(473)_1ªComunhão na matriz Santa Teresinha Doutora da Igreja (25-04-2010) [Fotos]

Missa da 1ª Comunhão de Jovens, presidida pelo pároco Pe. Gaspar Kuster




Fotos de Carlos Eduardo

(472)_Os "MANSOS" ou os "de CORAÇÃO PACÍFICO"? [Religião] (por CES)




Os "MANSOS" ou os  "de CORAÇÃO PACÍFICO"?


CRISTO começa a sua primeira Carta dizendo: Eu vim para retificar as interpretações errôneas de meus ensinamentos quando, conhecido como “Jesus”, estive na Palestina há dois mil anos. (CdC 1:1)


RETIFICAR, significa "colocar reto, direito, corrigir algo, etc".  


Fato é que somente depois de cerca de 30 anos, após JESUS ser crucificado, é que os Evangelhos começaram a ser escritos (por Marcos, Mateus, Lucas e João). - E será que eles conseguiram escrever tudo o que Jesus falou de forma exata? Claro que não; e isso está bem claro quando se compara as quatro redações relatando a mesma coisa. 


Por exemplo, vejamos o relato sobre o cego ou os cegos de Jericó:

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MATEUS - Mt 20,29ss:

29 Quando estavam saindo de Jericó acompanhava-os uma grande multidão. 30 Nisso, dois cegos sentados à beira da estrada ouviram que Jesus estava passando. Gritaram: “Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!” 31 A multidão os repreendia para que se calassem. Mas eles gritavam ainda mais alto: “Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!” 32 Jesus parou e os chamou, dizendo: “Que quereis que eu vos faça?” 33 Eles disseram: “Senhor, que nossos olhos se abram!” 34 Jesus teve compaixão e tocou nos olhos deles. Imediatamente recuperaram a vista e passaram a segui-lo.


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MARCOS - Mc 10,46ss:

46 Chegaram a Jericó. Quando Jesus estava saindo da cidade, acompanhavam-no os discípulos e uma grande multidão. O mendigo cego, Bartimeu, filho de Timeu, estava sentado à beira do caminho. 47 Ouvindo que era Jesus Nazareno, começou a gritar: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim”. 48 Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava ainda mais alto: “Filho de Davi, tem compaixão de mim”. 49 Jesus parou e disse: “Chamai-o!” Eles o chamaram, dizendo: “Coragem, levanta-te! Ele te chama!” 50 O cego jogou o manto fora, deu um pulo e se aproximou de Jesus. 51 Este lhe perguntou: “Que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Rabûni, que eu veja”. 52 Jesus disse: “Vai, tua fé te salvou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho.


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LUCAS - Lc 18,35ss:

35 Quando Jesus se aproximou de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmola. 36 Ouvindo a multidão passar, perguntou o que estava acontecendo. 37 Disseram-lhe: “Jesus Nazareno está passando”. 38 O cego então gritou: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!” 39 As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem compaixão de mim!” 40 Jesus parou e mandou que lhe trouxessem o cego. Quando ele chegou perto, Jesus perguntou: 41 “Que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Senhor, que eu veja”. 42 Jesus disse:“ Vê! A tua fé te salvou”. 43 No mesmo instante, o cego começou a enxergar de novo e foi seguindo Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu glória a Deus.


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Jo:  não relata isso

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Ou seja, cada evangelista, relata o episódio do seu jeito e nem tudo coincide. Portanto, ter quatro redações, de quatro autores, é melhor do que ter só uma única redação. Embora certos trechos são exclusivos de um único evangelista.  


Mas não podemos esquecer que a igreja aprovou, para incluir na Bíblia, apenas os 4 citados evangelhos (Mc, Mt, Lc e Jo) - pois foram considerados INSPIRADOS POR DEUS - e deixou de fora outras redações que existiam na época, de outros autores, e que foram chamadas de APÓCRIFOS, ou "não inspiradas por Deus". 


Por exemplo, somente MATEUS relatou isso: "1 Depois que Jesus nasceu na cidade de Belém da Judéia, na época do rei Herodes, alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2 perguntando: “Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. (Mt 2,1) 


- Quais eram os nomes dos 3 reis magos que visitaram Jesus recém-nascido?  Resposta: sabemos que eram Baltazar, Gaspar e Belchior.  Ora, como sabemos disso se Mateus (o único evangelista que redigiu o episódio) disse apenas que eram "magos do Oriente"?  Sabemos através de um evangelho apócrifo.


Mas há uma coisa ainda mais grave a ser considerada: os TEXTOS ORIGINAIS GREGOS dos Evangelhos (Mt, Mc Lc e Jo)  se perderam com o tempo  (não foram conservadas); e o que temos hoje em nossas edições da Bíblia são as TRADUÇÕES para o nosso idioma (Português, por exemplo).  E o que acontece com toda tradução? Nem sempre ela consegue expressar exatamente, num outro idioma, o que o autor escreveu originalmente.  Daí que, se você comparar um certo trecho da Bíblia em várias bíblias, vai comprovar facilmente que nem sempre coincidem.


Recapitulando:  Jesus falou alguma coisa. O evangelista pode ter alterado algo do que Jesus falou, e isso ficou fixado na redação dos evangelhos. Depois tais redações foram traduzidas para outros idiomas; e com isso, o que Jesus falou, se transformou ainda mais. Evidentemente que tais alterações não se aplica para tudo o que ficou escrito; muita coisa reproduz fielmente o que Jesus falou.  E o resultado disso tudo é que a INTERPRETAÇÃO, isto é, "o que originalmente foi falado" fica impreciso - nem está totalmente certo, nem está totalmente errado. O resultado é uma interpretação ERRÔNEA: acertou, mas não foi exatamente assim. E quando esse texto é lido e explicado nas igrejas, sua interpretação pode se distanciar muito do que Jesus ensinou na Palestina.


- Então, como podemos recuperar o que JESUS REALMENTE DISSE?


Para as pessoas que viveram antes do ano 2001 existiam apenas os estudos dos biblistas (que podiam fazer uma lista das "verdadeiras palavras de Jesus"). Mas para todos nós do século XXI já temos o privilégio de conhecer as CARTAS DE CRISTO  ( http://www.cartasdecristobrasil.com.br ) e saber algumas coisas do que "Ele realmente falou", pois as Cartas é de Sua própria autoria.


E Ele disse: "vim para retificar as interpretações errôneas". Há, portanto, por conta dos evangelistas e das traduções, muita COISA ERRÔNEA nos textos dos Evangelhos. 


Na Carta 8 o CRISTO diz explicitamente: 


Devo deixar claro que minhas palavras foram mal interpretadas no evangelho. Eu  disse: “Bem aventurados são aqueles de coração pacífico porque eles herdarão a terra”.  (CdC 8:8)  


Esse trecho é uma frase (Mt 5,5) do trecho das Bem Aventuranças, do sermão da montanha. Em algumas traduções das nossas bíblias está escrito assim:


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Bíblia Online:

"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;"


BibliaOn:

"Bem-aventurados os humildes, pois eles receberão a terra por herança."


IHU:

"Felizes os mansos, porque possuirão a terra."


Biblia CNBB:

"Felizes os mansos, porque receberão a terra em herança."

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Agora, pelas CARTAS DE CRISTO, temos a certeza de que JESUS falou em se possuir um "coração pacífico"; e não em ser "manso" ou ser "humilde". E ter um coração pacífico é não viver cometendo violências.  - Você consegue compreender a diferença de interpretação?


E CRISTO ainda explica: Se você contemplar o mundo, verá que aqueles países de “coração pacífico”  prosperam e vivem em harmonia com seus vizinhos. Onde há confusão e assassinatos, essa  turbulência é a manifestação direta da “consciência” de seus habitantes. Tal consciência  destrói um país e gera pobreza e doença.  (CdC 8:8) 



(Carlos Eduardo da Silva, teólogo - 29/06/2022)

(471)_ADAM SMITH X JOHN NASH [Comportamento] (por Joseane Silva & Eduardo Lbm)




 Fonte: https://eduardolbm.wordpress.com/2015/03/14/adam-smith-x-john-nash-pt-br/



                           

Eduardo Lbm

               

ADAM SMITH X JOHN NASH

               

Engenharia Social

Em 1776 Adam Smith escreve o livro A riqueza das Nações” com a teoria das mãos invisíveis que regulam tudo no planeta. Mas, Adam Smith não se tornou com isso, apenas o pai da economia moderna com o surgimento do darwinismo social onde nessa tal “mão invisível que regula tudo” a regulagem era para que os pobres, negros, mulheres justificassem de alguma forma a sua ‘falta de adaptação ao meio social, a tal da lei da evolução onde as espécies mais hábeis conseguem sobreviver. Adam Smith influenciou vários setores da sociedade, recentemente percebi que os livros que tanto eu lia na adolescência sobre auto ajuda tem uma parte muito significativa dessa teoria. Depois no fim da vida parece que quis ou percebeu as “brechas” de seu até então célebre livro “A riqueza das Nações” e escreveu a “Teoria dos sentimentos Morais” mas parece que não teve a mesma repercussão do primeiro já que esse satisfaz bem mais as expectativas do status quo da elite social. Hoje depois de várias teorias econômicas onde até personagens da igreja católica como Tomás de Aquino tem uma cadeira cativa com sua teoria do “preço justo” e suas críticas ao sistema de oferta e procura foi de forma mais madura abordado por John Locke centenas de anos depois. Agora depois da milênios de teorias econômicas e grandes gênios com suas célebres frases, temos o mesmo cenário econômico onde os privilegiados são cada vez mais privilegiados e os explorados cada vez mais alienados para permanecerem explorados. E o contraste ainda aumenta quando vemos gênios da economia moderna como John Forbes Nash, que inclusive é premio Nobel de economia em 1994, estar sendo simplesmente ignorado por páginas de pesquisas acadêmicas como o Wikipédia. John Nash é autor da teoria dos Jogos e do “O Equilíbrio de Nash” que representa uma situação em que, em um jogo envolvendo dois ou mais jogadores, nenhum jogador tem a ganhar mudando sua estratégia unilateralmente. Para melhor compreender esta definição, suponha que há um jogo com n participantes. No decorrer deste jogo, cada um dos n participantes seleciona sua estratégia ótima, ou seja, aquela que lhe traz o maior benefício. Então, se cada jogador chegar à conclusão que ele não tem como melhorar sua estratégia dadas as estratégias escolhidas pelos seus n-1 adversários (estratégias dos adversários não podem ser alteradas), então as estratégias escolhidas pelos participantes deste jogo definem um “equilíbrio de Nash”. Ou seja numa interação com duas ou mais pessoas o que vai garantir o melhor resultado é quando todos no grupo fazem não só o que é melhor para si, mas também para os outros. John Nash diz mais, “o calculo com a mesma variável oferece soluções diversas para o mesmo problema”, só que isso tem mais probabilidade de acontecer a partir do momento que todos em duas ou mais situações de interação social estejam realmente dispostos a colaborar e não sabotar tudo como acontece quando um membro por questões pessoais ou não, se sente em desvantagem na situação, ou quer todas as vantagens somente para si.

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Joseane Silva.

O texto acima foi extraído na íntegra, com leves correções feitas por mim, do blog Livres Pensadores, cujo link coloco a seguir:

http://livrespeansadores.blogspot.com.br/2013/10/o-equilibrio-de-nash-teoria-dos-jogos-x.html


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Uma luta de vida e morte

Às margens do Rio Nilo, norte da África vivem crocodilos em grande número. São enormes predadores, alguns indivíduos chegando a medir quase dez metros. São carnívoros, claro, e seu principal alimento são os Gnus que anualmente cruzam os rios em seus movimentos migratórios. Apesar de serem predadores, os crocodilos vivem em perfeita harmonia com a Natureza. Esses enormes animais colaboram uns com os outros na obtenção do alimento e respeitam as regras de convivência com os demais animais na Natureza. Há inúmeros vídeos no YouTube (Animal Planet) mostrando cenas do cotidiano dos crocodilos. Por exemplo, eles esperam toda uma manada de Gnus atravessarem o rio e atacam os últimos indivíduos, aqueles mais fracos ou cansados, os retardatários. Mas aqui há um fato curioso: apenas um crocodilo ataca um Gnu. Uma luta de vida ou morte em que o Gnu quase sempre sai perdendo. Sim, quase sempre, porque há situações em que o Gnu consegue escapar da morte. É curioso observar que, quando um crocodilo está subjugando um Gnu, os demais crocodilos não interferem. Ficam todos observando a luta. É uma luta de um contra um. Não é uma luta desleal. O crocodilo emprega toda a sua força para tentar subjugar o Gnu e este emprega toda a sua força para tentar escapar a qualquer custo. Às vezes essa luta dura mais de uma

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hora, e como toda luta, há momentos em que o crocodilo está ganhando e há momentos em que o Gnu está ganhando. Se o Gnu não conseguir escapar, vai virar comida. Só depois da luta estar definida, isto é, só depois de o Gnu estar completamente subjugado, é que os demais crocodilos se aproximam e começam a ‘dividir’ a refeição. É incrível que, mesmo no mundo dos predadores, possa haver lealdade e o compartilhar do alimento. Embora nunca tenham conhecido um sujeito chamado John Forbes Nash, os crocodilos conhecem e aplicam o “Reequilíbrio de Nash” em suas relações com seus pares e com o meio ambiente. Por isso, entra ano e sai ano e todos vivem bem, a comunidade prospera, e há alimento para todos.


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Como estragar a comunidade dos crocodilos

Crocodilos, assim como outros répteis, são seres cuja estrutura cerebral é bem simples e primitiva. Apenas cérebro reptiliano. Não há cérebro límbico (emocional), nem córtex (racional). São animais completamente frios e vazios emocionalmente. Suas funções biológicas são simplesmente, alimentar-se, acasalar-se e defender o território. Eles não tem qualquer forma de comunicação ou expressão, linguagem ou seja lá o que for. E mesmo assim, eles conseguem aplicar naturalmente um princípio de cooperação mútua, o que coloca nós humanos em desvantagem, pois somos educados desde pequenos a competir, competir, competir, raramente cooperar. Agora imagine que seja possível ensinar algo para um crocodilo. Imagine que seja possível tomar dois indivíduos na comunidade dos crocodilos, dois machos alpha, e ensinar a um deles a filosofia de Adam Smith. Ao outro indivíduo seria ministrado um curso de teologia e seria dado a ele uma Bíblia. Agora que os dois estão devidamente graduados, um com PHD em economia e o outro com PHD em Teologia, solte os dois na comunidade e os deixe lá. Volte um ano depois para ver o resultado.


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Um ano depois

Quando você voltar lá na comunidade dos crocodilos, terá uma surpresa deveras desagradável: encontrará uma parcela significativa dos indivíduos na mais absoluta miséria. Não há mais Gnus, além de haver uma absurda escassez de alimentos. O que houve com os Gnus? Uma meia-dúzia de crocodilos, liderados pelo PHD em economia (lembra?) acharam por bem montar uma grande empresa de beneficiamento de Gnus. Os Gnus são capturados, estocados em câmara fria (frigoríficos) e depois vendidos a preço de ouro para os demais crocodilos da comunidade. Como se trata de uma empresa de grande porte, várias outras empresas menores tiveram que ser constituídas, obviamente por alguns crocodilos mais ‘espertos’, para atender às necessidades da empresa maior com insumos, maquinário, manutenção, fornecimento de mão de obra, etc. Os crocodilos aprenderam direitinho a filosofia de Adam Smith, pois existe até gnus-chegando-outra-margem

um banco de mão de obra de crocodilos desempregados, o que garante que os que estão empregados fiquem bem conformados e quietinhos e não façam muitas reivindicações. Foram instituídos também, cursos de capacitação, de modo que os crocodilos que quiserem ter um emprego e assim poderem comprar um suculento Gnu, terão que estar devidamente capacitados. Aos que não estiverem capacitados, resta apenas viverem de bico.


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O Cacique e o Pajé

Mas como é que os crocodilos aceitaram toda essa inversão de valores em sua sociedade? Simples: por possuírem cérebros primitivos, são facilmente influenciáveis e sugestionáveis através do medo. Lembra-se do crocodilo com PHD em Teologia? Pois é… Ele se uniu ao crocodilo com PHD em economia e juntos criaram uma estrutura do tipo “Cacique e Pajé”. O cacique contratou os Hipopótamos para serem a polícia local. Hipopótamos, apesar de não serem carnívoros nem predadores, são uns bichos bem temperamentais. Uma mordida de um hipopótamo pode partir um crocodilo ao meio, então os crocodilos, que antes conviviam pacificamente com os hipopótamos num clima de respeito, agora

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temem os hipopótamos, pois os mesmos estão a serviço do Cacique. Já o Pajé, se encarregou da ‘lavagem cerebral’ dos crocodilos, tarefa relativamente fácil já que crocodilos não tem neocórtex, ou seja não pensam nem raciocinam. Eles tem apenas duas reações básicas ou emoções primitivas; medo e agressão. Então fica muito fácil inserir em suas mentes primitivas os conceitos de ‘pecado’, ‘inferno’ e ‘culpa’. Uma vez inseridos esses conceitos, fica extremamente fácil controlá-los e convencê-los a aceitar sua condição de ‘escravos’ em um sistema de proletariado. Uma vez inseridos esses conceitos, o medo se encarregará de mantê-los indefinidamente em sua estrutura psicológica e a agressão se encarregará de protegê-los de qualquer tentativa de ‘desconversão’. Fica fácil também, inserir em suas mentes primitivas o conceito de ‘esperança’ e para isso, nos dias de culto reptiliano, acena-se com ‘A volta do Grande Aligator’, um crocodilo de uma espécie divina, que um dia há muitos anos andou sobre as águas do velho Rio Nilo, caçava Gnus e os ‘repartia’ com os crocodilos

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menos favorecidos. Assim, os crocodilos permanecem conformados e aguardam resignadamente a volta do “Grande Aligator’ e, no dia em que Ele voltar, não haverá mais fome, nem miséria, nem escravidão, haverá um Gnu suculento para cada crocodilo. E ficarão esperando para sempre, pois uma vez estabelecida a estrutura do “Darwinismo Social” com base na filosofia de Adam Smith na sociedade dos crocodilos, não há a menor possibilidade de retorno, nem mesmo a longo prazo. As coisas tendem somente a piorar cada vez mais, mas enfim, existe a ‘esperança’. Dizem que a esperança é a última que morre e é mesmo, pois ela morre junto com o crocodilo resignado, que passou a vida inteira esperando a volta do “Grande Aligator”.


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Evolução da sociedade

Enquanto isso, a sociedade dos crocodilos evolui. Agora já existe uma ‘Bolsa de Gnus’ com sede em ‘Nile Street’ e seus principais especuladores ganham muito dinheiro às custas do trabalho dos crocodilos ‘proleotários’. Como os especuladores de Nile Street tem gosto refinado, mandam buscar jovens ‘Jacaroas do Pantanal’ pelas quais pagam pequenas fortunas, apenas para fazerem sexo. Alguns preferem as orientais, por isso mandam buscar jovens crocodilas da Malásia. Os especuladores de Nile Street não comem Gnus, afinal Gnu é comida para pobres

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crocodilos ‘proleotários’, então eles mandam buscar em qualquer lugar do mundo, não se importando com o frete, ‘patinhas de caranguejo’ a meros US$400 o prato, fora o frete. São também muito exigentes quanto à indumentária, pois ostentam caríssimos sapatos feitos de couro de… crocodilo! Suas fêmeas, também muito exigentes, usam bolsas e cintos de couro de… crocodilo! Esse pessoal de ‘Nile Street’, literalmente ‘tira o couro’ de seus semelhantes sem o menor pudor.


📺️(470)_NOSSA SENHORA DE ESCADA abrigou JOSÉ DE ANCHIETA (1566) [Religião] (por CES)


Nossa Senhora da Escada

Escada? 

Que nome estranho para designar uma devoção a Nossa Senhora, poderão pensar alguns ao ouvi-lo. Muitos, pensarão na escada do sonho de Jacó (Gn 28,12=”Em sonho, viu uma escada apoiada no chão e com a outra ponta tocando o céu. Por ela desciam os anjos de Deus”), pois o Patriarca sonhou com uma escada que levava ao Céu.


De modo análogo, Nossa Senhora leva ao Céu, logo... E ainda outros, quiçá, relacionarão com a escada utilizada para descer o corpo de Jesus da cruz.

Origem do nome

A devoção a Nossa Senhora da Conceição da Escada se originou na cidade de Lisboa (Portugal) onde se encontrava uma capela, às margens do rio Tejo, com a imagem da Virgem Santíssima. Como a margem do rio é elevada, eles precisavam subir ou descer os 31 degraus que separam a capela do rio. Desse fato resultou que a imagem passou a ser conhecida como Nossa Senhora da Escada.


Ao partir, os marinheiros encomendavam-lhe seus trabalhos, e agradeciam sua proteção ao voltar de suas navegações e descobrimentos nos séculos XV e XVI por diversos continentes. 



A devoção expandiu-se para o Brasil

Pois já no ano de 1536, o português Lázaro Arévolo, construiu, aqui na Bahia a primeira capela de pedra, dedicada a Nossa Senhora da Escada mas animada pelos Jesuítas ainda no inicio da colonização e da escravidão. Tanto assim que o alpendre era amplo para nele ficar os escravos ainda não batizados, que não podiam ficar dentro da igreja.



Assim a VIDA da fé do povo das Fazendas da nossa região e os índios nas suas aldeias – hoje Suburbana - começaram com a devoção à Nossa Senhora. //
Foi aqui que o padre José de Anchieta, "o Apóstolo do Brasil", abrigou-se, em 1566, para curar-se de malária.  Sua cura está registrada no Vaticano como um milagre. // Em 1638, a igreja foi local de desembarque das tropas do príncipe holandês Maurício de Nassau, na invasão à capital, conforme registrado numa placa de pedra afixada na parede.


Palavra do nosso Pároco, o Pe. Gaspar


"Então é importante que nós neste tempo moderno continuaremos esta fé do passado. Sobretudo para nós que moramos aqui no Subúrbio, ou mesmo aqui em Salvador, devemos ter uma experiência forte: essa de reconhecer que aqui nesta nossa Paróquia existe um espírito bem tradicional que deve ser motivo de orgulho, religioso e cultural, e que temos também a responsabilidade conhecer, preservar e difundir pois a Igreja Nossa Senhora de Escada é um dos mais antigos patrimônios históricos do Estado". 

E foi tombado (=inventariado), em 1962, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN, uma autarquia do Governo do Brasil, vinculado ao Ministério da Cultura, responsável pela preservação do acervo patrimonial, tangível e intangível, do país). 


Infelizmente...

O sino original, o órgão, os bancos antigos foram roubados.


Nem a imagem de Nossa Senhora da Conceição de Escada escapou. De origem portuguesa e esculpida no século XVIII, a imagem da santa tem 95cm e apoia-se sobre um globo azul rodeado de querubins. Mas a coroa verdadeira e o anel, ambos de ouro, também sumiram. Mas um devoto doou uma outra coroa de metal comum para a santa. Igual destino teve também a escada verdadeira que se fixava ao longo da imagem: a comunidade mandou fazer um escada simples, feita de madeira ao invés do ouro. 

Todavia, o detalhe que mais chama a atenção na imagem é a beleza do olhar. “Os olhos são muito bonitos. Parecem reais”, dizem.  Atualmente a imagem está no IPHAN sendo restaurada.                        


“Exposto à ação do tempo e falta de projetos adequados de recuperação, o patrimônio religioso do Subúrbio corre o risco de extinguir-se, perdendo-se parte da história da Bahia.” – diz Gladys by Gladys Santos Pimentel in “Coração  Suburbano. O Pulsar da Cidade que a Cidade não Conhece” (1999- UFBa)


Mas, no entender de alguns...

“Escada tem esse nome por causa das escadarias que haviam na colina para chegar da beira da praia até a capela”, dizem. Atualmente, não existem mais as escadarias, pois foram cortadas quando se cortou parte da colina para a construção da estrada de ferro, onde passa os trens ligando Calçada a Paripe.

Alunos do Curso de Extensão em Teologia (2012)

Fonte:  artigo de Carlos Eduardo da Silva para o Boletim Paroquial