🔉️(1004)_Eu fui Testemunha de Jeová [Religião] (Günter Pape)




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"EU FUI TESTEMUNHA DE JEOVÁ"


"Minhas antigas concepções sobre a Igreja desleal e endemoniada já não existom. Se há dez anos alguém me houvesse dito que um dia eu me tornaria católico, eu o havería tomado por um anormal. A minha resposta, então, seria: "impossível!" 


Hoje conheço a Igreja sob uma luz totalmente diversa e muitas vezes sou obrigado a perguntar a mim mesmo como foi possível acreditar em tantas contradições e tantas mentiras que as Testemunhas de Jeová propagam a respeito da mesma, como se fossem verdades incontestáveis. 


O quanto estes disparates se acham enraizados, como preconceitos, na consciência das Testemunhas de Jeová, demonstram-no as inúmeras cartas que tenho recebido, a este respeito, depois da primeira e segunda edições deste livro. Com tais preconceitos, as Testemunhas fecham por si mesmas o acesso à Igreja Católica. 


Uma antiga Testemunha de Jeová me escreveu: 'Li seu livro Eu fui Testemunha de Jeová, duas vezes em uma única semana e com profunda comoção. Também fui Testemunha de Jeová por oito anos. A narrativa de suas experiências parece brotar de seu próprio coração; eu também gostaria de escrever um livro como este, mas acho que melhor do que seu não poderia conseguir... Só o que não consigo compreender é por que pretenda tornar-se católico. Isto para mim é simplesmente inconcebível". 


Posso compreender esta Testemunha de Jeová, pois tenho ainda bem presente as estruturas mentais da TORRE DE VIGIA. Sei muito bem que a doutrina das Testemunhas de Jeová é mais um método do que propriamente uma teoria. Foi isto o que me levou ao trabalho de esclarecimento a respeito de suas verdadeiras intenções e de seu método, e é também razão disto que publicarei meu próximo livro. Não porque eu me sinta adversário de meus antigos companheiros, e nem mesmo traidor. A SOCIEDADE TORRE DE VIGIA, no entanto, achou que podia me chamar de Judas, por intermédio de uma "irmã fiel”, no Anuário de 1964, p.276. 


Mas não me sinto nem sou traidor. Nada tenho de comum com o modo de agir de um Judas. Meu afastamento da TORRE DE VIGIA, bem como minha obra atual de esclarecimento, se fundamentam na convicção de que a Organização das Testemunhas de Jeová se acha emaranhada em erros dos quais não poderá se libertar. 


As experiências pelas quais passei me põem, continuamente, diante dos olhos as proporções e a periculosidade destes erros. Não devo me calar! Não posso me calar! 


Agora que encontrei o caminho da Igreja, o caminho que me conduziu verdadeiramente a Cristo, devo gritar a meus antigos irmãos que é Cristo quem dirige a Igreja! Que ele nunca a abandonou. Lede as Cartas dos Apóstolos, lede os Atos. Q que vemos ali? Uma Igreja com seus fiéis, então, como hoje, cheios de defeitos o de fraquezas. E, no entanto, era sempre o Cristo que guiava essa Igreja, que agia e habitava nela. Ele está presente nela, age nela e continua a governá-la até o dia de hoje. 


Cristo não pode errar. É sempre o mesmo. Imutávell Como verdadeira e imutável é sua Igreja e nem poderia ser de outro modo. Os seus representantes aqui na terra podem pecar, dentro dela poderão emergir as fraquezas humanas, mas ela será sempre a Igreja, fiel e substancialmente idêntica àquela dos tempos apostólicos. 


O povo de Israel, apesar dos erros e transgressões de seus chefes, e por vezes também do povo inteiro, foi o escolhido de Deus até o momento de sua rejeição. A Igreja, apesar das falhas e misérias humanas, é è será a Igreja de Cristo. Ele não a rejeitará, e ela permanecerá eté que ele volte. Cristo garantiu que estará sempre com ela. Ele não pode mentir. Sua palavra é verdade. 


Somente pouco a pouco compreendi a imagem deformada através da qual eu via a Igreja. As dificuldades maiores de reconhecer a Igreja como ela é, provinham de preconceitos e de opiniões que não tinham base na realidade. Só tardiamente reconheci que a Igreja Católica foi desde o início, a Igreja de Cristo. Nela eu encontrei refúgio e paz, e como eu gostaria que que os meus antigos irmãos, as Testemunhas de Jeová, partilhassem igualmente desta segurança e desta paz! 


Como conclusão, permito-me, agora, resumir os motivos que justificam, em consciência, a minha coversão diante de Deus:  A razão humana, desembaraçada de todo preconceito, não pode ratificar a doutrina das Testemunhas de Jeová. Um estudo crítico da história e do desenvolvimento doutrinal da TORRE DE VIGIA nos revelà um demasiado número de contradições. Os "principes" de Brooklyn não possuem a verdade, e isso os tem obrigado a retratar continuamente tudo aquilo que têm proclamado, ontem ou há dezenas de anos, como verdade biblica e divina. 


A Bíblia não justifica a "verdade” da TORRE DE VIGIA. Salta aos olhos a maneira arbitrária como os irmãos de Brooklyn interpretam a Biblia. Difundam, como quiserem, as Testemunhas de Jeová, as suas insanidades antibíblicas, em bilhões de livros e de brochuras, o joio de seus erros não se transformará jamais em fruto autêntico e precioso, só pelo fato de alcançar o triunfo das massas. 


A vida contradiz a tolas concepções das Testemunhas de Jeová. Se a humanidade pusesse em prática o programa de Brooklyn, a família se dissolveria, o Estado se esfacelaria, a vida social e política se extinguiria. Tudo isto contradiz a vontade de Deus e as leis e necessidades da natureza humana criada pelo próprio Deus. 


Os frutos do único e verdadeiro cristianismo não são ocasionados pelas Testemunhas de Jeová, mesmo que eles se gloriem destes frutos, em ruídos é fantástica propaganda. Um número demasiado grande de Testemunhas falha no plano moral, e entre estes se contam também dirigentes, "principes" americanos e outras "ovelhas". Causa-nos dolorosa impressão ver como os chefes da TORRE DE VIGIA se esforçam por atenuar ou esconder os escândalos surgidos no seio da Organização. Uma tentativa que de nada adianta, pois, mais cedo ou mais tarde descobrir-se-á que a chamada providência teocrática é uma balela e que Jeová-Deus não confiou a nenhum presunçoso e arrogante profeta o anúncio de seu reino sobre a terra. 


Foi por tudo isto que me desliguei irrevogavelmente da "santa e universal organização de Jeová". Procurei a verdade, a justiça e o genuíno amor cristão do próximo, e foi somente na Igreja Católica que os encontrei. Portanto, fora do grêmio da SOCIEDADE TORRE E VIGIA. Às centenas de milhares de Testemunhas de Jeová, sacrificadas e prisioneiras da insensatez dos dirigentes de Brooklyn posso dizer que as lamento sinceramente...” 


Fim


Fonte: Günther Pape, "Eu fui Testemunha de Jeová", Edições Paulinas, 1977, paginas de 177 a 180.