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QUERO QUE ME ESCUTEM ANTES DE ME JULGAR
Resumo:
Alejandro Maduro, neto do ditador venezuelano NicolĂĄs Maduro, rompe o silĂȘncio e revela ao mundo as verdades que viveu dentro do palĂĄcio do poder. Aos 19 anos, ele decide usar sua voz e a mĂșsica como instrumentos de denĂșncia e libertação. Criado em meio ao luxo e ao privilĂ©gio, Alejandro testemunhou o sofrimento do povo venezuelano — filas interminĂĄveis por pĂŁo, falta de medicamentos, fome e apagĂ”es — enquanto sua famĂlia vivia na abundĂąncia. Em seu comovente discurso, ele confessa a culpa de ter crescido cercado de riqueza construĂda sobre a misĂ©ria alheia e denuncia o avĂŽ, afirmando saber onde estĂŁo escondidos os bens e os planos de fuga do ditador. Mais do que um desabafo, suas palavras sĂŁo um manifesto pela verdade, pela justiça e pela liberdade da Venezuela. Com coragem, ele declara nĂŁo querer ser lembrado como o neto de Maduro, mas como o jovem que escolheu o povo e o paĂs acima do prĂłprio sangue. Sua mensagem final ecoa como um grito de esperança: “NĂŁo mais silĂȘncio! A Venezuela merece sonhar, merece liberdade e amor.”
* * *
Meu nome é Alejandro Maduro. Tenho dezenove anos. E sim, sou neto do ditador Nicolås Maduro, o homem que governa a Venezuela hå mais de uma década.
Quando ouvem o meu nome, muitos me olham com raiva, com desprezo, com desconfiança. E não os culpo. Eu mesmo, às vezes, gostaria de não levå-los comigo.
Mas hoje, quero que me escutem antes de me julgar. Porque eu nĂŁo estou aqui para defender o que aconteceu, mas para dizer a verdade e levantar a voz pelo meu paĂs. Cresci em um mundo onde nunca faltava nada.
Enquanto os jovens da minha idade faziam longas linhas para comprar um pouco de pĂŁo, eu tinha mesas cheias de comida. Enquanto famĂlias inteiras procuravam medicamentos desesperadamente, em minha casa havia farmĂĄcias privadas, caixas cheias de medicina que se compravam no exterior. E enquanto a maioria da Venezuela sofria apagĂ”es interminĂĄveis, eu jogava videojogos com plantas elĂ©tricas de apoio que nunca falhavam.
Parece um paraĂso, nĂŁo Ă©? Mas nĂŁo era. Porque cada vez que saĂa na rua e via crianças da minha idade vendendo caramelos nos trĂąnsitos, cada vez que olhava meus amigos de infĂąncia emigrar com suas famĂlias por trochas, cada vez que escutava as vizinhas chorar porque nĂŁo tinham gĂĄs nem ĂĄgua, eu sentia um nudo na garganta. Por que poucos tinham tanto, enquanto milhĂ”es nĂŁo tinham nada? Desde muito jovem, comecei a notar coisas.
Escutava conversas em casa, via caixas que entravam e saĂam, escutava nomes de bancos, de ilhas, de planos de saĂda. Sim, digo com claridade. Eu sei onde guarda parte do seu dinheiro meu avĂŽ, e tambĂ©m sei onde quer fugir quando tudo isso se derrumba.
O escutei mais de uma vez, o vi com meus prĂłprios olhos. E nĂŁo digo por renĂșncia, digo porque estou cansado de ver um paĂs inteiro se inundar, enquanto os de cima sĂł pensam em como se salvarem eles mesmos. Meu avĂŽ sempre falava de revolução, de independĂȘncia, de pĂĄtria, mas de que serve falar de pĂĄtria quando as pessoas fazem colas interminĂĄveis para comer? De que serve gritar independĂȘncia quando os jovens estĂŁo saindo do paĂs por milhĂ”es, porque aqui nĂŁo tem futuro? Eu o vi na televisĂŁo falando de felicidade social, e nesse mesmo instante escutava as vizinhas do bairro suplicar que lhes vendessem mesmo que fosse um quilo de farinha.
Ăs vezes penso, o que Ă© mais difĂcil, crescer na misĂ©ria ou crescer rodeado de privilĂ©gios sabendo que esse privilĂ©gio se constrĂłi sobre a fome dos outros? Eu cresci com todas as comodidades, mas tambĂ©m com uma culpa que me persegue todos os dias, porque eu nĂŁo fiz nada para merecĂȘ-lo, porque cada prato cheio que tive na mesa era o prato vazio de alguĂ©m mais. Hoje estou aqui nesse escenĂĄrio de talent porque quero dizer Ă Venezuela algo que nunca me atrevi a gritar em casa. Basta jĂĄ, basta de mentiras, basta de viver em um circo, basta de um paĂs governado ao fracasso.
Eu nĂŁo quero ser recordado como o neto de Maduro, eu quero ser recordado como o jovem que decidiu romper o silĂȘncio. Ao meu avĂŽ, lhe digo, mesmo que ele nunca me escute, se vocĂȘ realmente ama esse paĂs, entrega-se, entrega-se ao juĂzo da histĂłria, entrega-se aos que merecem justiça. De nada servem seus palĂĄcios nem suas caixas de dinheiro se a Venezuela morre de fome.
E aos jovens, meus irmĂŁos de geração, lhe digo, nĂŁo se resignem, nĂŁo acreditem que tudo estĂĄ perdido. NĂłs podemos mudar esse paĂs, mesmo que os que governam queiram nos convencer do contrĂĄrio. A Venezuela nĂŁo pode continuar sendo um lugar onde sonhar Ă© um luxo.
A Venezuela tem que voltar a ser terra de esperança. Hoje, parado diante de vocĂȘs, sinto medo. Sim, porque nĂŁo Ă© fĂĄcil falar contra a sua prĂłpria sangue.
Mas sinto algo mais forte do que medo. Sinto liberdade. E essa liberdade começa quando vocĂȘ decide que o silĂȘncio nĂŁo Ă© mais uma opção.
Eu, Alejandro, filho de NicolĂĄs Maduro, lhe digo com o coração na mĂŁo, nĂŁo quero um nome que pese como uma cadeia. Quero um paĂs que voe como um aviĂŁo livre. NĂŁo quero uma Venezuela governada desde o fracasso.
Quero uma Venezuela onde todos possamos sonhar. E mesmo que seja o filho do homem mais odiado do paĂs, estou aqui para dizer-lhes que estou com vocĂȘs. Estou com minha gente.
Estou com a liberdade. Porque este paĂs nĂŁo Ă© de um apelido, nĂŁo Ă© de um palĂĄcio. Este paĂs Ă© do povo.
Quando o povo chorava na escuridĂŁo Eu via banquetes de falsas verdades Vi caixas de ouro, escutei o plano de fugir E minha gente na rua, sem poder viver Vi meninos com fome, vi mĂŁes chorando E sabia que o silĂȘncio ia me condenar NĂŁo mais silĂȘncio, eu quero gritar Que a Venezuela merece sonhar NĂŁo mais cadeias, nĂŁo mais prisĂ”es Eu escolho a pĂĄtria, nĂŁo a corrupção Meu avĂŽ predica justiça e honra Mas em cada esquina sĂł hĂĄ dor Promessas vazias que nunca cumpriram E um povo cansado que jĂĄ acordou NĂŁo quero esse legado, nĂŁo quero esse poder Eu quero um futuro onde eu possa crer Ser neto nĂŁo me atrapalha, eu escolho lutar Com minha voz e meu canto, vou me liberar NĂŁo mais silĂȘncio, eu quero gritar Que a Venezuela merece sonhar NĂŁo mais cadeias, nĂŁo mais prisĂ”es Eu escolho a pĂĄtria, nĂŁo a corrupção Se me chamam traidor, eu o aceitarei Milhares de cidadĂŁos, e sempre serĂŁo Mesmo com um nome que pesa na minha pele Minha verdade Ă© mais forte, eu nĂŁo calharei NĂŁo mais silĂȘncio, eu quero gritar Que a Venezuela merece sonhar NĂŁo mais cadeias, nĂŁo mais prisĂ”es Eu escolho a pĂĄtria, eu escolho o amor Sou neto de um homem que o mundo julgou Mas eu sou um jovem que escolheu meu povo Eu escolho... NĂŁo mais silĂȘncio Minha voz ficarĂĄ Venezuela livre.
Fim
Fonte: vĂdeo ""Alejandro Maduro" Neto do Ditador Nicolas Maduro, Rompe o silĂȘncio e salta a bombas đŁ" in https://youtu.be/s8Lc4IXP2do | Canal RomeroNews
(Transcrito por TurboScribe.ai)
