📺️(908)_O FIM do SSD? A História BIZARRA de como Guardamos o Mundo! [Informática] (Canal Engenheiro Sincero)

 



Imagine viver uma época em que o computador ocupava uma sala inteira, pesava toneladas e mesmo assim conseguia armazenar apenas alguns kilobytes de informação. Parece inacreditável, mas essa era a realidade de poucas décadas atrás. Hoje, qualquer pendrive baratinho de camelô já tem milhões de vezes mais capacidade do que aqueles sistemas colossais que precisavam de técnicos em jalecos brancos para operá-los. 


E o mais impressionante é que tudo isso aconteceu em um piscar de olhos, se compararmos com a linha do tempo da humanidade. Enquanto o homem levou milhares de anos para sair da roda até chegar na máquina a vapor, a tecnologia de armazenamento deu saltos gigantes em menos de um século. Mas afinal, como passamos de cartões perfurados e fitas magnéticas para os SSDs ultra rápidos e os data centers gigantescos que hoje sustentam Google, Netflix, Amazon e praticamente toda a nossa vida digital. 


Essa é a jornada que vamos explorar agora, a fascinante evolução do armazenamento de dados. Nos anos 1940 e 1950, os primeiros computadores eletrônicos como o ENIAC e o UNIVAC usavam cartões perfurados e fitas de papel. Cada furo representava um bit para gravar um programa. 


Engenheiros literalmente perfuravam pilhas de cartões e depois alimentavam a máquina como se estivesse dando comida para um monstro faminto. Era demorado, frágil e extremamente limitado. Só para você ter uma ideia, armazenar um simples documento de texto como o roteiro desse vídeo, por exemplo, que hoje ocupa alguns kilobytes, exigiria caixas inteiras de cartões perfurados. 


A grande virada veio em 1956, quando a IBM apresentou o IBM 305 RAMAC, o primeiro computador a usar um HD. Ele ocupava um espaço de dois refrigeradores e armazenava a impressionante marca de 5 megabytes. Na época, parecia magia. 


Hoje, 5 megabytes não seria suficiente nem para salvar uma única foto em resolução no seu smartphone. Mas esse salto foi revolucionário. Pela primeira vez, era possível gravar, apagar e regravar dados de forma relativamente rápida, sem depender de uma infinidade de cartões descartáveis. 


Durante as décadas de 60 e 70, as fitas magnéticas dominaram. Elas eram baratas e ofereciam grande capacidade para a época. Chegavam a guardar centenas de megabytes em rolos enormes. 


Empresas, universidades e até a NASA usavam fitas magnéticas para registrar desde dados financeiros até informações de missões espaciais. Mas havia um problema, a velocidade. Encontrar um arquivo específico em uma fita era como rebobinar uma fita cassete até achar a sua música preferida. 


Imagina essa cena em escala corporativa. Enormes armários cheios de rolos e operadores passando horas apenas para localizar um dado. Além disso, bastava um manuseio errado e já era toda a informação armazenada na fita. 


Em paralelo, surgiram os disquetes que revolucionaram o uso pessoal. O primeiro lançado em 1971 pela IBM já tinha 8 polegadas e armazenava apenas 80 megabytes. Depois vieram os disquetes de 5,25 polegadas e os icônicos de 3,5 polegadas. 


Já nos anos 1980, que podiam guardar 1,44 megabyte. Pode parecer insignificante hoje, mas naquela época era suficiente para transportar documentos inteiros, alguns jogos e até sistemas operacionais simplificados. Quem viveu os anos 90 lembra, muitos programas vinham em coleções de 10, 20 ou até 30 disquetes que você precisava inserir um a um para instalar. 


O lado ruim, eles eram frágeis. Bastava um risco, uma queda ou até a aproximação de um imã e adeus arquivos. Mesmo assim, os disquetes se tornaram um símbolo da informática da época e foram essenciais para popularizar o computador pessoal. 


Nos anos 90, a revolução digital trouxe novas necessidades. Fotos digitais, músicas em mp3 e pouco depois, vídeos em formato digital. Tudo isso exigia mais e mais espaço de armazenamento. 


Foi aí que surgiu os CDs, compact disc. Sabia que CD significa compact disc? Com seus incríveis 700 megabytes de capacidade de armazenamento. De repente, já era possível guardar em um único disco o equivalente a centenas de disquetes. 


Os CDs foram tão populares que praticamente todo computador vinha com um drive de leitura e mais tarde, de gravação. Logo vieram os DVDs, com seus incríveis 4.7 gigabytes por discos e os Blu-rays, lançados nos anos 2000 com 25 gigabytes ou mais. Essas mídias óticas transformaram a maneira como consumíamos conteúdos. 


Coleções de filmes, músicas, jogos e até backups pessoais passaram a ser gravados nesses discos. Mas gravar um DVD ou Blu-ray exigia paciência e cuidado. Qualquer erro na gravação ou um arranhão no disco e os dados podiam se perder para sempre. 


Ainda assim, essas mídias representaram a democratização do armazenamento em larga escala para o consumidor comum. No início dos anos 2000, o mundo conheceu um verdadeiro divisor de águas, os pendrives. Pequenos, portáteis, resistentes e incrivelmente fáceis de usar. 


Os primeiros modelos já tinham 8 ou 16 megabytes, o suficiente para armazenar dezenas de disquetes. Mas a evolução foi rápida. Em poucos anos, já haviam pendrives com gigabytes de capacidade capazes de guardar centenas de músicas ou vários filmes. 


Eles mudaram a nossa relação com o armazenamento. Não era mais preciso carregar pilhas de disquetes, nem torcer para que seu CD não arranhasse. Bastava plugar na USB e pronto. 


Trabalhos escolares, relatórios de empresas, coleções de fotos e até mesmo softwares completos podiam ser levados no bolso, presos a um chaveiro. E o mais importante, os pendrives eram muito mais resistentes a quedas, choques e podiam ser facilmente reutilizados. Isso fez com que rapidamente se tornasse indispensáveis em escolas, escritórios e até mesmo no dia a dia doméstico. 


Enquanto isso, dentro dos computadores pessoais, os HDs tradicionais evoluíam em velocidade impressionante. Nos anos 90, era comum que um PC tivesse um HD de 500 MB ou 1 GB. Já nos anos 2000, vieram modelos com 40, 80, 160 GB e assim por diante, chegando rapidamente a casa dos terabytes de espaço de disco. 


O mais impressionante não foi apenas o aumento da capacidade, mas a queda de preço. Os custos por megabyte despincou. Nos anos 80, 1 MB de armazenamento custava centenas de dólares. 


Hoje, você compra um terabyte inteiro por menos de 300 reais. Esse barateamento foi fundamental para a popularização do computador pessoal. Sem isso, dificilmente o mercado teria explodido da forma que explodiu. 


Já no fim dos anos 2000, uma nova tecnologia começou a tomar o mercado, os SSDs, Solid State Drivers. Diferentes dos HDs, que funcionam como um toca-discos, os SSDs são baseados em memória flash NAMD, parecida com a tecnologia dos pendrives. Isso eliminou tempo de busca mecânico e trouxe uma vantagem absurda, velocidade. 


O computador com HD levava quase 1 minuto para iniciar. Com SSD, esse tempo caiu para menos de 10 segundos. Programas passaram a abrir quase instantaneamente. 


Jogos passaram a carregar em segundos. Tudo parecia ganhar um modo turbo. No início, os SSDs eram caros e tinham pouca capacidade, mas com o passar do tempo, ficaram mais acessíveis. 


Hoje, já existem SSDs de vários terabytes, com preços competitivos. E aqui chegamos a um marco importantíssimo. Em poucas décadas, saímos de sistemas gigantescos que armazenavam kilobytes para dispositivos minúsculos que guardam terabytes. 


Mas essa não é nem metade da história. Porque enquanto usuários comuns celebravam pendrives e SSDs, o mundo corporativo e a internet estavam criando algo ainda maior. Os data centers. 


A espinha dorsal da internet moderna. As empresas como Google, Amazon, Microsoft e Meta investem bilhões de dólares todos os anos para manter esses gigantescos centros funcionando. Um único data center pode consumir tanta energia quanto uma cidade de médio porte e armazenar exabytes de informações.


Só para você ter uma noção, um exabyte equivale a um bilhão de gigabytes. Um número tão grande que chega a ser difícil de imaginar. Seria o equivalente a um milhão de HDs ou SSDs de um terabyte. 


É nesses locais que ficam guardadas suas fotos no Google Drive, os vídeos no YouTube, suas conversas no WhatsApp e até mesmo os backups de bancos, hospitais, governos inteiros. Com o crescimento dos data centers surgiu um conceito que mudou nossa relação com a tecnologia. A computação em nuvem. 


Antes, tudo que você queria guardar precisava estar no seu computador. Em disquetes, CDs, pendrives ou HDs externos. Hoje, basta uma conta de e-mail para que você tenha acesso a gigas de espaços gratuitos em servidores espalhados pelo mundo. 


A nuvem nada mais é do que a infraestrutura desses data centers sendo oferecida ao usuário final de forma simples e acessível. Isso permitiu não só que as pessoas comuns armazenassem arquivos sem se preocupar com espaço físico, mas também que empresas inteiras transferissem seus sistemas para ambientes mais seguros e escaláveis. Graças a essa mudança, startups puderam nascer e crescer rapidamente sem precisar investir em servidores próprios. 


Serviços como Netflix, Spotify e até jogos da nuvem só existem porque o armazenamento massivo e a transmissão de dados se tornaram acessíveis e confiáveis. Outra mudança interessante é que, em grande parte das vezes, você nem pensa mais sobre onde está armazenado seus dados. Quando você manda uma foto no WhatsApp, posta um vídeo no TikTok ou assiste a uma série na Netflix, o armazenamento acontece em segundo plano.


Antes de seguirmos com o vídeo, eu tenho uma pergunta. Você é estudante ou profissional da engenharia? Se a sua resposta for sim, esse recado é pra você. Muitas empresas na área da engenharia não conseguem contratar profissionais adequados por um motivo muito simples. 


Eles não possuem habilidades nos principais softwares da engenharia. Digo Excel, Power BI, Solidworks, AutoCAD, Hev, TMS, Proust, entre outros. A boa notícia é que a Tesla Treinamentos reuniu os principais softwares mais cobrados por essas empresas e disponibilizou um conteúdo fantástico na sua plataforma pra você aprender tudo em um só lugar, do absoluto zero. 


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Voltamos pro vídeo. O usuário não precisa mais se preocupar em quantos disquetes isso vai ocupar ou ter que gravar um CD de backup. Essa experiência invisível foi essencial para que a tecnologia se tornasse parte natural da nossa vida. 


Guardar dados hoje é tão simples quanto respirar, mas não se engane, por trás dessa facilidade existem enormes desafios de engenharia. Datacenters precisam de resfriamento constante, sistemas de redundância, vários servidores duplicados para evitar perda de dados e segurança de nível militar. Além disso, existe a preocupação ambiental. 


Manter datacenters gigantescos consome quantidades absurdas de energia elétrica e de água. Por isso, empresas de tecnologia estão cada vez mais investindo em soluções verdes como datacenters submersos no oceano, resfriados naturalmente pela água fria ou alimentados por energia solar e eólica. Afinal, se o futuro é digital, precisamos garantir que ele também seja sustentável. 


Se os últimos 50 anos nos ensinaram alguma coisa, é que o armazenamento continuará evoluindo em uma velocidade incrível e as tecnologias que estão surgindo hoje parecem ficção científica. Pesquisadores já conseguem codificar informações digitais em moléculas de DNA, isso porque o DNA é incrivelmente eficiente para guardar dados. Imagine caber toda a informação do mundo em algo do tamanho de uma caixa de sapato. 


Essa tecnologia ainda é experimental, mas promete revolucionar a forma como lidamos com arquivos de longo prazo. Outra fronteira é o armazenamento holográfico, que utiliza lasers para gravar informações em múltiplas camadas de um material transparente. Em vez de armazenar dados apenas na superfície, como nos DVDs e Blu-ray, essa tecnologia grava em todo o volume do disco, aumentando exponencialmente a capacidade. 


E claro, não podemos esquecer a computação quântica. Embora seu foco principal não seja armazenamento, os qubits prometem processar e guardar informações de formas completamente diferentes, explorando os estados de superposição e entrelaçamento. Se aplicada ao armazenamento, essa tecnologia pode criar sistemas capazes de lidar com dados em escalas que hoje mal conseguimos imaginar. 


O que antes era luxo, armazenar e acessar informações, hoje é parte essencial da vida cotidiana. Se no passado um HD de 5 megas ocupava duas geladeiras, hoje você pode guardar milhares de vezes mais em um cartão minúsculo, do tamanho da unha do dedo, mindinho. Essa é a verdadeira revolução. 


O armazenamento deixou de ser algo raro, caro e complexo, e se tornou barato e invisível. Cartões perfurados guardaram programas que ajudaram a levar o homem à lua, fitas magnéticas registraram dados científicos que mudaram a medicina, CDs e DVDs armazenaram memórias pessoais de milhões de famílias, pendrives e SSDs deram velocidade e liberdade para criar e inovar, e os datacenters invisíveis, mas onipresentes, hoje guardam praticamente nossa vida inteira. Fotos, músicas, filmes, conversas, trabalhos, pesquisas, sonhos. 


O futuro pode trazer DNA, holograma e até armazenamento quântico. Mas no fundo, a essência é a mesma, garantir que a informação não se perca, que o conhecimento continue acessível e que a humanidade possa construir cada vez mais em cima do que já foi registrado. E aí, você consegue imaginar qual será o próximo salto do armazenamento? Será que em algumas décadas vamos olhar para os SSDs de hoje da mesma forma que olhamos para os disquetes antigos? Deixe a sua opinião nos comentários. 


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(Transcrito por TurboScribe.ai.)



Fonte: vídeo "😱 POR QUE OS SSDs E HDs ESTÃO COM OS DIAS CONTADOS? A história do armazenamento!" https://youtu.be/2GzRShUKfkQ  |  Canal Engenheiro Sincero  | Duração: 18:45