Este documento histórico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fundamenta a Campanha da Fraternidade de 1988, que teve como foco a fraternidade e a questão do negro. O texto apresenta uma análise profunda das desigualdades socioeconômicas e do racismo estrutural que persistem no país mesmo após o centenário da abolição da escravatura. Através de dados estatísticos e reflexões teológicas, a obra denuncia a marginalização da população negra no mercado de trabalho, na educação e nos meios de comunicação. O material também reconhece a resistência cultural e religiosa afro-brasileira, exemplificada pelos quilombos e pelo sincretismo, como formas vitais de sobrevivência. Por fim, a Igreja reflete sobre sua própria trajetória histórica, alternando entre a legitimação do sistema escravista e a busca por uma prática evangelizadora que promova a libertação e a justiça social.
Este documento propõe uma reflexão profunda sobre a condição do negro na sociedade brasileira. A obra analisa dados estatísticos que evidenciam a desigualdade socioeconômica e a marginalização histórica enfrentada por essa população nos campos do trabalho e da educação. O texto examina as raízes da escravidão, criticando o racismo estrutural e os mitos que mascaram o preconceito vigente no país. Além disso, destaca a resistência cultural e religiosa do povo negro, exemplificada por figuras como Zumbi e pela organização em quilombos. Por fim, o documento aborda o papel da Igreja Católica, reconhecendo tanto as falhas do passado quanto a urgência de uma ação evangelizadora comprometida com a justiça social e a libertação.
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