa à excusa, chamou a atenção: 

- "Marta, Marta estás inquieta, fadigada, preocupando-te com muitas coisas enquanto uma só te basta!. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada!"

São Paulo se preocupava com semelhantes situações. Daí o seu insistente convite para o celibato virtuoso, em que não há circuncisão nem excusa mas a entrega do coração a Jesus Cristo, seguindo o exemplo de Maria, cuja parte não lhe será tirada enquanto no casamento há tribulações da carne e do espírito. 


Mas "para que não se abrase, case; antes casar, que abrasar". Qual é a jovem virgen na "flor da idade" capaz de recusar a mão àquele que anteviu em sonhos, achando-se ao seu lado, a sorrir? (1Cor 7,32-34a; 16-20; Rm 2,25; Jr 4,4;9,25b; Lc 14,20; 10,39-42). 

COMENTÁRIO - III 

===============


No decurso de um prazo relativamente curto, eu me propuz produzir, para o segmento 6.1.3, e realizar através dos assuntos, dos É BOM SABER e dos COMENTÁRIOS, algo que leve os meus leitores a refletir e meditar sobre o poder, a grandeza, amor e a glória de Deus. 


A seguir iremos conhecer e assimilar: a Castidade Perfeita, o Celibato Virtuoso, o Ciclo Bíblico da Idade e a Excelência da Virgindade. Assim, concluiremos o aprofundamento de alguns temas transcendentes que motivarão a nossa vida e encherão de alegria o nosso espírito, agora conhecendo um pouquinho mais do ensinamento bíblico.

1) A Castidade Perfeita - Nesta sua primeira carta aos 

coríntios, São Paulo falando da solicitude da Virgem e da mulher não casada com as coisas do Senhor, e da preocupação da mulher casada com as coisas do mundo, escreveu: 


"Falo assim para vossa própria vantagem, não para vos atirar um laço, mas impelir-vos para o que é mais digno e leva a estar assiduamente com o Senhor, sem distrações."

Depois põe em foco a censura que leva o pai da jovem, passando a Flor da Idade sem casar. Diz que não deve haver coação ou constrangimento na escolha do estado conjugal e do virginal. Mas se o pai casar sua filha faz bem; não casando, faz melhor. A viúva é livre para casar com quem quiser; mas se preferir ser religiosa convivendo num convento, pensa melhor. Ainda aludiu outras situações, para facilitar a preferência pela Castidade Perfeita. (1Cor 7,35-39) (Ed. Paulinas) 


Ultima, nesse trecho de sua Epistola, o assunto da preferência, com opção do estado da Castidade ao do Matrimônio. Tudo bem. Se voltarmos à distração de Marta e ao cuidado de Maria; aquela se apegando aos afazeres domésticos; esta se desgarrando do mundo para ficar com Deus, asseguro, a castidade é superior ao casamento na captação de méritos, máxime se a Castidade é perfeita. 


O estado da Castidade Perfeita é preferida ao Matrimônio. (1Cor 7,35-40; Lc 10,38-42).

2) Celibato Virtuoso - A segunda parte da 1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios cuida da resposta a questões diversas. O capítulo 7 de que nos ocupamos envolve o matrimônio, o celibato, e a Virgindade. Aqui vamos tratar do Celibato Virtuoso.

 

Alguns cristãos, ressentindo-se da influência de algumas seitas filosófico-religiosas, que condenavam o Matrimônio, passaram a dizer que já não era mais preciso casar ou viver na continência, estando casados. Foi aí que o Apóstolo propôs, como princípio geral, a aceitação e prática do Celibato Virtuoso, visto ser mais perfeito que o matrimônio. Mas advertiu que o matrimônio era não só lícito mas obrigatório para os cônjuges, apresentando algumas regras de vida conjugal.

Foi assim que muitos fiéis tornaram-se celibatos, principalmente mulheres, que aderiram ao tipo virtuoso. Provavelmente que tiveram que sofrer bastante. É fácil "advinhar" qual foi o sofrimento. Conclusão:

O Celibato Virtuoso constitui um Estado Superior ao Ma 

trimônio.


3) Ciclo Bíblico da Idade – A idéia contida na legenda não está expressa, mas subentendida pelos comentaristas do Antigo e do Novo Testamento. Na denominação de cada ciclo, não se encontra "Idade pueril" mas é igualmente subentendida, face a colocação dos verbetes infância e menina, vem daí - meninice. Os demais ciclos, quando não se encontram no texto bíblico acham-se assinalados pelos exegetas.

Os ciclos bíblicos, em nº de 5, têm igual denominação, 

tanto para o homem como para a mulher. A idade presuntiva e o tempo decorrido são desiguais para o ser humano. Nem todo homem, em iguais proporções físicas e relacionamento intrínseco, tem vida definida. Assim também sucede com a mulher.


E fácil inferir a idade dos seres humanos: observem os 

gestos, atitudes, relações e expressões dos homens, e logo "advinharão" a idade relativa que aparentam ter vivido. Agora notem os gestos, atos, comportamento e expressões das mulheres e chegarão à idade presumida, delas.


A idéia contida na legenda "CICLO BÍBLICO DA IDADE" não está expressa, mas subentendida pelos comentaristas e analistas, do Antigo e do Novo Testamento. Na denominação de cada ciclo não se encontra IDADE/PUERIL, mas é igualmente subentendida, considerando-se a inclusão dos verbetes "infância" e "menina" nos contextos em exame, vindo dai -  "meninice". Os demais ciclos biblicos, quando não evidentes, estão latentes, mas referidos por exegetas.

Os CICLOS BIBLICOS, no total de 5, têm igual denominação para cada grupo. A fixação da idade pelo "tempo decorrido", não é tarefa de fácil execução. Haja visto, a idade e o "tempo" decorridos são desiguais. Nem toda vida do homem está definida! Ele é suscetível de modificações ante sua grande sensibilidade física, pois, recebendo impressões advindas de vários campos é sujeito a ofensas e melindres por via das modificações de atitudes ou mudanças da vida.

Para efeito da taxação dos ciclos da idade, o ser humano é fixado em: 

GRUPO "A" - O HOMEM e 

GRUPO "B" - A MULHER.

A seguir, as tabelas de cada grupo: 


Tabela 1.  GRUPO"A":  O HOMEM


Ciclo  ||  Período  |||  Tempo Decorrido

-------------------------------------------------------

1º. Idade Pueril  ||  vai até os 13 anos  ||| -

2º. Flor da Idade  || 14 aos 20 anos  |||  7 anos

3º. Vigor da Idade  ||  21 aos 39 anos  |||  19 anos

44º. Boa Idade  ||  30 aos 72 anos  |||  33 anos

5º. Idade Crítica  ||  a começar aos 73 anos  |||  Até à velhice


. . . . . . . . . . 


Tabela 2.   GRUPO "B":    A MULHER

-----------------------------------------------------

1º. Idade Pueril  ||  vai até os 13 anos  ||| -

2º. Flor da Idade  || 14 aos 18 anos  |||  5 anos

3º. Vigor da Idade  ||  19 aos 29 anos  |||  11 anos

4º. Boa Idade  ||  30 aos 55 anos  |||  26 anos

5º. Idade Crítica  ||  a começar aos 56 anos  |||  Até à velhice


. . . . . . . . . . 



FIM




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COMO DESINFLAMAR AS AMÍGDALAS NATURALMENTE


Segundo as crenças populares, alguns remédios — como a mistura de mel e limão — podem ajudar a aliviar as amígdalas inflamadas.


Como é sabido, a **amigdalite** é a inflamação das amígdalas causada por uma infecção viral ou bacteriana.


Note que, quando uma pessoa mantém maus hábitos de higiene, o risco de infecção é consideravelmente maior. Daí a importância de manter bons hábitos.


Agora, o principal desconforto causado por esta doença é: dor de garganta, falta de ar e febre alta. Por outro lado, também pode causar os seguintes sintomas:


- Dor de cabeça

- Dor de ouvido

- Perda de voz

- Mal-estar e incômodo geral

- Dor ao engolir

- Pus na garganta

- Glândulas inchadas

- Sensação de boca seca


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## REMÉDIOS CASEIROS PARA DESINFLAMAR AS AMÍGDALAS


Embora tenha sido demonstrado que a amigdalite requer um tratamento farmacológico, prescrito por um médico, para obter uma cura de verdade, há quem acredite que ela possa ser “reforçada” com a ajuda de alguns remédios caseiros, preparados com ingredientes naturais comumente usados.


A maioria dos ingredientes utilizados nessas preparações tem propriedades antioxidantes, antissépticas, antibacterianas, entre outras de grande utilidade no combate aos agentes infecciosos.


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### 1. Tomilho, mel e limão


O mel é um alimento que ajuda a suavizar a garganta, aliviar a sensação de ressecamento e, ao mesmo tempo, combater as bactérias que estão afetando as amígdalas. Por outro lado, o tomilho e o limão têm propriedades que também combatem os agentes invasores. Para tirar proveito da ação desses três ingredientes, em caso de doença, uma infusão pode ser preparada da seguinte maneira:


**Ingredientes:**

- 1 copo de água (250 ml)

- Suco de meio limão

- 2 colheres de sopa de mel (20 g)

- 1 colher de sopa de tomilho seco (10 g)


**Preparo:**

- Coloque a água para ferver.

- Quando atingir o ponto de ebulição, adicione o tomilho, abaixe o fogo e deixe cozinhar por cerca de 5 a 7 minutos.

- Quando estiver pronto, coe a água, adicione o mel e, quando estiver morno, adicione o limão e beba.


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### 2. Mel e limão


Com a ajuda deste remédio, você poderá aliviar parte do desconforto causado pela amigdalite. Você só precisa misturar um pouco de suco de limão com uma colher de mel. Para diluir, pode adicionar um pouco de água à temperatura ambiente. Gargareje com este líquido de 3 a 5 vezes ao dia para obter resultados.


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### 3. Figos e mel para desinflamar as amígdalas


Este remédio é especialmente indicado para aliviar a garganta seca quando há infecção. Possui dois ingredientes de textura muito suave que, juntos, funcionam muito bem. Além disso, o sabor do xarope obtido é agradável ao paladar.


**Ingredientes:**

- 3 a 4 figos

- 2 colheres de sopa de mel (50 g)

- Água (quantidade necessária)


**Preparo:**

- Descasque os figos e corte-os em cubos.

- Coloque os figos descascados em uma tigela de água morna e deixe em repouso por cerca de 15 minutos.

- Adicione o mel e mexa bem. Depois de obter uma mistura homogênea, o xarope estará pronto.

- Guarde em um recipiente de vidro com tampa hermética — dura até uma semana.


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### 4. Água, sal e limão


Este é um dos remédios clássicos. Consiste na combinação de três ingredientes: suco de limão, sal e água morna. Gargarejar com esta mistura ajuda a combater bactérias e a aliviar o desconforto da garganta.


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### 5. Rabanete, abacaxi e alho


Outro remédio caseiro que pode complementar o tratamento: uma batida saudável. A mistura é diferente, mas o sabor costuma agradar.


**Ingredientes:**

- 1 rabanete maduro

- 3 fatias de abacaxi

- 2 dentes de alho

- Água


**Preparo:**

- Descasque e corte o abacaxi, o alho e o rabanete.

- Coloque tudo no liquidificador com um pouco de água e bata bem.

- Beba logo em seguida.


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### 6. Camomila e sálvia


As duas plantas, juntas, formam um poderoso remédio. A camomila ainda tem propriedades anti-inflamatórias muito úteis.


**Ingredientes:**

- 1 colher de chá de flores de camomila (5 g)

- 1 colher de chá de sálvia (5 g)

- Água


**Preparo:**

- Ferva a água. Ao ferver, adicione as ervas.

- Cozinhe em fogo baixo por cerca de 5 minutos.

- Retire do fogo, tampe e deixe descansar por mais 15 minutos.

- Coe e, morno, gargareje a cada 2 horas.


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## A considerar


Esses remédios caseiros ajudam a complementar o tratamento recomendado pelo médico. Lembre-se de manter bons hábitos de higiene e, principalmente, **procure um profissional de saúde se os sintomas persistirem ou piorarem**. Este texto é apenas informativo e **não substitui a consulta médica**.


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Fonte: Melhor Com Saúde — https://melhorcomsaude.com.br/como-desinflamar-as-amidalas-naturalmente/



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