UMA GRANDE MULHER
No último dia 1º de maio, em Colônia, na Alemanha, foi solenemente BEATIFICADA Ir. Teresa Benedita da Cruz, Carmelita. Poucos a conhecem por este nome. Trata-se mesmo da grande EDITH STEIN, judia filósofa, fenomenóloga, discípula e colaboradora de Edmund Husserl.
Juntamente com Husserl, fez parte do seleto grupo de filósofos que influenciou sobremaneira a sociedade européia, no conturbado período compreendido pelas duas grandes guerras mundiais.
A influência de EDITH STEIN ultrapassou as fronteiras de sua pátria e, além disso, lutou para que a mulher ocupasse lugar de destaque na sociedade do seu tempo. Nome conhecido nos meios universitários da Alemanha e de outras capitais européias, sua atuação, como estudiosa e como mulher, foi de grande destaque, notadamente pela delicada situação de sua origem judaica. Mesmo convertida ao catolicismo, mais ainda, como contemplativa carmelita, jamais deixou de lado sua origem e formação hebraicas. Lutou pelo seu povo e, numa perspectiva eminentemente cristã, assumiu o destino do seu povo, oferecendo-se em holocausto para a felicidade do povo judeu.
Deixando de lado a glória do mundo, face à promissora carreira filosófica que se lhe apresentava, seu zelo de convertida colocou todo o seu saber a serviço do Novo Israel, a Igreja. Nesse sentido, sua grande influência haurida em Santa Tereza, a Grande Doutora do Carmelo, e na Ordem Beneditina. Seu orientador espiritual foi o Abade de Beuron.
Mas, as forças do mal se mostravam impetuosas. O nazismo investia contra Deus e; conseqüêntemente, contra os homens. Sem nenhum respeito à dignidade humana, preconizava o nazismo a extinção pura e simples de quem nao trouxesse nas veias o "puro" sangue ariano. Assim sendo, milhões de seres humanos e, entre eles, principalmente nossos irmãos judeus pois todos nós somos descendentes de Abraão foram exterminados pelo ódio da besta besta nazista. E entre eles, vítima do ódio racista, foi deportada a Irmã TEREZA BENEDITA DA CRUZ (EDITH STEIN), juntamente com sua irmã Rosa, aos 2 de agosto de 1942, para o campo de concentração de Westerbork. Aos 7 de agosto de mesmo ano, as duas irmãs partem para o campo sinistro de Auschwitz e, dois
dois dias depois, 9 de agosto morrem na câmara de gás.
Fim
Fonte: Boletim Arquidiocesano COMUNHÃO E PARTICIPAÇÃO, nº 07, 1987.
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