(1066)_IGNORE COMPLETAMENTE A SUA REALIDADE ATUAL (Mabel C. Dias)

 



IGNORE COMPLETAMENTE A SUA REALIDADE ATUAL



Hoje eu vou te fazer um pedido que pode soar um pouco estranho pra você. Se você quer prosperar profissionalmente, financeiramente, nos seus relacionamentos, o que seja, ignore completamente a sua realidade atual. Ponto.


Até o final desse vídeo você vai entender porquê. Vamos lá, imagina que uma pessoa não tem nenhum dos cinco sentidos, visão, nem tato, nem audição, nem fala, nem olfato, nem paladar, nada. Como seria a vida dessa pessoa? Ela simplesmente não conseguiria existir, sobreviver.


Isso seria completamente incompatível com a vida, porque ela não conseguiria nenhum contato com a realidade. Você concorda comigo? É possível, sim, viver sem um ou dois sentidos, como no caso de pessoas que têm deficiências profundas de audição, de visão, mas sem nenhum dos cinco sentidos, fica impossível. Ela vegetaria.


São os nossos sentidos que decodificam as ondas de informação presentes no mundo e nos apresentam uma ideia, uma ideia de realidade. Eu falo uma ideia de realidade porque, no fim das contas, nós nunca temos contato direto com a realidade. Você não percebe a realidade diretamente.


Os seus cinco sentidos captam uma pequena parte dos estímulos do mundo e transformam esses estímulos em impulsos nervosos que entram. Então, o seu cérebro recebe esses impulsos e, através de uma projeção, ele constrói a realidade que você experimenta. Agora, imagina se existissem outros sentidos para além daqueles que a gente já conhece.


É difícil imaginar isso porque a realidade que nós experimentamos está presa a esses cinco sentidos. Mas vamos tentar fazer esse exercício aqui, tá bom? Imagine um ser que experimenta uma realidade onde não existe tato, paladar, olfato, visão, audição, mas que existem outros quatro sentidos completamente diferentes. Esse ser poderia até viver no mesmo mundo que você, mas ele teria uma experiência completamente diferente da realidade que você tem.


Ou seja, a realidade palpável em si não existe para você. Ela é uma projeção dos seus sentidos. E se ela é uma projeção, como num filme, ela pode ser modificada.


Antes de nós continuarmos, eu quero que você seja sincero comigo, então. Você está satisfeito com a realidade que você vive hoje? Seja brutalmente sincero. Está satisfeito com quanto ganha, com a sua profissão, com os relacionamentos que tem, com o lugar onde você vive? Ou existe um incômodo interno? Conta pra mim nos comentários.


Se tem um incômodo interno que te faz sentir que esse lugar que você está hoje não é o seu verdadeiro lugar, então fica aqui comigo. Você tem a impressão de que a vida tem mais pra te oferecer? Vamos ver, então. No final desse vídeo, eu vou te entregar essa chave de saída.


Existe uma única porta pra fora da realidade que você vive hoje. E ela não é força de vontade, pensamento positivo, não é mudar de cidade, emprego ou relacionamento, tá? Já adianto. É uma força que você está operando dentro de você agora.


Nesse exato momento, sem que você perceba. E quando você enxergar o que é, você nunca mais vai olhar pra sua vida do mesmo jeito. Mas antes, você precisa entender por que você está preso.


Primeiro, precisamos provar que a realidade é uma ilusão. Vamos começar pelos seus olhos. Você acredita que enxerga o mundo, né? Então presta atenção nisso.


A luz é uma onda eletromagnética. E as ondas eletromagnéticas existem em tudo. Numa escala gigantesca.


Ondas de rádio, microondas, infravermelho, ultravioleta, raio-x, raio-gamma. Sabe o quanto disso seus olhos conseguem captar? Uma faixa bem estreita, bem pequenininha, espremida no meio dessa escala toda. E essa fatiazinha que a gente chama de luz visível, ela é visível pra você.


Todo o resto está aqui, agora atravessando o lugar onde você está. Todas essas ondas. O sinal de rádio da estação que você nem escuta.


O Wi-Fi da sua casa, do seu vizinho. O infravermelho saindo do seu próprio corpo porque você emite calor o tempo inteiro. Ultravioleta entrando pela janela.


Tudo isso é tão real quanto a tela que você está olhando nesse momento enquanto assiste ao meu vídeo. Só que você não percebe absolutamente nada. Para os seus olhos é como se nada disso existisse.


E com os seus ouvidos acontece a mesma coisa. Eles captam só uma faixa de frequências. Abaixo dela, silêncio.


Acima, silêncio. Mas esse silêncio é mentira. Um apito ultrassônico, acima de 20 mil hertz, pra você é completamente silêncio.


Mas para um cachorro é um som claro e alto. Cachorros e morcegos vivem mergulhados num mundo sonoro totalmente diferente, particular, cheio de informação que simplesmente não existe pra você nem pra mim. Vocês podem estar na mesma sala, no mesmo segundo, e estar em realidades sonoras, acústicas, completamente diferentes.


Ou seja, os seus sentidos não te mostram um mundo. Eles te mostram uma fatia do mundo, bem pequena. Bom, por enquanto nós exploramos brevemente dois sentidos que você já tem, mas que são limitados.


Agora vamos explorar sentidos que o ser humano nem tem, mas que outros animais experimentam. Por exemplo, morcego e golfinho enxergam com som. Isso se chama ecolocalização.


Eles disparam ondas sonoras, escutam o eco batendo nos objetos e voltando, e o cérebro deles pega esse eco e monta uma imagem mental do ambiente. Uma imagem feita de som. O morcego voa no escuro total, desviando de galho, de fio, de inseto em movimento, porque ele está enxergando com a ecolocalização.


Ou seja, construindo imagens através do som. As aves migratórias, as tartarugas marinhas têm outro sentido interessante, magnetorrecepção. Elas sentem o campo magnético da Terra.


Assim como você sente frio e calor, elas sentem o magnetismo do planeta e usam isso como um GPS interno para migrar milhares de quilômetros e chegar exatamente no destino desejado. Uma tartaruga atravessa um oceano inteirinho sem mapa, sem estrela guia, sem nada, porque a múscula está dentro dela. E tem mais um sentido, a eletrorrecepção.


Os tubarões têm, o ornitorrinco tem e, recentemente, os cientistas descobriram que golfinhos também. Essa eletrorrecepção ficou conhecida como o sétimo sentido. Como é que funciona isso? Todo corpo vivo gera um campo elétrico e esses animais detectam esse campo.


Imagina um peixe completamente enterrado na areia. Você não consegue vê-lo, mas a atividade dos músculos e dos nervos daquele peixe produzem um campo elétrico minúsculo. E alguns golfinhos conseguem detectar campos assim.


Eles podem perceber uma presa escondida no sedimento do solo através de um aspecto da realidade que, para você, simplesmente não existe. Em 1934, um biólogo chamado Jacob von Huxko deu um nome para esse fenômeno. Unworld.


O conceito diz que cada ser vivo habita sua própria bolha sensorial e só experimenta a fração da realidade que os sentidos dele permitem. O carrapato vive numa realidade, o morcego vive em outra, o tubarão em outra, você em outra. Todos no mesmo planeta, ok? Todos esses seres, inclusive nós, coabitamos o mesmo mundo, mas experimentamos realidades completamente diferentes.


Mas dá para descer ainda mais nesse questionamento que eu trago sobre a realidade, porque mesmo essa fatiazinha que os seus sentidos captam, você não percebe ela pura. O seu cérebro está trancado numa caixa escura, o seu crânio, sem nenhum contato direto com o mundo lá fora. Ele nunca viu uma cor, nunca ouviu um som.


Tudo que chega até o seu cérebro são impulsos elétricos, e a partir desses impulsos o cérebro não te mostra a realidade. Ele constrói uma versão dela. Tem um neurocientista da Universidade de Sussex chamado Eniel Sette, que estudou isso muito bem.


E a conclusão dele é que a percepção não é uma janela para o mundo. A percepção é o melhor palpite que o seu cérebro consegue dar sobre o que realmente está acontecendo lá fora. Um palpite que vai sendo corrigido pelas informações dos cinco sentidos.


Ele chama isso de alucinação controlada. E aí ele solta uma frase provocativa, mas muito interessante, que é, nós estamos todos alucinando o tempo todo. Quando concordamos sobre as nossas alucinações, a gente chama isso de realidade.


Um exemplo interessante disso é aquela história do vestido que dividiu a internet alguns anos atrás. Você lembra? Metade do mundo olhou e viu o vestido azul e preto. A outra metade olhou e viu branco e dourado.


A mesma foto gerou duas interpretações distintas. E tem também a ilusão do tabuleiro de Adelson, em que dois quadrados exatamente da mesma cor parecem para todo mundo, um claro e o outro escuro. Dá uma olhada na imagem.


O quadrado A tem exatamente a mesma cor do quadrado B. Mesmo depois que te provam que a cor é idêntica, você continua vendo diferente. O seu cérebro não te obedece. Ele te apresenta a versão dele, sempre.


Então, resumindo, primeiro, os seus sentidos captam uma fração mínima daquilo que existe aqui fora. Segundo, existem dimensões inteiras da realidade que os seus sentidos não conseguem captar, sejam elas magnéticas, elétricas ou sonoras, mas que estão sendo vividas agora por outros seres, no mesmo mundo que o seu. E o terceiro, que até essa fração mínima que chega até você, o seu cérebro reconstrói do jeito dele.


A realidade que você experimenta não é o mundo em si, é uma versão desse mundo, a sua versão. Só que a realidade não é construída só pelos cinco sentidos externos. Também existem os quatro sentidos internos, suas crenças, suas emoções, sua comunicação e as suas ações.


O primeiro sentido interno são suas crenças. As crenças são o olho interno, porque, assim como seu olho decide qual faixa de luz você enxerga, a sua crença decide qual fatia da vida você enxerga. Você acha que vê oportunidades? Não vê.


Você vê o que as suas crenças permitem ver. Para uma mesma situação, uma pessoa pode enxergar uma completa crise, enquanto outra pessoa enxerga uma enorme oportunidade ali. Isso não é frase de coach, não. 


Isso é anatomia. Na base do seu cérebro existe uma estrutura chamada sistema ativador reticular. A função dela é filtrar, porque o seu cérebro recebe uma avalanche absurda de informação a cada segundo.


Som, imagem, cor, movimento, tudo ao mesmo tempo. E a sua consciência não dá conta de processar tudo isso. Então, esse sistema faz uma triagem.


Ele escolhe o que chega até você e joga o resto fora. E sabe qual é o critério de escolha? O que você já considera importante. O que você já acredita.


Você já viveu isso e talvez nunca tenha percebido. Você decide comprar um carro, um modelo X específico. O que acontece no dia seguinte? Esse carro começa a aparecer em todo lugar pra você.


Na rua, estacionamento, na frente da sua casa. E de onde saíram esses carros todos? De lugar nenhum. Eles sempre estiveram ali.


Você que não via. O seu filtro não deixava passar. Porque aquilo não era importante pra você até então.


Agora, pensa no que isso significa. Se a pessoa carrega a crença nunca sobra dinheiro pra mim, o filtro dela vai fazer o que? Vai selecionar todos os dias evidências de que não sobra realmente dinheiro. O boleto, o imprevisto, o aumento de preço.


E as oportunidades? Passam do lado dela literalmente invisíveis. Não porque não existem, né? Mas porque o filtro interno não deixa passar. A pessoa jura que está vendo a realidade.


Mas, na verdade, ela só está vendo a crença dela projetada na tela da realidade. O segundo sentido interno nosso são as emoções. Pensa comigo. 


Se a crença é o olho interno, a emoção é o tato interno. É como você toca a vida. É a textura da sua realidade.


O seu estado emocional, mais frequente, aquele que você mais experimenta, ele vai virar o clima padrão da sua realidade. E você para de perceber. Sabe quando você entra na casa de alguém e sente o cheiro da casa e a pessoa que mora ali já não sente cheiro nenhum? Então, a pessoa se acostumou.


O cheiro está lá, só que ela não registra mais. Com a emoção é igual, a mesma coisa. Tem gente que vive há 10 anos dentro de uma ansiedade constante, de uma insatisfação constante, medo, e nem chama mais isso de emoção.


Ela chama isso de vida. Ah, a vida é assim mesmo. Não, não é. Isso é só o cheiro da sua casa emocional que você se acostumou e não percebe mais.


Vamos para o terceiro sentido interno, sua comunicação. A comunicação é a voz da sua realidade. O problema é que a maior parte das pessoas acha que palavras só descrevem a realidade.


Reparem como as pessoas falam. Eu sou ruim com dinheiro. Isso não é pra mim.


Eu sempre estrago tudo. Do jeito que a minha sorte é, a pessoa acha que está só comentando, que está sendo realista, às vezes até é engraçada, né? O que ela não percebe é que cada frase dessas é um comando. Através da palavra, a pessoa está programando cada vez mais o filtro da crença dela a trabalhar contra si mesma.


E olha que interessante, isso vale tanto pra fora quanto pra dentro. As suas palavras não programam apenas a sua comunicação interna. A forma como você fala com os outros também define como os outros te enxergam e quais oportunidades oferecem pra você.


Assim como também define quando o outro vai começar a te afastar da vida dele. E agora temos o quarto sentido interno, que são as nossas ações. As ações são o movimento dentro da realidade.


E elas têm um papel muito importante nessa história. São as ações que materializam tudo. Vamos pensar na sequência? A crença, aquilo que se acredita, filtrou aquilo que você viu.


A tua emoção definiu o que você sente diante daquilo que viu. A sua comunicação confirmou tudo isso em palavras, em expressões corporais. Aí chega a hora de agir. 


E você age de acordo com o quê? Com a realidade que esses três outros pilares construíram. A pessoa que não viu a oportunidade, que sentiu medo e que disse isso não é pra mim, faz o quê? Nada! Ou faz pouco, faz pela metade, faz aí, esperando já dá errado. Você percebeu o que acontece? A crença gerou o filtro, o filtro gerou a emoção, a emoção moldou a fala, a fala guiou a ação.


E a ação, por sua vez, produziu o resultado. E o resultado, o que acontece? Voltou lá no começo pra alimentar a crença original. É um loop, um circuito fechado, rodando sozinho todos os dias, há anos.


Agora, uma pessoa que vive uma realidade assim, concorda comigo que a única maneira de quebrar o ciclo é ignorar a realidade atual? Precisa cancelar mesmo. Agora você entende o meu pedido lá do começo do vídeo, né? Estou implorando pra você ignorar a sua realidade. Por quê? Porque a sua realidade não é um fato, é um filme.


E pior, é um filme que você tá preso há anos na reprise. Ó, não adianta tentar melhorar a vida usando a realidade atual como referência. Ah, quando as coisas melhorarem eu mudo.


Não funciona. Nunca funcionou, não vai funcionar, porque a realidade atual só sabe produzir mais dela mesma. Se você quer viver uma nova realidade, o caminho é um só.


Você começa a viver nela antes dela existir. Simples assim. E você faz isso com os mesmos quatro sentidos internos.


Primeiro, você começa a viver mentalmente na nova realidade. Para de ensaiar o pior cenário e começa a ensaiar o melhor cenário na sua cabeça. O seu cérebro não consegue distinguir o que é imaginação do que a realidade.


É por isso que muitos atletas de elite treinam visualizando a prova antes de competir. Então a primeira coisa que precisa fazer pra reprogramar a realidade é parar de pensar no que pode dar errado e começar a se imaginar todos os dias no melhor cenário possível. Sem deixar o filtro da crença bloquear a sua imaginação.


Poxa gente, imaginar é de graça, não é? E é a melhor ferramenta que existe na sua vida. Pode confiar em mim. Se você pode imaginar o melhor, porque pensa todo dia no que pode estar dando errado, essa é a primeira coisa que você precisa mudar.


Segundo, você precisa começar a se sentir nessa nova realidade. Não espera a conquista pra sentir a emoção da conquista. Inverta. 


Sinta agora. A confiança, a leveza, a gratidão de quem já vive aquilo. A emoção vem antes, não depois.


Você primeiro precisa se sentir próspero pra ser próspero. Terceiro lugar, fale a partir dessa nova realidade. A pessoa que já vive a sua nova realidade fala isso não é pra mim? Não.


Ela fala, eu sempre estrago tudo? Não, não. Não fala. Então você também não fala mais, tá? A partir de hoje a sua boca trabalha pra nova realidade.


Não contra ela. Então só abra a boca se for pra dizer eu posso, eu consigo, falta pouco pra conseguir tudo que eu sempre sonhei. E quarto, haja pra se conectar com essa nova realidade.


Não adianta pensamento mágico, não adianta achar que vai falar bonito com o universo e atrair tudo o que você deseja. Você também precisa agir. Todo dia, uma ação pequena que seja, que só a nova versão de você faria.


E antes que alguém entenda errado, quando eu falo sobre ignorar a sua realidade atual, eu não tô falando pra você negar o boleto, começar a gastar dinheiro que não tem, fingir que seus problemas não existem. Vamos lá. Não é pra abandonar a responsabilidade.


Pelo contrário, é justamente sobre assumir a responsabilidade. Você continua pagando as suas contas. O que muda é outra coisa.


Você para de usar a realidade atual como desculpa pra justificar o fracasso. E começa a viver uma nova realidade em que você é o protagonista da sua própria vida. Ah, Mabel, mas falar é muito fácil, né? Por que então tanta gente tenta isso e não consegue? Pensa comigo.


O que todo mundo faz quando quer mudar de vida? Mexe no cenário, né? Troca de emprego, troca de cidade, troca de relacionamento, começa a dieta nova, projeto novo, vida nova. E seis meses depois, cadê? A mesma história com personagens diferentes. O mesmo aperto financeiro no salário maior.


A mesma briga com outra pessoa. Por quê? Porque a pessoa mudou o efeito e levou a causa junto com ela, dentro da mala. A realidade que nós experimentamos é efeito.


Ela é o resultado final, a última ponta do processo. E nós não conseguimos mudar nada mexendo no resultado. Pensa num projetor de cinema.


A sua realidade é a tela. Você pode esfregar a tela o dia inteiro, pintar a tela, trocar a tela de lugar. O filme continua o mesmo.


Porque o filme não está na tela. O filme está no rolo, lá atrás, dentro do projetor. Então, quer mudar o que aparece na tela? Vai ter que trocar o rolo.


E qual é o rolo? Qual é a causa? É o seu padrão interno, o seu padrão de pensamentos, o seu padrão de sentimentos, a forma como você se comunica e o seu comportamento. Percebe? São os mesmos quatro sentidos internos que a gente viu o vídeo inteiro. Crença, emoção, fala e ação.


Só que agora com o nome certo. Eu batizo tudo isso como padrão. Porque não é o que você pensou uma vez só.


É o que você pensa todos os dias. Não é aquilo que você sentiu ontem. É a média dos seus sentimentos ao longo dos dias, meses, anos.


Entende? É a repetição que projeta o filme na tela. É a repetição que transforma a realidade. Aí você vai dizer, ah, beleza, então é só trocar o padrão? Sim, é. Se você não escolheu conscientemente esse padrão, e você realmente não escolheu de uma forma consciente, porque ninguém acorda um dia e decide assim, ah, eu vou pensar pequeno, eu vou sentir medo e me sabotar.


Então eu pergunto, se você não escolheu, quem escolheu? Quem está operando o projetor? A resposta tem nome. O seu arquétipo. Arquétipos são justamente os padrões inconscientes de pensamentos, sentimentos, comunicação e comportamentos.


Arquétipos são forças que agem de forma muito semelhante aos nossos instintos. Eles são forças primitivas, muito profundas. Padrões de personalidade que organizam como você pensa, como você sente, como você fala, se comunica e como você age no mundo.


Sem te pedir licença eles fazem isso. Herói, sábio, curador, mãe. São padrões tão antigos e tão universais que se repetem em todas as culturas, em todas as épocas, em todas as histórias da humanidade.


Carl Jung, o psiquiatra suíço que estudou por anos a questão dos arquétipos, disse uma vez, até você tornar o inconsciente consciente, ele vai dirigir a sua vida e você vai chamar isso de destino. Que frase, não? Sabe aquela pessoa que os relacionamentos terminam sempre do mesmo jeito? Muda o parceiro, muda o ano, o final é idêntico? Ela chama isso do que? Azar no amor. Sabe aquela pessoa que chega pertinho da conquista, pode ser uma promoção, um negócio, qualquer coisa, e na hora H ela faz alguma coisa que estraga tudo? E ela chama isso do que? Sempre acontece comigo.


E tem uma outra pessoa que sai da dívida, respira dois meses e magicamente se enrola de novo? Ela diz, comigo é assim, azar, destino, coincidência. Não é nada disso, é o arquétipo rodando o mesmo roteiro no escuro, há anos. O que nós não tornamos consciente não desaparece da nossa vida, pelo contrário, passa anos habitando as sombras da nossa psique.


Vai lá pra baixo, no linear da consciência, e de lá continua operando o projetor. É por isso que só a força de vontade não resolve, é por isso que o pensamento positivo sozinho não resolve. Qual que é a chave de saída então, gente? São os arquétipos.


Olha a cadeia completa agora, do fundo até a superfície. O arquétipo lá embaixo, no inconsciente, gera o seu padrão de pensar, sentir, falar e agir. Esse padrão alimenta os quatro sentidos internos.


Os sentidos internos filtram e projetam a realidade que você percebe. Essa realidade define os seus resultados, e os resultados formam aquilo que você aponta e chama de a minha vida. Tudo começa onde? Lá embaixo, tudo.


E é por isso que a chave não é a força de vontade, nem positividade. Não adianta também mudar de cenário. E aí você me pergunta, qual é a chave? É descer até a raiz, identificar qual arquétipo está no comando da sua vida e reprogramar.


Lembra do comecinho desse vídeo? Do ser com quatro sentidos completamente diferentes, vivendo no mesmo mundo que você, mas numa realidade que você nem consegue imaginar? Então, você pode ser esse ser. Mesmo mundo, mesma cidade, mesmas pessoas ao redor, outra realidade. A diferença nunca esteve do lado de fora.


Sempre esteve nos sentidos de quem percebe. Veja agora, nesse vídeo eu te mostrei o que está te prendendo, mas ficou faltando a parte mais importante. Como? Como descobrir qual é o seu arquétipo? Como saber qual roteiro ele está rodando na sua vida? E como reprogramar isso na prática? E é exatamente por isso que eu preparei uma palestra gratuita, chamada O Arquétipo Que Está Criando a Sua Realidade.



Fim



Fonte:

ESTOU IMPLORANDO PARA VOCÊ IGNORAR A SUA REALIDADE (NEUROCIÊNCIA)

https://youtu.be/OEe-_AQ1UAs

Canal Artétipos - Mabel C. Dias